quarta-feira, 6 de março de 2019

BALANÇO MUSICAL - Fevereiro de 2019


Olá! Seja bem-vindo ao meu projeto Balanço Musical, uma coluna mensal na qual falo sobre música, o que escutei no mês que se passou, o porquê das escolhas, o que me influenciou nesses dias, e publico uma playlist com uma faixa referente a cada dia do período. O objetivo não é nada além de escrever um pouco mais sobre música no blog, apresentar algumas coisas diferentes e dar às pessoas a oportunidade de conhecer novos artistas e canções. As postagens são publicadas sempre no primeiro dia útil de cada mês, o que pode ou não coincidir com o dia 1º, com exceção de hoje, porque eu não sou louco de postar em plena sexta-feira de Carnaval.

Fevereiro passou voando, mas foi bem qualquer coisa. Nada de muito importante aconteceu, os eventos rotineiros prevaleceram e a melhor coisa do mês provavelmente foi finalmente assistir Homem-Aranha: No Aranhaverso no cinema (um post sobre o filme está no forno - assim como vários outros). Outra notícia boa é que deu para ouvir bastante música. E como já é uma tradição aqui no Balanço Musical, este é o momento em que ouço um álbum inédito para mim a cada dia, afinal é o mês mais curto do ano e pode ser dedicado a isto. A vasta maioria das minhas escolhas foi prazerosa, mas alguns registros deixaram a desejar mais do que outros.

Mas antes de me aprofundar sobre estes discos, deixe-me falar um pouco mais sobre números, auxiliado pelos dados do meu last.fm. Não cheguei a bater nenhum tipo de recorde em fevereiro (com exceção do semanal, que eu não levo muito em consideração), justamente por ser de menor duração em relação aos demais, mas o resultado final foi bastante expressivo e satisfatório. Foram 2.353 reproduções durante os últimos 28 dias, o que inclui 658 artistas, 1.183 álbuns e 1.972 faixas diferentes, em uma média de 81 músicas por dia. Se formos comparar com janeiro, não ficou muito atrás em nenhuma das categorias.

Seguindo o que fiz no último ano (e contradizendo o que disse no mês passado), farei uma resenha rápida sobre cada um dos álbuns inéditos que ouvi nas últimas semanas, e você pode lê-las a seguir.

- Within Temptation - Resist (2019): o aguardado sucessor de Hydra, de 2014, é competente, ressalta as melhores qualidades do grupo e corrige os excessos do anterior. Valeu a espera.

- Manic Street Preachers - This Is My Truth Tell Me Yours (1998): Kieron Gillen, autor de The Wicked + The Divine e Phonogram, definiu este álbum como "shite" no posfácio de uma das edições deste último. Ele não estava errado (mas a música que está na playlist é bacana).

- White Lies - FIVE (2019): o grupo parece estar se tornando mais pop a cada novo lançamento, o que não é ruim, especialmente neste caso. Uma audição bem divertida e com potencial para viciar.

- Vários Artistas - Spider-Man: Into the Spider-Verse (Soundtrack From and Inspired by the Motion Picture) (2018): depois de assistir Homem-Aranha: No Aranhaverso, eu senti a imensa necessidade de conferir a trilha sonora na íntegra. E não fiquei decepcionado, mesmo não sendo o maior fã de Rap/Hip-Hop. A trilha orquestrada, de Daniel Pemberton, também é muito boa e vale a conferida.

- Queen - Innuendo (1991): acredite ou não, mas eu nunca havia escutado o último álbum do Queen com Freddie Mercury antes. E ele é ótimo, mas realmente tem aquele tom de despedida do início ao fim, seja pelas melodias, seja pelo conteúdo das letras.

- Daron Malakian and Scars On Broadway - Dictator (2018): esse trabalho me passou batido no último ano, mas é uma ótima audição, com letras politizadas e um som que deve agradar principalmente quem está na eterna espera por um novo álbum do System of a Down.

- Siouxsie and the Banshees - Juju (1980): esse é um grupo que parece nunca me decepcionar. Seu Rock Alternativo ainda estava em mais consonância com o Post-Punk aqui, mas rendeu ótimos sons do mesmo modo.

- The Clash - Sandinista! (1980): um petardo com mais de 2 horas de duração, este é o trabalho mais experimental do Clash, o que rendeu tanto alguns clássicos quanto momentos menos memoráveis.

- The Twilight Sad - Fourteen Autumns and Fifteen Winters (2007): fui conhecer um pouco mais da minha descoberta do último mês e resolvi começar pelo primeiro trabalho deles. Mas, olha, que disquinho mais insosso... Ainda bem que eles evoluíram até onde estão hoje.

- The Allman Brothers Band - Brothers and Sisters (1973): certos álbuns fazem história, marcam uma geração, influenciam muito do que vem depois. Este é um deles, e não é a toa.

- The Firm - The Firm (1985): desconhecia a existência deste supergrupo formado por Paul Rodgers, Jimmy Page, Chris Slade e Tony Franklin, e gente deste nível trabalhando junta não poderia decepcionar. O disco de estreia é ótimo, Hard Rock de primeira.

- St. Vincent - MASSEDUCTION (2018): fui conferir o ganhador do Grammy de Melhor Álbum de Rock por curiosidade. Achei bem meia-boca e nem sei se dá pra classificar este som dentro do gênero.

- Metric - Old World Underground, Where Are You Now? (2003): o primeiro disco do grupo canadense é bem mais experimental do que eu esperava, mas seu Indie Rock contagiante está todo ali, apenas aguardando para ser lapidado nos registros futuros.

- Slayer - South Of Heaven (1988): melhor e mais completo do que Reign In Blood que, por mais importante que tenha sido na época, particularmente acho superestimado.

- Tedeschi Trucks Band - Signs (2019): o mais recente disco do grupo liderado pelo casal Susan Tedeschi e Derek Trucks consegue ser ainda melhor que seu anterior, com a dupla mergulhando cada vez mais fundo em influências do Soul, Funk e Blues em sua sonoridade que é um deleite de se ouvir.

- Nirvana - MTV Unplugged In New York (1994): eu já conhecia toda a discografia de estúdio do Nirvana, mas nunca havia parado para dar atenção a seu lendário acústico. E é realmente um ótimo registro, com 1/3 da tracklist sendo de covers, e que justifica o sucesso da linha de discos neste estilo durante os anos 1990 e 2000.

- Avantasia - Moonglow (2019): nunca havia ouvido Avantasia antes e resolvi começar por seu mais recente lançamento. Gostei muito do que ouvi, Metal Sinfônico aliado a letras conceituais de alta qualidade (e que ainda conta com um cover de Maniac, do filme Flashdance). Procurarei mais em breve.

- Billy F Gibbons - The Big Bad Blues (2018): um disco solo de um dos caras do ZZ Top tocando Blues de altíssima qualidade. Se isso não te convenceu a ouvir, nada mais irá.

- Camp Lo - Uptown Saturday Night (1997): uma recomendação do youtuber Load nas redes sociais, este trabalho traz uma mistura de Rap com Funk e música Disco de uma maneira quase hipnotizante. Vale muito a audição, mesmo para quem não é fã do estilo.

- Steve Perry - Traces (2018): um álbum que me passou batido no último ano. É bom, mas o ex-vocalista do Journey tenta até demais emular sua antiga banda. Mais originalidade seria bem-vinda.

- CHVRCHES - Love Is Dead (2018): outra banda que eu conhecia apenas de nome. Gostei bastante de seu mais recente registro, que mistura Indie e Synthpop de maneira competente e bem gostosa de se ouvir.

- Dream Theater - Distance Over Time (2019): o novo disco do Dream Theater é um de seus mais breves e diretos em muito tempo, e como isso fez bem pra eles. Forte, conciso e inspirado, ou seja, tudo o que se espera quando se trata dos melhores trabalhos do grupo.

- Bad Company - Straight Shooter (1975): um clássico não é chamado de "clássico" a toa.

- Gary Clark Jr. - This Land (2019): isto aqui é ótimo, provavelmente o melhor álbum do ano até agora, e não está recebendo a devida atenção. Gary Clark Jr. mostra ao mundo todo seu talento através de experimentações e flertes com outros gêneros, mas mantém seu som acessível e ainda esbanja criatividade. Incrível do início ao fim.

- Blaze Bayley - Silicon Messiah (2000): Metal clássico atualizado para os tempos contemporâneos, Blaze iniciou sua carreira solo com pé direito e deixou claro que não poderia ser definido apenas por sua passagem no Iron Maiden, em um trabalho muito melhor do que qualquer coisa que tenha feito com o grupo.

- The Delta Saints - Monte Vista (2017): um disco bacana de um grupo relativamente desconhecido, que não reinventa a roda, mas entrega um Rock competente e que atinge tanto fãs mais velhos quanto mais novos.

- Elton John - Don't Shoot Me I'm Only The Piano Player (1973): um disco que é muito mais que seu maior sucesso, Crocodile Rock. Uma explosão de criatividade do vocalista em sua melhor fase.

- U2 - Achtung Baby (1991): o trabalho que fez do U2 um fenômeno global é um que eu nunca havia escutado antes. E é bom, mas seu apelo Pop o deixa mais fraco do que qualquer um de seus antecessores, que pra mim trazem a banda em seu melhor.

Confira, enfim, a playlist feita durante fevereiro de 2019:

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

BALANÇO MUSICAL - Janeiro de 2019


Olá! Seja bem-vindo ao meu projeto Balanço Musical, uma coluna mensal na qual falo sobre música, o que escutei no mês que se passou, o porquê das escolhas, o que me influenciou nesses dias, e publico uma playlist com uma faixa referente a cada dia do período. O objetivo não é nada além de escrever um pouco mais sobre música no blog, apresentar algumas coisas diferentes e dar às pessoas a oportunidade de conhecer novos artistas e canções. As postagens são publicadas sempre no primeiro dia útil de cada mês, o que pode ou não coincidir com o dia 1º, com exceção de hoje, porque não deu tempo nos últimos dias.

O ano começou não muito diferente do que o costumeiro: lentamente. Nada saiu muito do lugar, nenhuma mudança drástica se deu nos últimos dias e as velhas preocupações permaneceram, ainda que não tão intensamente. Janeiro, no fim, foi um mês mais de introspecção e de uma tentativa de se organizar para o que está por vir pelo resto de 2019. Foi também o momento de seguir os passos de muitos outros (em especial da Isabelle Felix, grande idealizadora do projeto e que mostrou o caminho para todos os demais) e iniciar um #365hqs em meu Instagram (@marcus_vf7), em que estou lendo e resenhando rapidamente um quadrinho por dia até o final do ano, então vale a conferida.

E talvez este tenha sido um dos motivos que me fizeram consumir tanta música durante os 31 dias que se passaram. De acordo com meu last.fm, foram 2.627 reproduções durante este tempo, o que inclui 722 artistas, 1.280 álbuns e 2.159 faixas diferentes, superando o recorde de setembro de 2018 e se tornando o meu maior mês musicalmente falando até o momento. Outra marca batida foi a de scrobbles em um único dia, em que alcancei o elevado número de 147 em 18 de janeiro, prevalecendo por 5 o estabelecido anteriormente em 21 de novembro de 2018 (142).

Números tão elevados não poderiam vir em melhor hora, justamente no ANIVERSÁRIO DE 2 ANOS DO BALANÇO MUSICAL. Tem sido uma longa, porém prazerosa, jornada vir aqui e escrever um pouco mais sobre música todos os meses, ainda que a pontualidade tenha estado um pouco em falta nas últimas edições. Aliás, pontualidade não tem sido o meu forte com o blog como um todo, seja aqui, no especial sobre os 80 anos do Superman ou mesmo nos Melhores do Ano (que vão sair em breve, prometo!)... Mas é algo que eu espero conseguir mudar neste ano que está apenas começando.

Justamente pensando nisso que trago algumas mudanças para os DESTAQUES DO MÊS, seção que estreou no último ano e acrescentou bastante ao projeto, mas que estava trabalhosa demais de ser feita no formato que adotei. Escrever comentários e até mini-resenhas para minhas escolhas de indicação é algo que consome muito do meu tempo e energia para realizar as postagens, então irei manter tais destaques, mas sem os textos que os seguiam, apenas falando de forma geral sobre as escolhas, para resgatar a dinamicidade que o Balanço Musical possuía em sua primeira temporada.

Como disse anteriormente, pouco mudou neste último janeiro, em contraste ao do ano anterior, que foi uma verdadeira montanha-russa de emoções. Então, houve espaço para um pouco de tudo, desde clássicos absolutos a novidades avassaladoras, de músicas agressivas a faixas suaves e encantadoras, indo do Death Metal ao Pop Jazz sem muitas dificuldades. Você pode conferir quais os artistas, álbuns e faixas e melhor representaram este mês logo a seguir:

ARTISTAS DO MÊS:

- Paul McCartney & The Wings;

- David Bowie;

- Megadeth;

- Metallica;

- a-ha;

- Rush;

- Mr. Big;

- Trivium.

ÁLBUNS DO MÊS:

- Soilwork - Verklighten (2019);

- The Twilight Sad - It Won't Be Like This All The Time (2019);

- Rival Sons - Feral Roots (2019);

- Bruce Springsteen - The River (1980);

- Arielle - Mind Lion [EP] (2018);

- Tyler Bryant & The Shakedown - Wild Child (2013);

- Led Zeppelin - Led Zeppelin (1969);

FAIXAS DO MÊS:

- Dream Theater - Fall into the Light (2019);

- Within Temptation - In Vain (2019);

- Norah Jones - Flipside (2016);

- Daryl Hall & John Oates - Private Eyes (1981);

- Duran Duran - Save a Prayer (1982).

Confira, enfim, a playlist feita durante janeiro de 2019:

segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

BALANÇO MUSICAL - Dezembro de 2018


Olá! Seja bem-vindo ao meu projeto Balanço Musical, uma coluna mensal na qual falo sobre música, o que escutei no mês que se passou, o porquê das escolhas, o que me influenciou nesses dias, e publico uma playlist com uma faixa referente a cada dia do período. O objetivo não é nada além de escrever um pouco mais sobre música no blog, apresentar algumas coisas diferentes e dar às pessoas a oportunidade de conhecer novos artistas e canções. As postagens são publicadas sempre no primeiro dia útil de cada mês, o que pode ou não coincidir com o dia 1º, com exceção de hoje, pois ninguém é de ferro.

Dezembro não foi nada muito digno de nota. Foram apenas algumas semanas para cumprir tabela, sem mudar muito as tendências do que foi o resto do ano, mas garantindo bons momentos graças ao período festivo. E quando se trata de música, foi para fechar com chave de ouro: 2.446 scrobbles em meu last.fm, o segundo maior até o momento, contando com 663 artistas, 1.170 álbuns e 1.896 faixas diferentes. Estes números fecharam 2018 com 20.046 reproduções, o que inclui 1.947 artistas, 4.144 discos e 9.625 faixas distintas ao longo dos últimos 12 meses.

Não há muito o que ser ressaltado dos últimos dias, já que eles foram quase que exclusivamente dedicados a revisitar playlists e álbuns marcantes do ano que se passou, mas uma ou outra coisa ainda merece aparecer nos DESTAQUES DO MÊS, que podem ser vistos a seguir.

ARTISTA DO MÊS:

- Queen: não há momento certo para se ouvir o quarteto inglês, o que ficou comprovado quando eles se tornaram a trilha sonora do meu último dia 25, em pleno Natal (não pergunte por quê).

ÁLBUNS DO MÊS:

- Tremonti - A Dying Machine (2018): um dos lançamentos do ano que acabei deixando passar, mas felizmente consegui ouvi-lo antes do final de 2018. Conciso, pesado e empolgante, o trabalho do projeto solo do guitarrista Mark Tremonti não decepciona quem está em busca de um Hard Rock de qualidade.

- Eric Clapton - Happy Xmas (2018): já sabia da existência deste disco do guitarrista desde seu lançamento, em setembro, mas deixei para escuta-lo durante esta época festiva. Um compilado de releituras de clássicos natalinos, Clapton tem sucesso ao deixar sua própria marca em cada uma destas interpretações e chega até a encontrar espaço para experimentalismo em determinados momentos.

- The Cure - Disintegration (1989): resolvi dar uma segunda chance a este álbum que conheci na íntegra apenas em fevereiro e não me arrependo. Retiro tudo o que disse por aqui antes: este é um ótimo registro do grupo, apenas não é tão acessível. Uma vez que você consegue compreendê-lo por completo, porém, tudo passa a fazer sentido.

FAIXAS DO MÊS:

- The Last Internationale - Hard Times: um achado graças às Descobertas da Semana do Spotify, fiquei apaixonado pela sonoridade deste grupo, que me lembra um pouco o White Stripes, mas com uma vocalista feminina de muita qualidade. Espero conhecer mais deles em 2019.

- Dream Theater - Unthetered Angel: o Dream Theater lançou o primeiro single de seu vindouro lançamento, Distance Over Time, nos últimos dias do ano e fez a alegria dos fãs. A faixa é pesada e progressiva, como é de se esperar, com arranjos criativos e um tempo de duração bem razoável para o padrão da banda. Um bom jeito de encerrar 2018 e preparar terreno para o novo álbum.

- Rival Sons - Feral Roots: o grupo já está há alguns meses lançando algumas faixas que estarão em seu próximo disco e sua faixa-título definitivamente não decepciona, sendo uma das melhores coisas que já produziram na carreira. O dia 25 de janeiro promete.

- Rush - 2112: a mais longa faixa já produzida pelo trio canadense estava na minha mira para entrar em uma playlist há tempos, mas a oportunidade certa parecia nunca chegar. Bom, acredito não haver nada mais adequado que o próprio dia 21/12.

- Childish Gambino - Summertime Magic: nada mais adequado para iniciar oficialmente o verão do que esta contagiante faixa de Gambino.

- Ritchie Kotzen - Riot: uma descoberta tardia, a música pelo guitarrista e vocalista ao final de 2018 é extremamente agradável e condizente com sua prolífica carreira solo.

 - Bad Religion - The Kids Are Alt-Right: a realidade dos EUA e um prelúdio para o que esperar do Brasil nos próximos quatro anos.

- Gorillaz - Souk Eye: uma forma mais do que adequada de se encerrar um ano, com a faixa que fecha um dos melhores discos que ouvi no período.

Confira abaixo a playlist feita durante dezembro de 2018:



CONFIRA TAMBÉM AS OUTRAS PUBLICAÇÕES DO BALANÇO MUSICAL EM 2018:

- Janeiro;

- Fevereiro;

- Março;

- Abril;

- Maio;

- Junho;

- Julho;

- Agosto;

- Setembro;

- Outubro;

- Novembro.

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Resenha de UM parágrafo sobre "AQUAMAN"!


Passado mais de um ano desde o fracasso retumbante de Liga da Justiça entre o público e a crítica, a DC reencontra o caminho com seu herói mais zombado em todo imaginário popular. Abusando das cores como até então não visto em todo este universo cinematográfico, Aquaman apresenta uma mescla de epopeia com aventura (que flerta com uma pitada de tosquice e breguice de tons quase verhoevianos) aliado a ricas criações de monstros e cenários através de um competente CGI, algo raro de se ver nos filmes de herói atualmente. Embora o ar romântico principal não funcione como o esperado, todo o resto se mostra bem azeitado, com Jason Momoa esbanjando carisma no papel principal e protagonizando cenas de ação estilizadas ao lado de seus companheiros de elenco (com Nicole Kidman, Patrick Wilson e Amber Heard surpreendendo em um terreno que está longe de suas zonas de conforto). Tudo isso é embalado por uma boa seleção de músicas e a estilizada trilha sonora de Rupert Gregson-Williams até o fim, que soa um pouco vago, mas não prejudica a experiência. 

TRAILER:


quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

5 álbuns do segundo semestre de 2018 que você deveria ter ouvido


Primeiro de tudo, quero que você olhe com atenção para a imagem que abre o post. Sério, olha que coisinha mais fofa, sorrindo, ouvindo uma musiquinha em headphones que possivelmente tem metade do seu tamanho. São cenas, momentos como este que, por menores que pareçam, fazem a vida realmente valer a pena.

Agora que eu já tornei seu dia um pouco melhor, é hora de dar continuidade às postagens de final de ano por aqui. Depois de conhecer alguns trabalhos lançados nos primeiros seis meses deste ano que não poderiam ter passar despercebidos, agora é hora de ver outros belos registros da atual metade de 2018 que também merecem sua atenção. Lembrando que as regras permanecem as mesmas do primeiro post (sem classificação por qualidade, apesar menção em ordem alfabética dos nomes dos artistas e grupos), que a lista de melhores será divulgada no dia 19/12 e que você talvez já tenha entrado em contato com eles caso acompanhe o Balanço Musical.

Confira, então, quais são os 5 álbuns do segundo semestre de 2018 que você deveria ter ouvido:

DEE SNIDER - FOR THE LOVE OF METAL


Mais conhecido pelo trabalho desenvolvido a frente da icônica (e farofeira) banda Twisted Sister, a mais recente empreitada de Dee Snider em sua carreira solo vai por uma vertente que poucos sabem, mas já foi muito explorada por ele em outros projetos: o Metal. Só que ao invés de tentar repetir qualquer fórmula do passado, o vocalista olha adiante e apresenta um som contemporâneo, ágil, forte e agressivo, o que faz de For the Love of Metal, ao mesmo tempo, um atropelamento por um caminhão monstro e uma carta de amor ao estilo.

GRETA VAN FLEET - ANTHEM OF THE PEACEFUL ARMY


Após deixar o mundo todo surpreso com a sonoridade extremamente semelhante à do Led Zeppelin em seu EP From The Fires, o Greta Van Fleet (que estará no próximo Lollapalooza) apresentou seu primeiro registro completo ao mundo neste ano. A influência de grupos clássicos, principalmente o já citado Led Zeppelin, é nítida, mas uma roupagem moderna e acessível, aliada à competência dos músicos, mostra que a banda é muito mais do que um mero cover, dando claros sinais de que ainda pode crescer muito e encontrar sua própria voz. Uma estreia que serve como um cartão de visita com um aviso escrito: o mundo precisa prestar atenção no quarteto nos próximos anos, pois tudo indica que eles se tornarão um dos principais nomes do Rock contemporâneo.

MUSE - SIMULATION THEORY


O Muse é uma banda inquieta, que gosta de realizar experimentações, e não é de hoje que eles vem flertando com sonoridades mais eletrônicas. Embora Drones indicasse que este caminho seria deixado de lado e as raízes do grupo voltariam a tona, Simulation Theory deixou claro que não é possível prever as escolhas do trio inglês, que abraça de vez o Eletrônico, o Synthpop e até flerta com passagens típicas da New Wave oitentista. É um trabalho agradável e divertido de se ouvir, e que revela uma nova camada ao se analisar as letras de suas músicas com atenção. Só não espere escutar muito do Rock antes apresentado por eles aqui.

NITA STRAUSS - CONTROLLED CHAOS


Nita Strauss despontou como integrante do tributo The Iron Maidens, tornou-se a guitarrista titular da banda de Alice Cooper e conquistou reconhecimento e prestígio ao longo dos anos. Dona de uma habilidade invejável e muita técnica, fez sua estreia como artista solo neste ano, em um trabalho instrumental. Além das características já citadas, Controlled Chaos evidencia toda a versatilidade da artista, que varia entre pedradas ágeis e timbres limpos repletos de feeling entre suas faixas de forma orgânica e prazerosa de se ouvir. Um bom início que faz jus à reputação de um dos principais nomes do instrumento na atualidade.

SLASH FEAT. MYLES KENNEDY AND THE CONSPIRATORS - LIVING THE DREAM


Não é segredo para ninguém que Slash segue sendo um dos principais e mais badalados nomes do Rock, e não é para menos: igual a uísque, parece que o homem vai apenas melhorando com o passar dos anos, refinando sua técnica e criatividade, sempre cercado de gente talentosa, como é o caso de Myles Kennedy e os Conspirators. E Living The Dream é a coroação desta parceria, que corrige os excessos (principalmente de duração) cometidos em World On Fire e entrega um disco mais ágil, diversificado e que empolga. Não há dúvidas que que o guitarrista está vivendo sua melhor e mais prolífica fase, e seu mais recente álbum é a prova concreta disto.