sexta-feira, 31 de agosto de 2018

A abertura remasterizada de "Batman: A Série Animada" é a coisa mais bonita que você verá hoje


Poucas adaptações transmídia foram tão bem-sucedidas quanto Batman: A Série Animada. O desenho concebido por Bruce Timm e Eric Radomski foi desenvolvido com esmero pelas mãos da dupla em parceria com outros grandes nomes, como Paul Dini, Alan Burnett, Michael Reeves, Boyd Kirkland, Kevin Altieri, Dan Riba etc e marcou época durante a década de 1990, habitando as lembranças especialmente das crianças e adolescentes de então e sendo até hoje a principal referência quando o assunto são as aventuras do Homem-Morcego fora das páginas dos gibis, mesmo com a forte concorrência da série de games Batman: Arkham ou a trilogia de filmes O Cavaleiro das Trevas de Christopher Nolan.

Tive a oportunidade de reassistir ao programa na íntegra recentemente e posso dizer que essa posição é mais que merecida. A qualidade e fluidez empregada no traço e na animação chega a impressionar, tendo se tornado referência para tudo o que foi produzido na sequência e ainda sendo uma influência na atualidade. O mesmo pode ser dito a respeito dos roteiros, que contam com tramas bem-estruturadas e que muitas vezes tratam de temas importantes, seja para o mundo real ou acerca do próprio universo de seu protagonista, ao mesmo tempo que são acessíveis sem desrespeitar, em momento algum, a inteligência de seu espectador, seja ele criança, adolescente ou adulto. A criação da atmosfera da série, que alia elementos antigos a contemporâneos em um clima soturno, e o trabalho de dublagem, tanto em inglês quanto em português, fecham o pacote com qualidade. Não é loucura dizer que algumas das melhores histórias do herói foram contadas no programa, como é o caso de episódios como Quase O Peguei ou O Julgamento, entre muitos outros, além de ter sido responsável por redefinir as origens de antagonistas como o Sr. Frio e o Cara-de-Barro.

Os fãs e entusiastas da animação receberam uma notícia muito boa nos últimos meses: o seu relançamento completo em Blu-Ray, em um box que contará com todos os seus 109 episódios (o que inclui As Novas Aventuras do Batman), os longas Batman: A Máscara do Fantasma (que se encontra atualmente disponível na Netflix) e Batman & Mr. Freeze: Abaixo de Zero, um documentário sobre os bastidores de Batman: A Série Animada e três Funko Pop! inspirados no desenho. Com o lançamento da edição, marcado para 30 de outubro, aproximando-se, a Warner divulgou um vídeo de encher os olhos contendo a versão remasterizada da antológica abertura do programa, o qual pode ser conferido a seguir:



A título de curiosidade, a IGN comparou as versões antiga e remasterizada do vídeo e, como é possível se observar abaixo, há uma diferença gritante entre elas, não apenas na nitidez da exibição, mas também na quantidade de frames que cada uma apresenta, mostrando que o trabalho que vem sendo feito é mais do que bem-vindo:


Infelizmente, ainda não há previsão para o lançamento de Batman: A Série Animada em Blu-Ray aqui no Brasil. Assim que acontecer, no entanto, sentirei a obrigação de conferir mais uma vez a animação do início ao fim. Não que seja um grande sacrifício.

Box contendo todo o conteúdo da edição especial de Batman: A Série Animada em Blu-Ray. Lindo, não?

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

[RESENHA] "Missão: Impossível - Efeito Fallout" (2018)


Franquias de cinema são curiosas, pois não há um padrão para suas existências. Algumas começam muito bem e vão decaindo a cada novo lançamento (que é o que mais acontece), algumas conseguem manter o fôlego até o final, algumas tem seu ápice no segundo filme, outras começam bem, acabam se perdendo no meio mas conseguem entregar uma conclusão satisfatória. E há o caso de Missão: Impossível, que gastou toda uma trilogia tentando se encontrar, soube se reinventar para uma nova década pelas mãos mais que competentes de Brad Bird e, posteriormente, Christopher McQuarrie, conquistou novo público e vem se firmando como um dos principais nomes quando o assunto é ação nos últimos anos. Cenas cada vez mais insanas (nas quais Tom Cruise não usa dublês) aliadas a boas tramas modernas de espionagem, fotografia inventiva e pouco convencional, e elencos competentes se tornaram marcas registradas dessa nova fase, que parecia haver atingido seu ápice em Nação Secreta (2015).

Mas, para Cruise e McQuarrie, parece sempre haver espaço para mais. Assim como os próprios filmes, a dupla parece cada vez mais empenhada em transformar o impossível em possível. E foi para essa missão que Missão: Impossível - Efeito Fallout foi concebido: superar seu antecessor, apresentando uma trama melhor, direção mais criativa e preocupada com detalhes, um elenco ainda mais competente e, claro, sequências de ação ainda mais frenéticas e espetaculosas do que as vistas anteriormente. E dado o elevado patamar em que os dois últimos longas se estabeleceram, é espantoso pensar no quão fácil o resultado final fez a tarefa parecer.

Conectando-se diretamente com o final do quinto filme, Efeito Fallout traz o agente da IMF Ethan Hunt (Cruise) tendo que lidar com os Apóstolos, organização de anarco-terroristas dissidente do Sindicato, que confrontou em sua missão anterior. O plano do grupo é ter acesso a armas nucleares para espalhar o caos e destruir a ordem vigente, e Hunt está disposto a ir até as consequências finais para impedi-los. Junto a ele, retornam alguns personagens apresentados ao público anteriormente, como o Secretário Alan Hunley (Alec Baldwin), a agente Ilsa Faust (Rebecca Ferguson), sua ex-esposa Julia (Michelle Monaghan), o vilão Solomon Lane (Sean Harris) e figuras mais do que carimbadas como Luther (Ving Rhames) e Benji (Simon Pegg). Juntam-se ainda a este vasto elenco novidades como o agente Walker (Henry Cavill), a Diretora da CIA Erika Sloane (Angela Bassett) e a misteriosa Viúva Branca (Vanessa Kirby).

O desenvolvimento da trama apresenta alguns interessantes desdobramentos, culminando em viradas de roteiro que, em primeiro momento, podem parecer previsíveis para aqueles que já conhecem a série, mas que são sucedidos tantas outras em sequência que acabam por deixar o espectador desnorteado tamanhas as surpresas (que até chegam a ser excessivas, há de se reconhecer). Ao mesmo tempo, as relações de Hunt com aqueles que o rodeiam são levadas à beira de um colapso devido a suas ações em prol da missão, mas são sustentadas pela fé quase cega que seus parceiros tem no protagonista. O conflito é ainda mais agravado pelos atos de seus colegas no ramo, como é o caso de Walker (personagem em que Cavill escorrega em sua atuação vez ou outra, mas que convence durante as cenas de ação) e Faust, que é quem mais afeta o agente de forma profissional e pessoal (ainda que esta última não se resolva de forma decente). Tudo isso cria uma atmosfera que direciona para a percepção de que a tarefa em questão é, de fato, impossível.


O que mais leva a crer nessa impossibilidade, no entanto, são as cenas de ação. Grande marca pela qual a franquia se fez conhecida nos últimos anos, elas se sobressaem às demais não pelo absurdo de uma ou outra de maior destaque, mas pela quantidade. Esse é o filme de Missão: Impossível com o maior número de sequências de ação em toda a franquia, e todas se mostram insanas, ainda que cada qual a seu modo: seja pelo risco oferecido ou pela quantidade de detalhes a serem observados, fica claro para qualquer um que não foi a toa que Tom Cruise se machucou durante as gravações do longa. Pensar no astro protagonizando cada um daqueles momentos sem o auxílio de qualquer dublê só agrava a sensação de perigo existente, a qual já se encontra potencializada pela direção de McQuarrie, seja em saltos de paraquedas, perseguições de veículos em ruas movimentadas, corridas por telhados parisienses ou assalto a helicópteros em movimento (embora o uso de computação gráfica fique evidente até demais em momentos-chave).

Aliás, a direção não se destaca apenas durante a ação. Mesmo nos momentos de maior respiro, Christopher McQuarrie consegue criar ambientações que evidenciam o perigo das situações através de uma variada combinação de registros fechados com outros que apresentam os cenários de forma mais aberta em diversos ângulos, algo que o permite, em conjunto com o trabalho do diretor de fotografia Rob Hardy, criar composições de cena requintadas, sofisticadas e agradáveis em determinados pontos. Ainda sobre os aspectos técnicos, vale o destaque à trilha sonora composta por Lorne Balfe, uma das grandes forças motrizes do filme através de suas faixas impactantes dentro da medida, bem como aos departamentos de arte responsáveis por desenvolverem as máscaras e demais acessórios que já são mais do que conhecidos.

Missão: Impossível - Efeito Fallout encerra a segunda trilogia da saga com espaço para mais continuações, muito graças ao caráter episódico da série, bem como às recentes adições ao elenco, que podem vir a ganhar mais espaço no futuro. Este sexto longa funciona, ao mesmo tempo, como a conclusão de um arco e uma porta de entrada para novos fãs já que, mesmo com referências a seus antecessores, a reintrodução sucinta de personagens e elementos apresentados anteriormente permite seu funcionamento de forma individual, ainda que não seja o mais recomendado. Seja como for, os níveis aqui estabelecidos se mostram ainda mais difíceis de serem superados pelas mentes criativas envolvidas, por mais capazes que elas já tenham se provado. O trabalho desenvolvido por Christopher McQuarrie e Tom Cruise, ainda que com alguns ínfimos problemas, acabou por culminar não apenas no melhor Missão: Impossível, mas também em um dos melhores filmes de ação da década.

TRAILER:


quinta-feira, 23 de agosto de 2018

CINCO Resenhas de Um Parágrafo sobre a franquia "MISSÃO: IMPOSSÍVEL"!


Missão: Impossível - Efeito Fallout chegou aos cinemas há algumas semanas. Nunca fui grande aficionado pela franquia, mas fiquei curioso para conferir sua mais recente adição após a chuva de elogios que tomou a crítica especializada. Por isso, resolvi assistir a todos os demais filmes de Missão: Impossível feitos anteriormente como forma de me preparar para este novo. E isso me deu uma ideia de postagem: por que não resenhar TODOS os longas? Deste modo, pela primeira vez na história, publico este verdadeiro compilado de Resenhas de Um Parágrafo sobre cada um dos lançamentos da saga sem fim de Ethan Hunt e seus parceiros, em um formato experimental que, se bem recebido, pode vir a ser usado com outros grandes nomes do cinema.

Claro, o texto sobre Efeito Fallout sairá separadamente, mas você pode conferir minhas impressões sobre os outros cinco Missão: Impossível logo a seguir.

MISSÃO: IMPOSSÍVEL (1996)


O primeiro Missão: Impossível chegou aos cinemas há 22 anos com boa direção do aclamado Brian De Palma, um competente elenco, trilha sonora feita pela criativa mente de Danny Elfman e algumas cenas que vieram a se tornar icônicas com o passar dos anos. O filme, no entanto, é prejudicado por um roteiro sem ritmo que acaba se perdendo em sua indecisão entre ser uma trama de espionagem clássica ou de ação, ficando no meio do caminho e não atingindo satisfatoriamente nenhuma das duas opções. Ainda assim, trouxe alguns elementos que se tornariam marca registrada da franquia, como o briefing das missões ao início, os dispositivos tecnológicos e, principalmente, as máscaras e moduladores de voz.

Trailer:


MISSÃO: IMPOSSÍVEL 2 (2000)


Com uma diferença brutal de direcionamento em relação a seu antecessor, Missão: Impossível 2 assume sua identidade como filme de ação e chega ao novo milênio repleto de influências e vícios tirados diretamente de um recém lançado Matrix. O principal problema da sequência é seu exagero, seja dentro do roteiro repleto de clichês ou através das escolhas no mínimo questionáveis do diretor, que acabam por tornar o longa muito caricato, por pouco não assumindo um tom de paródia. Ainda assim, sequências repletas de movimento e, principalmente, boas lutas (é o John Woo, afinal) acabam por fazê-lo divertido e bom para ser conferido de forma descompromissada.

Trailer:


MISSÃO: IMPOSSÍVEL 3 (2006)


Um ainda pouco conhecido J. J. Abrams assume as rédeas da franquia em seu terceiro lançamento e a parceria veio a mudar seu destino para sempre (até porque a Bad Robot, produtora de Abrams, cuidou deste e de todas as sequências desde então). Missão: Impossível 3 aprende com seus erros anteriores, se deixa influenciar por A Identidade Bourne e A Supremacia Bourne e entrega um filme de espionagem moderno, sabendo se dividir entre os momentos de ação e as reviravoltas características. Um sempre competente Phillip Seymour Hoffman brilha como antagonista de Tom Cruise, enquanto a adição de Simon Pegg como Benji Dunn se mostra bem-vinda e fundamental para o futuro. Só seria melhor se o final não fosse tão piegas.

Trailer:


MISSÃO: IMPOSSÍVEL - PROTOCOLO FANTASMA (2011)


O primeiro Missão: Impossível da atual década abre uma nova trilogia acertando as arestas faltantes para a saga alçar novos e promissores voos. O diretor Brad Bird, de Os Incríveis e Gigante de Ferro, assume o comando e faz de Protocolo Fantasma um filme divertido, com roteiro redondo, visual polido (às vezes até hermético demais) e que ainda ousa ao brincar com alguns elementos clássicos da franquia. É aqui que se inicia a loucura das cenas de ação em lugares e situações improváveis sem o uso de um dublê para Tom Cruise, o que as torna fascinantes e realistas. Ainda faz um bom trabalho em se conectar com os eventos vistos em seu antecessor.

Trailer:


MISSÃO: IMPOSSÍVEL - NAÇÃO SECRETA (2015)


O quinto longa de Missão: Impossível segue os caminhos estabelecidos pelo anterior e eleva ainda mais o nível da franquia. Nação Secreta é divertido, bem escrito e apresenta cenas de ação mais absurdas que as de Protocolo Fantasma, contando com uma fotografia que as valoriza e expõe todo seu perigo. O trabalho de Christopher McQuarrie, seja no roteiro ou na direção, são a alma do sucesso do filme, enquanto as adições de Rebecca Ferguson e Alec Baldwin, junto com o reaproveitamento de Jeremy Renner, injetam novo ânimo a este universo. Não apenas uma das grandes películas de ação dos últimos anos, como também o melhor da saga até este ponto.

Trailer:

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

SUPERMAN - 80 anos, 8 histórias #1: "Superman: Identidade Secreta"


Bem-vindos ao meu especial sobre o Superman, no qual falarei sobre 8 diferentes histórias do personagem como forma de celebrar seus 80 anos. Essas histórias podem variar entre arcos, edições únicas ou fases completas. Mais do que recomendar quadrinhos, espero que possa transmitir o que cada uma das escolhas significa para mim. Hoje, uma HQ que acalentou meu coração e se tornou uma das minhas favoritas de todos os tempos.

Esta não é uma história convencional do Superman. Não há grandes vilões com planos mirabolantes, invasões alienígenas ou pancadarias desenfreadas. Está mais para uma história sobre o Superman, o seu mito e sua importância. É também uma história sobre Clark Kent, mas não aquele que estamos acostumados. Clark é um adolescente que vive no interior dos Estados Unidos e, como qualquer pessoa de sua idade, tudo o que menos quer é ser incomodado ou atrair atenção indesejada, mas é exatamente o que ele consegue graças a seu nome. Seus bem-humorados pais acharam que seria uma boa ideia fazer do filho um homônimo de um dos maiores ícones da Cultura Pop, afinal ele já seria automaticamente famoso e teria muitos produtos com seu nome estampado, e os parentes embarcaram na brincadeira, presenteando o garoto com tudo relacionado ao Superman em qualquer data possível. E ele odeia tudo aquilo: as recorrentes brincadeiras, o merchandising e, consequentemente, o herói.

Até que, de repente, tudo muda. Em uma noite relaxando sob a luz do luar, habilidades incomuns despertam. Voo, superforça, resistência sobre-humana. Ele agora tem alguns dos principais poderes do Superman, e sua vida nunca mais foi a mesma desde então.


Superman: Identidade Secreta se dá a partir desta premissa. Durante a história, acompanhamos a vida deste rapaz que mora em um mundo similar ao nosso, em que o Superman é um personagem, mas que vive a mais inusitada das situações e quer descobrir seu lugar no meio disso tudo. Ao mesmo tempo, tem que lidar com os mesmos dilemas que qualquer outra pessoa, como problemas na escola, a definição da carreira profissional, seus relacionamentos amorosos, a constituição de uma família, além, é claro, das recorrentes piadas com seu nome, que o acompanham aonde quer que ele vá. E tudo isso enquanto mantém o máximo de discrição possível durante seus atos heroicos, para não que não seja identificado por ninguém, especialmente pelo governo estadunidense, que se interessou nos boatos sobre sua existência.

O quadrinho se divide em quatro edições e cada uma delas retrata um período da jornada de Clark: a adolescência, o início da vida adulta, o estabelecimento de sua própria família e a chegada da velhice. Cada uma destas passagens apresenta uma diferente perspectiva do protagonista acerca do mundo que o cerca, seus relacionamentos e o modo com que lida com seus poderes. Vemos, literalmente, ele crescer, amadurecer, aprender com suas experiências e mudar suas prioridades de acordo com cada acontecimento. A narração em primeira pessoa constrói a ponte que aproxima o leitor de seu interlocutor, mas é a forma natural com que cada diferente situação é tratada que permite a identificação e acaba conquistando através de toda a humanidade ali existente. Mérito total para a construção do roteiro de Kurt Busiek, que traduz o comum através do extraordinário e ainda faz com que haja um sentimento de amizade e cumplicidade entre o personagem principal e quem o acompanhou durante seus mais essenciais momentos.

A HQ ainda traz em seu subtexto comparações entre a versão mais popular do Superman e a sua própria. Muitas são as diferenças entre eles: se o herói clássico é confiante, decidido e se relaciona facilmente, o Clark Kent aqui apresentado é mais introvertido, reflexivo e tem seus medos, preocupações e incertezas sobre os tortuosos caminhos da vida, o que o torna mais palatável para o público. Ao mesmo tempo, ambos compartilham um senso de responsabilidade e a necessidade de fazer o que é certo com seus poderes, sendo guiados por uma inabalável moral e nobreza em seus atos, sempre se arriscando para salvar as vidas daqueles em situações desesperadas. Fica no ar o quanto disso Clark tirou das páginas dos gibis do Superman e quanto é inerente a si e sua criação, mas tendo em vista que ele se baseia no personagem para fazer algumas escolhas (ainda que pontuais) no decorrer da trama, é possível entender que tudo aquilo que sempre foi motivo de zoação durante toda sua vida acabou por servir como bússola nas horas mais importantes.


Impossível, porém, deixar de falar da arte de Identidade Secreta, essencial para fazer da obra o que ela é. Quem conhece o trabalho de Stuart Immonen conhece seu imenso talento e versatilidade, capaz de adaptar seu traço dependendo do estilo da história em que está envolvido. Aqui, Immonen emprega um desenho com ares realistas, mas ao mesmo tempo limpos e leves, o que, aliado a sua singular noção de perspectiva e senso de movimento, acaba por fazer deste um dos quadrinhos mais belos visualmente já feitos, cheio de vida e com quadros e splash-pages dignos de serem emoldurados e expostos em museus ou exposições.

São muitos os destaques que ainda podem ser feitos sobre Superman: Identidade Secreta, sejam as boas sacadas e homenagens feitas acerca dos métodos de Clark para não ser identificado por ninguém, a semelhança de algumas pessoas ao seu redor com integrantes dos enredos do Superman nos gibis, ou alguns pontos que acabariam por revelar importantes detalhes da trama. O importante, no entanto, é perceber a importância do Homem de Aço para a trama, ainda que indiretamente, com sua aura de bondade e ética sendo refletida a cada decisão tomada pelo protagonista. Esta é, de fato, uma história sobre o Superman e, mais do que isso, é também uma história sobre a vida, em toda sua beleza.

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

"Os X-Men e o Preconceito" (vulgo "meu TCC") disponível NA ÍNTEGRA!


Todo universitário tem que passar pelo tão temido Trabalho de Conclusão de Curso (ou TCC para os mais chegados). Não há como evitá-lo: ele é um passo essencial na formação do aluno e um meio de tentar estimular a produção de pesquisa científica no país. Sua obrigatoriedade, no entanto, faz com que os alunos o encarem como um fardo, um empecilho em suas já complicadas jornadas para obtenção do tão sonhado diploma, e acabam por escolher temas quem nem sempre os satisfazem, mas como eles devem apresentar algo, veem-se sem maiores opções. Eu, no entanto, tive a sorte de poder aliviar esse peso ao garantir a chance de estabelecer uma conexão entre meu curso e algumas das coisas que mais gosto.

A ideia de trabalhar com o tema Os X-Men e o Preconceito veio em 2016, em uma conversa com uma amiga minha enquanto pegávamos o ônibus até a faculdade. Naquela época, eu precisava encontrar uma forma de completar minhas horas complementares de pesquisa e a publicação de um artigo científico era uma das opções a serem consideradas. O trabalho seria bem mais brando, abordando apenas a relação da criação dos mutantes da Marvel com a luta pelos direitos civis dos negros nos Estados Unidos, que por si só já envolve diversas nuances e já renderia o conteúdo necessário.

Acabei não precisando escrever o artigo, mas a ideia seguiu viva dali em diante, sendo refinada, encorpada e tendo como foco a história Deus Ama, O Homem Mata, uma das que trata do assunto com maior afinco. Terminei por considerá-la para ser meu TCC e já até sabia quem poderia me orientar: o professor Guilherme Madeira, com quem tive aula de Direitos Humanos no terceiro semestre do curso e que não apenas era alguém de grande conhecimento e didática, mas também era um fascinado pela Cultura Pop assim como eu e entenderia onde chegar com o trabalho.

Chegando a época, propus o tema e ele o abraçou. Conversamos algumas vezes para definir o direcionamento e os aspectos a serem abordados. Os tópicos foram estabelecidos e passei a trabalhar no conteúdo o qual, após algumas noites mal-dormidas, foi concluído no início de maio último. E no dia 14 de junho de 2018, o trabalho Os X-Men e o Preconceito: uma análise da origem e desenvolvimento dos personagens e da história "Deus Ama, O Homem Mata" como metáfora do racismo e da intolerância foi aprovado pela banca formada pelo meu orientador, o já citado professor Madeira, a professora Orly Kibrit e a professora Carolina Mourão, todos a quem só tenho a agradecer por terem possibilitado que esse sonho se tornasse realidade.

A notícia da aprovação de um TCC de tema tão peculiar acabou se espalhando com uma rapidez muito maior do que eu esperava. Mais inesperado ainda foi saber que muita gente se interessou em lê-lo, o que me deixou extremamente feliz. Por isso, estou disponibilizando o trabalho todo de forma integral para leitura e download através do Google Docs. Espero que possa, acima de tudo, proporcionar uma leitura agradável a todos que se aventurem a conferir o resultado de algo do qual me orgulho. Mais do que isso, gostaria de ajudar, incentivar e quem sabe até inspirar qualquer um que venha a ter a mesma sorte que tive com a liberdade para poder trabalhar a face mais séria e consciente de algo que gosto tanto quanto o universo dos super-heróis. Abordagens como esta são pouco comuns no mundo acadêmico, mas caso você tenha a chance, agarre-a com todas as forças, porque definitivamente vale a pena.

Confira abaixo a íntegra do meu trabalho Os X-Men e o Preconceito. Boa leitura!

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

5 anos, novos rumos e o que vem por aí

No último dia 23 de junho, este blog completou 5 anos de sua criação. Sua primeira postagem só veio à luz em 24 de junho de 2013, e sua divulgação pública só se deu no dia subsequente. Tudo isso porque pretendia lançá-lo de forma impactante, com um post de boas vindas já de prontidão e outro de tema relevante já em vias de publicação (no caso, o texto sobre as manifestações de 2013, primeiro O bom, o mau e o feio que fiz). Com o nome de Valar Morghulis, Valar Dohaeris - Um Blog Sem Estandartes, um layout preto, pesado e que dificultava a leitura, diversas ideias e vislumbres com um quê de megalomania de um jovem recém-saído do ensino médio e prestes a alcançar a maioridade, a empreitada durou exatas 8 postagens antes de ficar largada às traças por quase um ano.

Foi só em 04 dezembro de 2014 que retomei o projeto. Repaginei o blog por completo, de seu nome a sua identidade, e assim nasceu o Ground Zero. E assim ele ficou por quase 4 anos, com algumas pequenas modificações pontuais, mas tendo um visual limpo e funcional. As ideias, contudo, se mantiveram as mesmas da configuração anterior: escrever sobre tudo o que eu achasse relevante com uma abordagem que tentasse emular alguma seriedade ou profissionalismo (e por isso o subtítulo o ponto de impacto). E eu tentei algumas investidas em outros assuntos e gêneros textuais nesse tempo, seja na já citada publicação sobre política, em uma postagem homenageando um dos meus maiores ídolos do futebol ou até em uma crônica e um conto de autoria própria, tudo para manter o fogo da criatividade aceso.

O período entre 2015 e o final de 2016 foi marcado por uma enorme inconsistência em meu comprometimento, o qual parecia vir como uma força indomável e cessava repentinamente com a mesma intensidade. Ao mesmo tempo, também foi um período repleto de experimentações em postagens, que vieram por originar as Resenhas de Um Parágrafo, uma criação que gosto muito, mas que por um tempo foi banalizada e felizmente limitei seu uso a filmes de herói (e quando sinto necessidade, faço um outro texto com abordagem mais completa). A situação só mudou de figura em 24 de outubro de 2016, com minha publicação sobre a atemporalidade do Superman (que até hoje considero uma das melhores coisas que já escrevi), e foi a partir de então que entrei em meu período mais prolífico no blog, culminando no último ano, 2017, em que muitas vezes coloquei no ar dois ou três textos na mesma semana, criei meu projeto Balanço Musical e foi o momento de maior alcance de público em relação aos anos anteriores.

Embora haja diferença na dedicação e na frequência, esses três anos seguiram um padrão de postagens com uma mensagem bastante clara: apesar de ter interesse e uma certa compreensão de política, estou longe de ser a pessoa mais adequada para analisar e discorrer sobre o assunto. Apesar de gostar muito de futebol e ter conhecimentos de seus bastidores, não cabe a mim escrever sobre o mesmo ou qualquer outro esporte de forma aprofundada. E apesar de gostar de brincar com narrativas e gêneros textuais, o espaço correto para poder mexer com isso seria um livro de minha autoria ou um endereço dedicado apenas a isso.

O Ground Zero se tornou um blog de Cultura Pop. Sempre foi, na verdade. Apesar de minhas ideias iniciais serem outras, as postagens sempre se enveredaram por este caminho, e os demais textos citados não passaram de pontos fora da curva. Mas as mesmas ideias iniciais ainda estavam impregnadas por toda sua identidade, especialmente no nome e no subtítulo. Que impacto é esse que eu quero causar falando sobre a relevância do Superman, os desapontantes problemas da última temporada de Game of Thrones, a beleza da violência em Atômica ou mesmo ao expressar minha revolta com Liga da Justiça? São temas importantes, mas dentro do nicho da arte e do entretenimento, mas a impressão que ficava era de que assuntos de proporções muito maiores e graves seriam tratados aqui. A proposta e o conteúdo passaram a destoar, e de repente Ground Zero - o ponto de impacto parou de fazer sentido com o que eu vinha produzindo.

Era hora de desancorar deste tão citado ponto de impacto em que fixei minha morada criativa e partir em busca de novos rumos, explorar os pontos mais remotos do multiverso da Cultura Pop e intensificar o trabalho que já vinha sendo feito aqui. E assim surgiu a ideia de mudar (mais uma vez) o nome do blog para A Balsa, uma troca que já vinha sendo pensada há muito tempo e que, na verdade, deveria ter sido implementada no aniversário do blog, mas um sem fim de atividades e acontecimentos acabaram adiando meus planos (e também foram responsáveis pela queda de meu rendimento por aqui neste ano). A escolha tem como base o transporte do grupo de personagens dos quadrinhos conhecido por The Authority (criado por Warren Ellis e Bryan Hitch), um veículo capaz de navegar pelo espaço existente entre as diversas Terras paralelas do multiverso, conhecido por Sangria. Mais do que adequado para o conteúdo que desenvolvo, e inclusive permitiu a brincadeira feita no subtítulo, navegando pelas entranhas da cultura pop.

Importante notar, no entanto, que apesar da mudança de nome, a identidade visual estabelecida anteriormente no Ground Zero será mantida, com modificação apenas nas figuras da imagem de fundo, que agora conta com a silhueta do multiverso em formato de floco de neve (baseado em uma teoria real) estabelecido em Planetary, outra história em quadrinhos criada por Warren Ellis, em parceria com John Cassaday, que compartilha do mesmo universo e conceitos de The Authority. A aparência simples, limpa e o layout acessível e funcional da primeira mudança foram elementos que me agradaram muito e que não pretendo abrir mão em um futuro próximo.

A manutenção visual não significa, porém, que o nome será a única novidade. Não. Minha intenção é que este seja o início de uma nova era para o blog, visando cada vez mais sua disseminação e crescimento, e para isso tenho em mente a implementação de algumas alterações, novas inciativas e boas notícias. São planos que variam entre curto, médio e longo prazo, alguns virão antes de outros, mas eles irão acontecer de qualquer modo, e nada mais justo do que compartilhar alguns dos que estão mais encaminhados:

- Mudança nos Marcadores: a mais importante novidade aqui é que o Balanço Musical finalmente ganhará um Marcador próprio, para facilitar o acesso a todas as postagens, enquanto os sobre Esportes e Atualidades chegarão ao seu fim pelos motivos citados acima, e seus conteúdos ficarão disponíveis dentro dos Textos. (NOTA: não que estes assuntos jamais serão tratados novamente por aqui, mas ambos serão relacionados a assuntos da Cultura Pop, pois felizmente ela permite essa forma de abordagem sobre seus produtos)

- Acesso de conteúdo em páginas próprias: o blog passará a ter páginas próprias para acesso de seu conteúdo, dividindo-o conforme os temas. Pretendo também colocar uma página com biografia (ao invés daquela que está na lateral direita do layout), ou um Sobre, ou uma página com contatos. Ou as três.

- A publicação do meu TCC: SIM, FINALMENTE! Depois da notícia da aprovação de meu Trabalho de Conclusão de Curso, muita gente ficou interessada em conferi-lo devido ao tema. Por isso, vou disponibilizar, de forma gratuita e na íntegra, o acesso ao arquivo por aqui. A postagem já está pronta há quase dois meses, mas estava esperando ter tempo para realizar essa mudança no blog para publicá-la. E justamente por isso que ela já sairá AMANHÃ! Então, fiquem atentos e preparem-se para acessar o link assim que ele for disponibilizado.

- Novas colunas: o Balanço Musical acabou por atrair mais público do que eu esperava, e desde o ano passado já estou com a ideia de criar novas colunas. Acabou ensejando em minha tentativa com o Gênios da Nona Arte há cerca de um ano, que escrevi para celebrar o centenário de Jack Kirby. Ela ainda não teve uma segunda edição, mas continua dentro dos meus planos. E há espaço para outras, talvez sobre cinema, talvez sobre séries. Veremos.

- Abertura para colaborações: esta talvez seja a mudança mais significativa, mas sim, pretendo disponibilizar o espaço do blog para que outros autores possam apresentar suas visões sobre a Cultura Pop e seus produtos. Não será algo deliberado, apenas algumas pessoas selecionadas terão essa oportunidade (pelo menos por ora), e todos os textos terão minha supervisão e revisão, mas será bom poder dar voz a outras visões além da minha por aqui, muitas vezes sobre temas que não costumo abordar.

- Podcast: este é um projeto que já está no meu radar há muito tempo, acabou não dando certo no passado, mas nunca foi abandonado por completo. E agora, neste que estão chamando de "O Ano do Podcast no Brasil", parece ser o momento adequado. Então sim, um Podcast de minha autoria vem aí. E não será um que obedece as convenções do formato, embora seja inspirado em um consagrado modelo da mídia tradicional. Aguardem.

E esse é só o início de uma série de mudanças e novidades que pretendo colocar em prática para alcançar cada vez mais público, atrair mais atenção e ir em busca da profissionalização do blog para que, um dia, ele possa se tornar um site com domínio próprio e se sobressaia dentre os portais brasileiros. Tudo isso, claro, sem abandonar a já conhecida qualidade do trabalho desenvolvido por aqui, dedicando-me apenas a evoluir e melhorar cada vez mais.

Preparem-se, pois A Balsa está prestes a partir para novas aventuras, se aventurar por caminhos pouco convencionais e navegar pelas entranhas da Cultura Pop, por mais curvilíneas e repletas de obstáculos que elas sejam. E espero que todos estejam animados, porque eu certamente estou.

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

BALANÇO MUSICAL - Julho de 2018


Olá! Seja bem-vindo ao meu projeto Balanço Musical, uma coluna mensal na qual falo sobre música, o que escutei no mês que se passou, o porquê das escolhas, o que me influenciou nesses dias, e publico uma playlist com uma faixa referente a cada dia do período. O objetivo não é nada além de escrever um pouco mais sobre música no blog, apresentar algumas coisas diferentes e dar às pessoas a oportunidade de conhecer novos artistas e canções. As postagens são publicadas sempre no primeiro dia útil de cada mês, o que pode ou não coincidir com o dia 1º.

Julho se foi em um estalar de dedos. É um mês que costumeiramente passa rapidamente, e desta vez não foi diferente, especialmente por envolver a etapa eliminatória da Copa do Mundo, fazendo com que fanáticos por futebol como eu esperem ansiosamente por cada nova partida, envolvam elas ou não a seleção de seu país. Ao fim da competição, restavam apenas mais 15 dias que, preenchidos por diversas atividades e preocupações, mal pareceram existir.

Em contrapartida, mas dando sequência aos últimos meses, este julho acabou se tornando uma das épocas em que mais ouvi música não apenas desde a criação desta coluna, mas em toda a minha vida. O único problema é que minha conta do last.fm esteve com um bug nos últimos 31 dias e muitas das faixas acabaram sendo adicionadas duas vezes à lista, impossibilitando exatidão na contagem dos scrobbles, que se encerraram em 1.774, mas que na realidade estariam em torno de 1.500 e 1.600. Números mais que expressivos, porém, batendo com sobras meu recorde atingido em maio deste ano, e que contaram ainda com 373 artistas, 645 álbuns e 1.156 faixas diferentes.

Mais uma vez, um mês tão recheado de música não pode ser resumido em algumas poucas palavras e meras referências. Algumas escolhas merecem ser um pouco mais aprofundadas nos Destaques do Mês, que podem ser conferidos logo abaixo.

ARTISTAS DO MÊS:

- Gorillaz: o lançamento do mais recente registro do projeto de Damon Albarn e Jamie Hewlett no final de junho acabou por pautar boa parte do meu julho.

- Toto: eu não conhecia muito do trabalho do grupo além do básico do básico. Peguei um álbum para ouvir e simplesmente viciei.

- Elton John: o vocalista e pianista mais uma vez marca presença entre as escolhas, já que a promessa do último mês começou a ser cumprida. Mas ainda há muito território a ser explorado nesta vasta discografia.

- Childish Gambino: embora não esteja presente na playlist do mês, o artista merece destaque aqui devido ao lançamento de suas novas músicas, Summertime Magic e Feels Like Summer, que me mantiveram hipnotizado por vários dias.

ÁLBUNS DO MÊS:

- Gorillaz - The Now Now: após a overdose de participações especiais de Humanz, o novo disco do grupo virtual é mais focado em si com ativa participação vocal de Albarn, líder da empreitada, além de músicas mais leves, tranquilas e próximas do Pop que anteriormente. Viciante do início ao fim.

- Toto - Toto IV: praticamente um greatest hits, é apenas um álbum que abre com Rosanna e se encerra com Africa, recheado de composições certeiras dentre as 10 faixas que o compõem. Essencial para qualquer fã de boa música.

- Halestorm - Vicious: lançado na última sexta-feira, o mais recente CD do grupo se distancia do que eles vinham fazendo anteriormente, especialmente em Into The Wild Life, e segue um caminho mais agressivo, perturbado e, ao que tudo indica, até mesmo levemente autobiográfico para a vocalista Lzzy Hale. Impactante, sem dúvidas.

- The Night Flight Orchestra - Sometimes The World Isn't Enough: pouco mais de um ano após o lançamento de Amber Galactic (eleito por mim o segundo melhor álbum de 2017), o grupo retorna com mais um trabalho consistente, divertido e de ares clássicos. Grandes chances de constar novamente em muitas listas por aí.

- The Dead Daisies - Burn It Down: Hard Rock de qualidade feito por figuras mais do que carimbadas no estilo. Um trabalho bem acertado que sabe com precisão balancear peso e melodia. Em suma, mais um grande disco lançado neste ano.

- Elton John - Rock Of The Westies: não esperava menos que um álbum viciante e não me desapontei. Rock de qualidade com uma sonoridade única que só Elton John é capaz de fazer.

- Metallica - Kill 'Em All: a pedra primordial do Thrash Metal completou 35 anos no último dia 25 e seria uma tremenda injustiça deixar o disco de fora da seleção.

FAIXAS DO MÊS:

- Gorillaz (feat. George Benson) - Humillity: a música de abertura de The Now Now foi uma escolha mais do que adequada para abrir minha playlist.

- Midnight Oil - Truganini: esta música da banda australiana já estava para aparecer por aqui há algum tempo, e felizmente consegui encaixá-la. Um dos maiores clássicos do grupo e uma excelente faixa que combina uma sonoridade acessível com uma letra crítica, algo que é marca registrada do Midnight Oil.

- The Beatles - Rock and Roll Music: este clássico cover de Chuck Berry gravado pelo quarteto de Liverpool me pareceu uma escolha mais do que adequada para pontuar o "Dia do Rock".

- Spandau Ballet - Gold: todo mundo se lembra de True quando o assunto é Spandau Ballet, mas esta faixa é tão boa quanto (se não melhor que).

- Toto - Rosanna: um clássico absoluto que não poderia ter faltado aqui.

- The Black Crowes - Remedy: uma música que apareceu despretensiosamente em meu Recomendados da Semana do Spotify, mas que me deixou viciado por dias a fio, ao ponto de me fazer querer conhecer mais deste grupo que pouco ouvi durante a vida.

Confira a playlist de julho de 2018: