terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Resenha de UM parágrafo sobre "AQUAMAN"!


Passado mais de um ano desde o fracasso retumbante de Liga da Justiça entre o público e a crítica, a DC reencontra o caminho com seu herói mais zombado em todo imaginário popular. Abusando das cores como até então não visto em todo este universo cinematográfico, Aquaman apresenta uma mescla de epopeia com aventura (que flerta com uma pitada de tosquice e breguice de tons quase verhoevianos) aliado a ricas criações de monstros e cenários através de um competente CGI, algo raro de se ver nos filmes de herói atualmente. Embora o ar romântico principal não funcione como o esperado, todo o resto se mostra bem azeitado, com Jason Momoa esbanjando carisma no papel principal e protagonizando cenas de ação estilizadas ao lado de seus companheiros de elenco (com Nicole Kidman, Patrick Wilson e Amber Heard surpreendendo em um terreno que está longe de suas zonas de conforto). Tudo isso é embalado por uma boa seleção de músicas e a estilizada trilha sonora de Rupert Gregson-Williams até o fim, que soa um pouco vago, mas não prejudica a experiência. 

TRAILER:


quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

5 álbuns do segundo semestre de 2018 que você deveria ter ouvido


Primeiro de tudo, quero que você olhe com atenção para a imagem que abre o post. Sério, olha que coisinha mais fofa, sorrindo, ouvindo uma musiquinha em headphones que possivelmente tem metade do seu tamanho. São cenas, momentos como este que, por menores que pareçam, fazem a vida realmente valer a pena.

Agora que eu já tornei seu dia um pouco melhor, é hora de dar continuidade às postagens de final de ano por aqui. Depois de conhecer alguns trabalhos lançados nos primeiros seis meses deste ano que não poderiam ter passar despercebidos, agora é hora de ver outros belos registros da atual metade de 2018 que também merecem sua atenção. Lembrando que as regras permanecem as mesmas do primeiro post (sem classificação por qualidade, apesar menção em ordem alfabética dos nomes dos artistas e grupos), que a lista de melhores será divulgada no dia 19/12 e que você talvez já tenha entrado em contato com eles caso acompanhe o Balanço Musical.

Confira, então, quais são os 5 álbuns do segundo semestre de 2018 que você deveria ter ouvido:

DEE SNIDER - FOR THE LOVE OF METAL


Mais conhecido pelo trabalho desenvolvido a frente da icônica (e farofeira) banda Twisted Sister, a mais recente empreitada de Dee Snider em sua carreira solo vai por uma vertente que poucos sabem, mas já foi muito explorada por ele em outros projetos: o Metal. Só que ao invés de tentar repetir qualquer fórmula do passado, o vocalista olha adiante e apresenta um som contemporâneo, ágil, forte e agressivo, o que faz de For the Love of Metal, ao mesmo tempo, um atropelamento por um caminhão monstro e uma carta de amor ao estilo.

GRETA VAN FLEET - ANTHEM OF THE PEACEFUL ARMY


Após deixar o mundo todo surpreso com a sonoridade extremamente semelhante à do Led Zeppelin em seu EP From The Fires, o Greta Van Fleet (que estará no próximo Lollapalooza) apresentou seu primeiro registro completo ao mundo neste ano. A influência de grupos clássicos, principalmente o já citado Led Zeppelin, é nítida, mas uma roupagem moderna e acessível, aliada à competência dos músicos, mostra que a banda é muito mais do que um mero cover, dando claros sinais de que ainda pode crescer muito e encontrar sua própria voz. Uma estreia que serve como um cartão de visita com um aviso escrito: o mundo precisa prestar atenção no quarteto nos próximos anos, pois tudo indica que eles se tornarão um dos principais nomes do Rock contemporâneo.

MUSE - SIMULATION THEORY


O Muse é uma banda inquieta, que gosta de realizar experimentações, e não é de hoje que eles vem flertando com sonoridades mais eletrônicas. Embora Drones indicasse que este caminho seria deixado de lado e as raízes do grupo voltariam a tona, Simulation Theory deixou claro que não é possível prever as escolhas do trio inglês, que abraça de vez o Eletrônico, o Synthpop e até flerta com passagens típicas da New Wave oitentista. É um trabalho agradável e divertido de se ouvir, e que revela uma nova camada ao se analisar as letras de suas músicas com atenção. Só não espere escutar muito do Rock antes apresentado por eles aqui.

NITA STRAUSS - CONTROLLED CHAOS


Nita Strauss despontou como integrante do tributo The Iron Maidens, tornou-se a guitarrista titular da banda de Alice Cooper e conquistou reconhecimento e prestígio ao longo dos anos. Dona de uma habilidade invejável e muita técnica, fez sua estreia como artista solo neste ano, em um trabalho instrumental. Além das características já citadas, Controlled Chaos evidencia toda a versatilidade da artista, que varia entre pedradas ágeis e timbres limpos repletos de feeling entre suas faixas de forma orgânica e prazerosa de se ouvir. Um bom início que faz jus à reputação de um dos principais nomes do instrumento na atualidade.

SLASH FEAT. MYLES KENNEDY AND THE CONSPIRATORS - LIVING THE DREAM


Não é segredo para ninguém que Slash segue sendo um dos principais e mais badalados nomes do Rock, e não é para menos: igual a uísque, parece que o homem vai apenas melhorando com o passar dos anos, refinando sua técnica e criatividade, sempre cercado de gente talentosa, como é o caso de Myles Kennedy e os Conspirators. E Living The Dream é a coroação desta parceria, que corrige os excessos (principalmente de duração) cometidos em World On Fire e entrega um disco mais ágil, diversificado e que empolga. Não há dúvidas que que o guitarrista está vivendo sua melhor e mais prolífica fase, e seu mais recente álbum é a prova concreta disto.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

5 álbuns do primeiro semestre de 2018 que você deveria ter ouvido


Chegou aquela época mais uma vez: o fim de ano. É o momento de ponderação, reflexão, confraternização e o encontro com amigos, colegas e parentes nos mais variados tipos de festa. Há quem celebre o fim de mais um ciclo, enquanto outros relembram os bons momentos dos 365 dias que se passaram. O fato é que cada pessoa encara o período de uma forma diferente, dependendo de suas experiências de vida e memórias que evocam sentimentos de festividades pregressas, mas uma coisa, acredito eu, é comum para todos: sempre é um alívio poder ver mais um ano chegar ao fim enquanto outro começa, independente das dificuldades enfrentadas, das alegrias vivenciadas, das derrotas, das vitórias. Você ainda está vivo, afinal, e esta é sua maior vitória neste mundo.

O final do ano também é o momento em que começam a ser divulgadas inúmeras listas pelos mais variados veículos de comunicação, especialmente pelos focados em música e entretenimento que, até o momento desta postagem, já soltaram as suas e encheram a vida dos entusiastas com descobertas e recomendações. Então, chegou a hora de eu soltar as minhas também. Seguindo o que estabeleci em 2017, farei três postagens: esta, falando sobre alguns bons álbuns que foram lançados durante o primeiro semestre; outra sobre bons álbuns que saíram neste segundo semestre e que deve estar no ar ainda nesta semana; e, por fim, o tradicional melhores do ano, que planejo postar no dia 19.

Lembrando que estas duas primeiras postagens não possuem critérios de classificação, são apenas exposições sobre os trabalhos em ordem alfabética conforme os artistas. Além disso, elas não devem ser nenhuma surpresa caso você tenha acompanhado as postagens da minha coluna mensal Balanço Musical durante o ano, nas quais falei um pouco sobre todos os discos lançados neste ano que ouvi, o que inclui aqueles presentes aqui. De qualquer modo, nunca é demais reforçar recomendações, especialmente quando se trata de boa música.

Sem mais delongas, confira quais são esses 5 álbuns do primeiro semestre de 2018 que você deveria ter ouvido:

ALIEN WEAPONRY - TŪ


O Alien Weaponry é um grupo formado por três jovens neozelandeses descendentes dos Maori, os povos nativos da região, que carregam tradições muito únicas como o haka (seus cânticos de guerra), popularizado mundialmente pelo time de rúgbi do país. O que o trio faz em , seu trabalho de estreia, é unir estes ritmos e linguajares tribais com o Metal, em um caminho semelhante ao que foi feito pelo Sepultura com a música indígena brasileira em seus mais consagrados álbuns. O resultado é forte, pesado e criativo, com os estilos sendo combinados de um modo bem funcional. Um início com o pé direito para uma banda que devemos prestar atenção no futuro.

ARCTIC MONKEYS - TRANQUILITY BASE HOTEL & CASINO


Após 5 anos desde o lançamento de AM, que botou os indies de Sheffield no mainstream de forma definitiva, o Arctic Monkeys retornou aos estúdios e trouxe à luz seu mais recente lançamento. E ele não é nada que os fãs esperavam. Composto inteiramente por Alex Turner (no que poderia muito bem ser um álbum solo do vocalista), deixa de lado o apelo Pop dos trabalhos anteriores e traz uma sonoridade rebuscada, que na maior parte do tempo se distancia quase que por completo do Rock, além de temáticas complexas em suas letras, como ficção científica e críticas sociais. É um registro pouco acessível e que fez muita gente reclamar e xingá-lo, mas é indiscutível o cuidado com os arranjos e a produção, além da coragem da banda em dar tal guinada em sua carreira, experimentando outros caminhos. Não é um disco para se ouvir a qualquer momento, mas é bem recompensador quando há disposição para escutá-lo.

CAMILA CABELLO - CAMILA


Camila Cabello saiu do Fifth Harmony para buscar uma carreira solo. Não cabe a mim julgar se a decisão da artista foi correta ou não, mas seu primeiro trabalho longe de seu antigo grupo já fez por valer a pena. Camila apresenta a cantora confortável sendo o centro das atenções, esbanjando todo seu talento vocal através de composições que mesclam a música Pop com influências de ritmos latinos, algo explícito em seu maior sucesso, a canção Havanna. Uma audição agradável que me surpreendeu logo nos primeiros dias de 2018.

ELISE LEGROW - PLAYING CHESS


Belo, sutil, refinado. Estes são apenas alguns dos adjetivos que podem ser usados para descrever o último álbum lançado pela pouco conhecida cantora canadense Elise LeGrow, que combina sua voz única e pouco convencional a uma mescla de Pop,  Jazz e  Blues que, através de 11 ágeis faixas, conquista o ouvinte e faz com que ele revisite Playing Chess algumas vezes, tamanho o encanto que o resultado final causa. Um bom exemplo de combinação funcional de um som sofisticado que consegue ser acessível ao mesmo tempo.

SHAME - SONGS OF PRAISE


Lançado em janeiro de 2018, este álbum foi bradado aos ventos pela NME e outras publicações especializadas britânicas como a mais nova "salvação do Rock". Um exagero, convenhamos, mas o trabalho de estreia do Shame tem sim muitas qualidades. Apostando em um som que resgata muitos aspectos do Post-Punk oitentista (e em alguns momentos ecoa o clássico Entertainment! do Gang of Four), é um disco cheio de energia e algumas experimentações aliadas a um tempero mais Pop que são suficientes para cativar qualquer um que o ouça. Não irá salvar um gênero que nem sequer precisa ser salvo, mas é uma boa adição a seus representantes, com a banda podendo surpreender bastante em seus vindouros lançamentos.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

BALANÇO MUSICAL - Novembro de 2018


Olá! Seja bem-vindo ao meu projeto Balanço Musical, uma coluna mensal na qual falo sobre música, o que escutei no mês que se passou, o porquê das escolhas, o que me influenciou nesses dias, e publico uma playlist com uma faixa referente a cada dia do período. O objetivo não é nada além de escrever um pouco mais sobre música no blog, apresentar algumas coisas diferentes e dar às pessoas a oportunidade de conhecer novos artistas e canções. As postagens são publicadas sempre no primeiro dia útil de cada mês, o que pode ou não coincidir com o dia 1º.

"Fuck my life". É neste clima alegre e de puro alto-astral que inicio a coluna desta vez. Novembro foi tão ruim (se não pior) que os meses que o antecederam, dando continuidade à minha inexplicável maré de azar que já perdura ao longo de todo este ano (e não é como se minha vida antes fosse um mar de rosas). É uma daquelas situações que parecem não ter saída, não importa o quão otimista você se mantenha, quanta esperança você cultive: no fim, estes sentimentos parecem te trair e piorar tudo a seu redor quando nada acontece da forma que você espera, ou ao menos de uma maneira minimamente aceitável. Claro, há momentos bons, mas os ruins são tantos que mal dá para aproveitá-los de uma forma digna.

Feito o desabafo, é hora de falar de música. E acho impressionante o quão diametralmente oposto este aspecto da minha vida está sendo de todo o resto durante 2018. Os últimos meses foram recheados de contato com alguns ótimos discos e artistas de destaque durante o ano, e este não foi diferente, inclusive sendo o que mais consegui ouvir trabalhos lançados recentemente (e que estarão presentes nas postagens de melhores do ano que sairão nos próximos dias). Fora, claro, a constante audição e redescoberta de clássicos, artistas renomados e álbuns ou canções que marcaram minha vida em diferentes épocas e que, como um pequeno lembrete da beleza da vida através das mais simples das coisas, sempre parecem ganhar novos significados através do momento ou do estado de espírito em que você se encontra.

Quando se trata de números, novembro repete a tendência (talvez autoimposta) de outubro e apresenta uma queda no meu consumo de música. Segundo meu last.fm, foram "apenas" 2.037 scrobbles, 308 a menos do que no mês anterior. Ainda é muito, de fato, especialmente se comparado com o começo do ano ou, principalmente, 2017, quando os números eram bem mais modestos (provavelmente porque eu estava bem mais ocupado), mas ao menos denota algum tipo de mudança de hábito (ou uma tentativa, que seja). De qualquer forma, não foi o suficiente para me impedir de bater meu recorde de reproduções em um único dia, que atingiu as 142 no dia 21 (era de 132 até então, atingido em agosto). Fora estes, vale ressaltar também que 508 artistas, 740 álbuns e 1.519 faixas diferentes fizeram parte dos últimos 30 dias.

E como é de se imaginar, muitos desses materiais merecem ganhar um espaço por aqui, tamanha suas qualidades e diferenciais. Por isso, hora de deixar a amargura de lado e se deliciar com os DESTAQUES DO MÊS, que podem ser conferidos a seguir.

ARTISTAS DO MÊS:

- Queen: graças ao lançamento de Bohemian Rhapsody, filme que retrata a trajetória do grupo até a apresentação no Live Aid em 1985, o grupo acabou por se tornar parte essencial do último mês. Não que seja necessária qualquer desculpa para ouvir uma das maiores bandas que já passou pela Terra, porém.

- The Beatles: o lançamento da edição de colecionador do disco homônimo (o famigerado Álbum Branco ou The White Album) somado à louca vontade que sinto de tempos em tempos de reouvir vários dos lançamentos da banda em sequência os fazem ganhar espaço novamente por aqui. Mas, novamente, não é necessária nenhuma desculpa ou ocasião especial para ouvi-los.

- a-ha: e falando em vontades loucas... Não sei, mas simplesmente não pude resistir à tentação de ouvir Cry Wolf e alguns outros sucessos do grupo pela milésima vez. Mas vale a pena, pois eles são um grupo como poucos (e infelizmente são muito subestimados).

ÁLBUNS DO MÊS:

- Black Stone Cherry - Family Tree (2018): sabe uma daquelas bandas que você já ouviu falar, tem vontade de conhecer, mas nunca sabe por onde começar? Esse era o Black Stone Cherry para mim. Felizmente soube que eles lançaram um disco neste ano e achei que seria a oportunidade ideal para conferir seu trabalho. E não me decepcionei, pois Family Tree é um disco forte, com composições que remetem àquilo que há de mais fino no Hard Rock, sabendo dosar sua intensidade e demonstrar suas influências.

- Blackberry Smoke - Find a Light (2018): o mesmo que eu disse acima é aplicável aqui também, inclusive quanto ao resultado. A principal diferença é que dá para sentir uma influência mais forte do Southern Rock e do Country no som do Blackberry Smoke, o que faz sua sonoridade mais distinta de demais bandas do gênero e torna o registro prazeroso de se ouvir.

- Turbonegro - RockNRoll Machine (2018): suas letras podem ser estranhas, enquanto suas temáticas podem ser controversas, mas é inegável que suas músicas são boas. O Turbonegro (outro grupo que se encaixa nos que eu disse sobre os dois acima) apresenta uma proposta interessante em seu mais recente trabalho, reproduzindo o Post-Punk com ares de modernidade, mas sem largar mão de elementos nostálgicos que consagraram o estilo em sua gênese.

- Muse - Simulation Theory (2018): discos do Muse sempre são, por algum motivo, um pouco mais difíceis para eu assimilar, e o resultado só passa a fazer sentido com o passar do tempo e algumas audições. Até agora, posso dizer que gostei de Simulation Theory, que possui bons momentos, mas que se afasta de vez do Rock e abraça algo com que o grupo já flerta há muito tempo: o Pop Eletrônico. O sentimento que fica é que o álbum deve ser ouvido de forma descompromissada tal qual um filme oitentista de Sessão da Tarde (alvo evocado pela capa).

- Jeff Goldblum & The Mildred Snitzer Orchestra - The Capitol Studios Sessions (2018): quando, em toda minha vida, eu iria imaginar que ouviria um CD do Jeff Goldblum tocando Jazz? E o pior de tudo é que o resultado é ótimo! Composto de covers de alguns clássicos do estilo e contando com a participação de alguns nomes famosos e até inesperados (como a atriz e comediante Sarah Silverman), é uma audição agradável do início ao fim e uma boa porte de entrada ao gênero.

- Joe Bonamassa - Redemption (2018): o guitarrista e bluesman já havia marcado presença por aqui em setembro com seu mais recente trabalho de covers ao lado de Beth Hart, Black Coffee, e agora retorna com um trabalho que recheado de bons momentos e que consegue conversar com o lado emocional do ouvinte como poucos. Um verdadeiro deleite do início ao fim.

- Stormwitch - Bound to the Witch (2018): confesso que não foi um disco que me impactou em sua primeira audição, uma segunda chance a ele foi mais que o suficiente para me cativar. O competente som do grupo mescla o Hard Rock com algumas pitadas de Judas Priest e o resultado de seu mais recente registro agrada qualquer um que esteja procurando por um som direto, que remeta aos clássicos, sem reinventar a roda.

- The Struts - Young & Dangerous (2018): fui apresentado ao grupo através da alcunha colocada por alguns veículos de mídia como este sendo o "novo Queen". É inegável que há influência dos britânicos em sua sonoridade mas, ao menos para mim, é um resultado que se distancia bastante de qualquer coisa que Freddie Mercury e cia. tenham feito ao longo de sua carreira. Ainda assim, é um trabalho bem sólido e agradável, traduzido em um Pop Rock que sabe balancear o moderno com o clássico.

- Voodoo Circle - Raised on Rock (2018): um álbum que me impressionou do início ao fim desde sua primeira escutada. Forte e cirúrgico, é certamente uma das audições mais completas com que tive contato ao longo do ano, com um equilíbrio entre o peso e a melodia que beira a perfeição. Merece sua atenção, sem dúvidas.

- Thundermother - Thundermother (2018): este autointitulado é na verdade o terceiro disco desta banda exclusivamente feminina. As garotas fazem um som voltado ao Hard Rock que não fica devendo em nada para grandes nomes do estilo, inclusive lembrando o Halestorm em determinados momentos. Outro que vale a pena conhecer.

- Nita Strauss - Controlled Chaos (2018): o primeiro trabalho solo da guitarrista da banda de Alice Cooper, além de integrante do grupo cover The Iron Maidens, coloca todo seu talento em evidência, em composições que variam entre a agressividade e a calmaria e deixam clara toda sua habilidade e técnica. Um caos controlado, como diz seu próprio título, tal qual a vida.

- Mumford & Sons - Delta (2018): gosto bastante de Wilder Mind, de 2015, então a expectativa para este novo trabalho do grupo era um tanto elevada. Mas Delta soa morno, pasteurizado, até mesmo sem alma, com elementos consagrados da sonoridade do Mumford & Sons sacrificados na tentativa de fazer algo que possa ser acessível a todos, mas que acaba por não ser atrativo para ninguém. Uma pena.

FAIXAS DO MÊS:

- Pat Benatar - Invincible: uma música que tive contato através da playlist organizada pelo escritor Ernest Cline com o intuito de servir como trilha sonora para seu mais famoso livro, Jogador Nº 1. Mas é tão contagiante que não poderia ter ficado de fora aqui.

- Duran Duran - Union of the Snake: o mesmo acima pode ser dito aqui. E olha que eu até sou um conhecedor razoável do grupo, mas não havia tido contato com esta composição até então.

- Porcupine Tree - Time Flies: uma das melhores músicas que já ouvi na vida. Infelizmente, sua versão completa está indisponível no Spotify no momento, e um single edit ocupa seu lugar na playlist por ora.

- Megadeth - Good Mourning/Black Friday: por motivos óbvios.

- The B-52's - Roam: mais músicas contagiantes! Às vezes é algo bem necessário.

- Metric - The Art of Doubt: a segunda melhor faixa do último trabalho do grupo, que também é seu título. Serve como um lembrete sobre algo que se faz essencial para a vida.

Confira abaixo a playlist feita durante novembro de 2018: