quarta-feira, 4 de março de 2020

BALANÇO MUSICAL - Fevereiro de 2020

(arte por Annie Wu)

Olá! Seja bem-vindo ao meu projeto Balanço Musical, uma coluna mensal na qual falo sobre música, o que escutei no mês que se passou, o porquê das escolhas, o que me influenciou nesses dias, e publico uma playlist com uma faixa referente a cada dia do período. O objetivo não é nada além de escrever um pouco mais sobre música no blog, apresentar algumas coisas diferentes e dar às pessoas a oportunidade de conhecer novos artistas e canções. As postagens são publicadas sempre na primeira segunda-feira útil de cada mês (com exceção de hoje).

Fevereiro, ao contrário de seu antecessor, foi leve, descomplicado e, retomando tendências anteriores, se passou com um estralar de dedos. Mas esse é um mês que sempre passa rápido e, por consequência, não há muito do que se falar, exceto de que foi bom, divertido, deu para assistir Aves de Rapina (filme sobre o qual ainda pretendo escrever algo em breve) logo no fim de semana de estreia e também que deu para descansar durante o Carnaval. Ou seja, saldo bem positivo.

E também foi positivo quando o assunto é música, pois consumi uma quantidade escandalosa, ainda mais considerando que o mês teve apenas 29 dias. Segundo meu last.fm -- que ainda apresentou alguns problemas, mas nada comparado ao que aconteceu em janeiro -- foram impressionantes 3.184 scrobbles realizados, o que inclui 722 artistas, 1.319 álbuns e 2.425 faixas diferentes. Foi, disparado, meu melhor fevereiro desde a criação do Balanço Musical, se não da vida, ainda que não tenha vindo acompanhado da quebra de nenhum recorde pessoal meu. De qualquer forma, superou muitos dos meses "normais" anteriores.

Como já é tradição por aqui, fevereiro é um mês que tiro para ouvir um álbum ainda desconhecido por mim a cada dia e, como resultado, crio uma playlist apenas com músicas deles. Foi algo que iniciei em 2016, ainda pré-Balanço Musical (e que foi o embrião para a coluna), e que chegou a sua quinta edição nesse ano, mais uma vez se dando em um ano bissexto, que impulsionou tudo isso por conta de seu dia extra. E seguindo outro costume do projeto, listo e resenho rapidamente todos os registros escutados, conforme você pode conferir logo abaixo.

- John Lennon/Yoko Ono - Double Fantasy (Rock, Avant-Garde; 1980): fui ouvir sem prestar atenção na capa ou simplesmente no nome do trabalho. É um belo trabalho de despedida (involuntária) do John, mas infelizmente tem a Yoko e suas loucuras no pacote...

- Steve Winwood - Arc of a Diver (Rock, Soul; 1980): um artista praticamente para o grande público, mas que faz música da mais alta qualidade, com uma leveza e ritmo que poucos tem a capacidade de alcançar.

- Poppy - I Disagree (Metal, Pop; 2020): parabéns, EUA, vocês tem seu próprio BabyMetal. E é tão bom quanto.

- Jeff Parker - Suite For Max Brown (Jazz Fusion; 2020): uma audição agradável e repleta de experimentação, o que só a enriquece. Vale a conferida.

- Richie Kotzen - 50 for 50 (Rock, Soul; 2020): um dos músicos mais prolíficos do gênero comemorou 50 anos no último dia 5 e, para celebrar, lançou um álbum com 50 faixas. E é difícil absorver todo o conteúdo em uma tacada só, mas a impressão geral é que o trabalho é muito bom.

- Tigran Hamasyan - Mockroot (Jazz; 2015): mais som agradável e também com experimentação, como é da natureza do estilo. Também vale a escutada.

- Green Day - Father of All... (Pop Rock; 2020): a banda reinventou sua sonoridade nesse novo registro, com uma pegada (ainda mais) Pop e ágil. Agrada, mas resta saber para onde vão a partir disso.

- My Chemical Romance - Three Cheers for Sweet Revenge (Emo; 2004): não tem a sofisticação de The Black Parade, mas apresenta um som mais cru, próximo ao Hardcore e repleto de sentimento. Não a toa, é uma das pedras primordiais do estilo e também projetou a banda para o público.

- Michael Jackson - Dangerous (Pop; 1991): o álbum que definiu a sonoridade da década de 1990, para o bem ou para o mal. Não é meu disco favorito do Rei do Pop, mas tem vários ótimos momentos.


- Echo & The Bunnymen - Echo & The Bunnymen (Rock, Post-Punk; 1987): o grupo refinou o apresentado em Ocean Rain e adicionou um pouco de leveza em sua sonoridade, resultando em um trabalho viciante e rico.

- Anderson Bruford Wakeman Howe - Anderson Bruford Wakeman Howe (Rock Progressivo; 1989): a reunião da formação clássica do Yes sem o baixista Chris Squire provou que os envolvidos, afinal, ainda sabiam como fazer Rock Progressivo de qualidade, com ecos de Fragile e Close to the Edge.

- Jenny Lewis - On The Line (Pop Rock; 2019): lembro que o disco anterior da cantora havia me encantado, mas seu mais recente lançamento não teve esse mesmo impacto. Talvez minha opinião mude com mais algumas audições.

- Thin Lizzy - Black Rose (Hard Rock; 1979): a banda em sua melhor fase, ainda que com menos reconhecimento que deveria, era uma das melhores da época. Esse registro é prova disso.


- Sepultura - Quadra (Metal; 2020): o quarteto demorou para retomar sua melhor forma, mas vinha conseguindo nos últimos anos. Quadra é a coroação do trabalho que foi desenvolvido, sendo agressivo, pesado e experimental como não se ouvia desde Chaos A.D. e Roots. Brilhante.

- Carcass - Heartwork (Death Metal; 1993): um socão na cara. Acho que não há elogio melhor para um dos clássicos do gênero.

- The Stone Roses - The Stone Roses (Rock, Britpop; 1989): um belo e gostoso trabalho de uma banda que parecia ter um caminho promissor, mas que nunca se confirmou de fato. Pelo menos abriu as portas para várias outras.

- Duran Duran - Notorious (Pop; 1986): Duran Duran + Nile Rodgers na produção, uma combinação que resultou em um trabalho rico e viciante.


- New Order - Technique (Pop, Eletrônico; 1989): o melhor do grupo depois de Low-Life, consolidou como a música eletrônica seria nos anos seguintes e ainda traz uma sonoridade acessível e grudenta.

- Dire Straits - Communiqué (Rock; 1979): os comandados de Mark Knopfler deram sequência à estreia com um trabalho forte que só ressaltou as principais qualidade de sua sonoridade, complexa e leve ao mesmo tempo, o que faz dela maravilhosa de ouvir.

- Bruce Springsteen - Nebraska (Rock; 1982): eu jurava que esse trabalho seria um intermédio entre o escutado em The River e Born in the USA, até por ficar entre o lançamento dos dois, mas o Boss seguiu por um caminho diferente e fez de Nebraska um álbum introspectivo e quase todo acústico. Um choque para mim, mas tenho que reconhecer sua inegável qualidade.


- Demons & Wizards - III (Metal; 2020): a inusitada parceria entre Jon Schaffer e Hansi Krüsch voltou a dar as caras após 15 anos, mas a espera valeu a pena, pois III é um trabalho forte, completo e que ressalta as principais características da dupla, que nem parece ter ficado tanto tempo sem gravar junta.

- Ozzy Osbourne - Ordinary Man (Metal; 2020): não é segredo para ninguém que o Madman se encontra mal de saúde, e talvez isso seja o que faz de seu mais recente registro tão impressionante, recheado de bons momentos e algumas letras emocionantes (vide a faixa-título). Espero que não, mas se for, essa é uma despedida digna do vocalista.

- Death - Spiritual Healing (Death Metal; 1990): outro soco na cara, mas esse com mais nuances além da agressividade esperada, além de um teor sociopolítico em suas músicas. Um belo trabalho.

- Body Count - Body Count (Rap Metal; 1992): críticas sociais válidas até hoje em um CD pesado, agressivo e que transpira toda a revolta com a situação da população negra nos EUA (e na maior parte do mundo). Ótima estreia da banda do rapper Ice-T.

- Alanis Morissette - Jagged Little Pill (Rock Alternativo; 1995): muita influência de Grunge aliada a toques de Pop Rock fazem da estreia de Alanis agradável e divertida, ainda que tenha uma ou outra música abaixo dos grandes hits.

- Jamiroquai - Travelling Without Moving (Funk, Jazz Fusion; 1996): o trabalho que consolidou o Jamiroquai como uma força global na década de 1990, é dançante e inteligentemente pensado, sabendo equilibrar o experimental com o Pop.

- The B-52's - Wild Planet (Pop Rock; 1980): é um álbum do B-52's, ou seja, tem um som muito agradável ao lado de várias maluquices nas letras, mas ainda estava um pouco longe da forma atingida em Cosmic Thing.


- The Night Flight Orchestra - Aeromantic (Hard Rock, AOR; 2020): e eles fizeram de novo: um grupo que deveria ser apenas um projeto paralelo dos músicos envolvidos gravou um dos possíveis melhores discos do ano. Acertando ainda mais a mão em suas influências oitentistas e adicionando algumas outras à mistura, Aeromantic soa como o mais redondo e conciso trabalho do Night Flight Orchestra até o momento, tendo uma qualidade muito próxima à de Amber Galactic.

- Electric Light Orchestra - Discovery (Pop Rock; 1979): confesso que me decepcionei um pouco com este disco, que mais soou como uma reunião de músicas para preencher espaço ao lado de grandes sucessos como Don't Bring Me Down e Last Train to London. Ainda assim, a sonoridade contagiante do ELO se destaca, independente do que eles façam.

Confira, por fim, a playlist feita por mim durante fevereiro de 2020:

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

BALANÇO MUSICAL - Janeiro de 2020


Olá! Seja bem-vindo ao meu projeto Balanço Musical, uma coluna mensal na qual falo sobre música, o que escutei no mês que se passou, o porquê das escolhas, o que me influenciou nesses dias, e publico uma playlist com uma faixa referente a cada dia do período. O objetivo não é nada além de escrever um pouco mais sobre música no blog, apresentar algumas coisas diferentes e dar às pessoas a oportunidade de conhecer novos artistas e canções. As postagens são publicadas sempre na primeira segunda-feira útil de cada mês.

Janeiro foi arrastado. Uma mudança em relação ao últimos meses -- cuja sensação foi de que desapareceram diante de meus olhos --, é verdade, mas os últimos 31 dias foram atribulados, atarefados, cansativos e, para piorar, assombrados pelas mortes de personalidades importantes e admiráveis. Apesar disso tudo, não foi ruim. Na verdade, foi até bem divertido, interessante e, em alguns aspectos, um tanto importante. E acredite no que digo, pois já tive minha cota de janeiros ruins, então se digo que não foi, é porque não foi.

E sabe qual é o maior indicativo para isso? Música (para mim, pelo menos). Já comecei 2020 com os dois pés na porta nesse quesito, consumindo em níveis elevados, conhecendo muita coisa boa e me superando de forma inesperada. Mas infelizmente não posso confiar 100% no reportado pelo meu last.fm nesse mês, pois ele parou de funcionar várias vezes e eu acredito que tenha deixado de registrar pelo menos umas 200 execuções entre as duas primeiras semanas (ele simplesmente não pegou NADA do que ouvi no dia 5). Seja como for, o resultado final acusado pelo site ficou com 3.298 scrobbles, os quais incluem 749 artistas, 1.456 álbuns e 2.311 faixas diferentes. Números altíssimos, é verdade, mas apenas imaginem se tudo realmente tivesse sido incluso... Extraoficialmente, dá para dizer que esse foi o período em que mais ouvi música em toda minha vida, algo evidenciado pelo fato de que bati meu recorde diário (158) DUAS VEZES, uma no dia 19 (169) e outra em 25 de janeiro (174). E acho que não tem como superar essa última marca.

Mas é engraçado pensar que tudo isso se deu em um momento especial: no ANIVERSÁRIO DE TRÊS ANOS DO BALANÇO MUSICAL. Eu adoro meu projeto, pois eu amo música, amo escrever, e amo escrever sobre música. Só que, ultimamente, eu não estou exatamente escrevendo sobre música aqui, apenas falando um pouco da minha vida pessoal, jogando meus números de consumo no texto e fazendo (várias) indicações. As mudanças feitas no último ano não me deixaram completamente satisfeito, afinal, então me vejo obrigado a novamente mexer nos DESTAQUES DO MÊS. Dessa vez, o que tenho em mente é continuar com o formato atual de recomendações, mas escrever sobre uma delas em cada categoria de forma mais detalhada, além de mencionar os gêneros e subgêneros, bem como incluir algumas imagens (sempre que possível). Acho que esse é o formato que sempre procurei para os posts e espero que funcione bem.

Como eu disse antes, muita coisa boa passou pelos meus ouvidos nesse janeiro último, e tive a oportunidade de conhecer várias novidades interessantes. O predomínio foi, em geral, do Rock mas, como sempre, dando espaço para alguns outros estilos (e acho que vale destacar que, comparado aos meses anteriores, o Metal teve uma participação consideravelmente menor nesses últimos 31 dias). Você pode conferir isso por si mesmo a seguir:

ARTISTAS DO MÊS:


- Rush (Rock Progressivo): o mundo perdeu o baterista e compositor Neil Peart no último dia 07 de janeiro (a notícia de seu falecimento só foi divulgada no dia 10), algo que mexeu comigo profundamente. O trio canadense é uma das minhas bandas favoritas não apenas pelo seu som, mas também pelas letras de suas músicas, que contam desde histórias épicas calcadas em ficção científica até relatos pessoais com os quais muito me identifico, sendo elas, em sua vasta maioria, de responsabilidade do falecido percussionista. Descanse em paz, Neil, você merece por tudo o que aconteceu em sua vida, e obrigado por tantas obras maravilhosas.

Também destaco:

- David Bowie (Rock)

- Queen (Rock)

- Blind Guardian (Power Metal)

- Metallica (Thrash Metal)

- Demons & Wizards (Metal)

ÁLBUNS DO MÊS:


 - Sons of Apollo - MMXX (Hard Rock, Metal Progressivo; 2020): é engraçado pensar que, com apenas 17 dias, 2020 já ganhou um forte candidato a melhor álbum do ano. Sucessor do já avassalador Psychotic Symphony (2017), o grupo formado por Jeff Scott Soto (vocal), Ron "Bumblefoot" Thal (guitarra), Billy Sheehan (baixo), Derek Sherinian (teclado) e Mike Portnoy (bateria) vem ainda mais afinado e ressaltando suas qualidades em um disco para ninguém botar defeito. Mais que recomendado.

Também destaco: 

- Anika Nilles / Nevell - For a Colorful Soul (Pop Progressivo; 2020): apesar de não ser meu principal destaque, fica meu apelo para também conferirem esse, que vale MUITO a pena!

- Rage - Wings of Rage (Thrash Metal; 2020)

- British Lion - The Burning (Hard Rock; 2020)

- Magnum - The Serpent Rings (Rock; 2020)

- Petshop Boys - Hotspot (Pop, Eletrônico; 2020)

- Blackbird & Crow - Ailm (Folk Rock; 2020)

- My Chemical Romance - The Black Parade (Emo, Hard Rock; 2006)

- Judas Priest - Defenders Of The Faith (Metal; 1984)

- Duran Duran - Seven and the Ragged Tiger (Pop; 1983)

- Jon & Vangelis - The Friends Of Mister Cairo (Pop Progressivo; 1981)

FAIXAS DO MÊS:

 - Marillion - Slàinte Mhath (Rock Progressivo; 1987): já não é de hoje que estou viciado no álbum Clutching At Straws e, depois do que foi esse janeiro, achei que essa música, que retrata pessoas falando de suas histórias até aquele momento e um ouvinte que nada pode fazer a não ser desejar "saúde" a elas, parecia a forma adequada de encerrar o primeiro mês do ano.

Também destaco:

- The Night Flight Orchestra - Divinyls (Rock, AOR; 2020)

- Avenged Sevenfold - Set Me Free (Hard Rock; 2020)

- Noel Gallagher's High Flying Birds - Dream On (Rock; 2011)

- Huey Lewis And The News - Heart and Soul (Pop Rock; 1983)

- Lionel Richie - All Night Long (All Night) (Pop; 1983)

- Bruce Springsteen - Hungry Heart (Rock; 1980)

- Elvis Costello - What's So Funny About Peace, Love and Understanding? (Rock; 1979)

Por fim, confira a playlist que elaborei durante janeiro de 2020:

segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

BALANÇO MUSICAL - Dezembro de 2019


Olá! Seja bem-vindo ao meu projeto Balanço Musical, uma coluna mensal na qual falo sobre música, o que escutei no mês que se passou, o porquê das escolhas, o que me influenciou nesses dias, e publico uma playlist com uma faixa referente a cada dia do período. O objetivo não é nada além de escrever um pouco mais sobre música no blog, apresentar algumas coisas diferentes e dar às pessoas a oportunidade de conhecer novos artistas e canções. As postagens são publicadas sempre na primeira segunda-feira útil de cada mês.

Dezembro foi o que dezembro costuma ser: um encerramento, um fechamento do resto do ano. Ou seja, nada de muito relevante acontece. Mas esse, ao menos, foi divertido e consideravelmente tranquilo. Os momentos ao lado das pessoas realmente importantes para nós, em principal durante o período festivo, dificilmente fazem do mês desagradável. E ainda tive a chance de conferir Star Wars: A Ascensão Skywalker, filme do qual pretendo falar por aqui em breve, pude ver o Liverpool ser campeão mundial, finalizei com sucesso o #365hqs em meu Instagram... Então, dá para dizer que o saldo foi positivo.

O mesmo dá para se dizer quando o assunto é música. Depois da singela queda vista em novembro, dezembro retomou os números mais elevados de consumo musical, ainda que estejam um pouco abaixo do que eu vinha apresentando ao longo do ano. De acordo com meu last.fm, foram 2.774 reproduções durante o último mês (uma média de 89 por dia), que incluíram 656 artistas, 1.098 álbuns e 2.355 faixas diferentes. Belos números que concluíram com chave de ouro meu 2019, ano em que eu mais ouvi música disparado, que acabou com 35.700 reproduções, englobando 2.786 artistas, 7.012 álbuns e 14.420 faixas distintas durante os últimos 12 meses.

E foi, como eu disse, um período sem grandes novidades, que me deixou basicamente revisitando alguns velhos conhecidos ou reouvindo alguns dos melhores lançamentos do ano. Ainda assim, vale ressaltar algumas coisas interessantes em meus DESTAQUES DO MÊS, que podem ser conferidos logo a seguir.

ARTISTAS DO MÊS:

- David Bowie

- The Doors

- Foo Fighters

- The Black Keys

- Jon & Vangelis

- Yes

- Simple Minds

- Black Sabbath

- Oasis

ÁLBUNS DO MÊS:

- The Who - WHO (2019)

- Rob Halford - Celestial (2019)

- Soen - Lotus (2019)

- King Hobo - Mauga (2019)

- Volbeat - Rewind, Replay, Rebound (2019)

- Steven Wilson - Hand Cannot Erase (2015)

- Red Hot Chili Peppers - Stadium Arcadium (2006)

- Million Dollar Quartet - The Complete Million Dollar Quartet (2006)

- The Gathering - Madylion (1995)

- Traveling Wilburys - The Traveling Wilburys, Vol. 3 (1990)

- The Clash - London Calling (1979)

FAIXAS DO MÊS:

- Demon & Wizards - Diabolic (2019)

- She & Him - Happy Holiday (2019)

- Marillion - The Last Straw/Happy Ending (1987)

- Duran Duran - Notorious (1986)

- The Alan Parsons Project - Eye In The Sky (1982)

Confira, por fim, a playlist feita durante o mês de dezembro de 2019:



CONFIRA TAMBÉM AS OUTRAS PUBLICAÇÕES DO BALANÇO MUSICAL EM 2019:

Janeiro;

Fevereiro;

Março;

Abril;

Maio;

Junho;

Julho;

Agosto;

Setembro;

Outubro;

Novembro.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

BALANÇO MUSICAL - Novembro de 2019


Olá! Seja bem-vindo ao meu projeto Balanço Musical, uma coluna mensal na qual falo sobre música, o que escutei no mês que se passou, o porquê das escolhas, o que me influenciou nesses dias, e publico uma playlist com uma faixa referente a cada dia do período. O objetivo não é nada além de escrever um pouco mais sobre música no blog, apresentar algumas coisas diferentes e dar às pessoas a oportunidade de conhecer novos artistas e canções. As postagens são publicadas sempre na primeira segunda-feira útil de cada mês.

Novembro foi o momento da virada. Praticamente tudo o que eu vinha falando há mais de um ano se resolveu. Claro, ainda há problemas e novos surgirão (porque essa é a vida), mas essas coisas vão se arrumando com o tempo. De qualquer forma, é ótimo deixar de ser mais um entre as alarmantes estatísticas que o país vem apresentando nos últimos anos, bem como ocupar meu tempo com algo que não seja apenas um jogo besta, poder voltar a ter contato diário com outras pessoas que não as da minha família, sair de casa e por aí vai.

Essas mudanças não vieram sem consequências, porém, especialmente quando se trata dos meus hábitos de consumo musical. Tudo bem, as últimas semanas foram atípicas, com várias questões a serem resolvidas e eventos a serem atendidos mas, ainda assim, o impacto foi claro. De acordo com meu last.fm, foram 2.366 músicas reproduzidas no último mês, que também incluiu 621 artistas, 990 álbuns e 1.854 faixas diferentes. Foi uma queda brusca, ainda mais se comparada com o apresentado em outubro, só que, mesmo assim, são número altos e que não são atingidos por qualquer pessoa.

E teve muita coisa interessante em meio a isso tudo. Dentre os sempre presentes Rock, Metal e 80s Pop, ainda houve espaço para um pouco de Jazz e até mesmo algumas experimentações com música orquestrada. Tudo isso está presente nos meus DESTAQUES DO MÊS, que podem ser conferidos logo abaixo.

ARTISTAS DO MÊS:

- Rush

- Yes

- Pink Floyd

- The Clash

- Bruce Springsteen

- Green Day

ÁLBUNS DO MÊS:

- Electric Light Orchesta - Jeff Lynne's ELO - From Out Of Nowhere (2019)

- Deaf Rat - Ban The Light (2019)

- Pretty Maids - Undress Your Madness (2019)

- Blind Guardian Twilight Orchestra - Legacy of the Dark Lands (2019)

- Taylor Hawkins & The Coattail Riders - Get The Money (2019)

- Jeff Goldblum & The Mildred Snitzer Orchestra - I Shouldn't Be Telling You This (2019)

- Laura Cox - Burning Bright (2019)

- Lacuna Coil - Black Anima (2019)

- Beck - Hyperspace (2019)

- Neil Young and Crazy Horse - Colorado (2019)

- Fontaines D.C. - Dogrel (2019)

- Black Pumas - Black Pumas (2019)

- Leonard Cohen - Thanks For The Dance (2019)

- Rival Sons - Feral Roots (2019)

- Pink Floyd - The Wall (1979)

FAIXAS DO MÊS:

- Sons of Apollo - Goodbye Divinity (2019)

- White Lies - Falling Out With Me (2019)

- Bruce Dickinson - Tears Of The Dragon (1994)

- The Human League - The Lebanon (1984)

- Ultravox - Vienna (1980)

- Ace Frehley - New York Groove (1978)

- The Clash - I Fought The Law (1977)

- John Lennon - Mind Games (1973)

- Jethro Tull - Aqualung (1971)

- The Dirty Mac - Yer Blues (1968)

Confira, também, a playlist feita durante o mês de novembro de 2019:

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

BALANÇO MUSICAL - Outubro de 2019

(arte por Dan Mumford)

Olá! Seja bem-vindo ao meu projeto Balanço Musical, uma coluna mensal na qual falo sobre música, o que escutei no mês que se passou, o porquê das escolhas, o que me influenciou nesses dias, e publico uma playlist com uma faixa referente a cada dia do período. O objetivo não é nada além de escrever um pouco mais sobre música no blog, apresentar algumas coisas diferentes e dar às pessoas a oportunidade de conhecer novos artistas e canções. As postagens são publicadas sempre na primeira segunda-feira útil de cada mês.

Acho que não há outra forma de definir outubro que não seja "uma montanha-russa de emoções". O início foi "bom", por assim dizer, e então tudo pareceu degringolar, o simples fardo da vida se tornou cada vez mais pesado e, perto do fim, o desespero tomou conta do meu âmago. Mas foi graças a uma atitude desesperada que pude ver alguma luz. Diversas manifestações favoráveis e apoio vindo de vários lados, de gente quem eu nem esperava. E percebi, depois de muito tempo que, apesar de ter pouco contato com o mundo exterior hoje em dia, eu não estou sozinho. Isso, por si só, foi reconfortante (apesar de ainda não ter resolvido meus problemas, algo que espero que venha naturalmente).

E vocês já sabem: meu refúgio, seja nas horas boas, seja nas horas ruins, é a música, essa forma de arte magnânima que toca minha alma de um modo que nenhuma outra consegue. Não à toa, eu ouvi música como poucas vezes antes no último mês. Meu last.fm registrou 3.424 reproduções em outubro, incluindo 675 artistas, 1.122 álbuns e 2.246 faixas diferentes. Números impressionantes, cujo absoluto só ficou atrás do recorde estabelecido em março deste ano, enquanto os demais mantiveram (ou superaram por pouco) o visto em setembro. Isso tudo fará com que 2019 seja, disparado, o ano em que mais consumi música de toda minha vida.

Como é de se imaginar, uma boa dose de variedade esteve presente nesses 31 dias. Jazz, Pop oitentista, Disco music, Blues e, claro, os sempre presentes Rock e Metal, dos quais tive o prazer de conferir alguns grupos e indivíduos abusando do experimentalismo e criatividade. E você pode se certificar disso através das RECOMENDAÇÕES DO MÊS, que podem ser vistas logo a seguir.

ARTISTAS DO MÊS:

- The Pretenders

- Helloween

- Yes

- Muse

- Traveling Wilburys

- Duran Duran

ÁLBUNS DO MÊS:

- Alice Cooper - Breadcrumbs (EP) (2019)

- Chrissie Hynde - Valve Bone Woe (2019)

- Beth Hart - War In My Mind (2019)

- Nick Cave & The Bad Seeds - Ghosteen (2019)

- Babymetal - Metal Distortion (2019)

- Eclipse - Paradigm (2019)

- Flying Colors - Third Degree (2019)

- Tarja - In The Raw (2019)

- Goodbye June - Community Inn (2019)

- Dream Theater - Metropolis, Pt. 2: Scenes from a Memory (1999)

- Rush - Counterparts (1993)

- Fight - War Of  Words (1993)

- Freddie Mercury - Mr. Bad Guy (1985)

- Arcadia - So Red The Rose (1985)

FAIXAS DO MÊS:

- The Heavy - Everything I Got (2019)

- The Black Keys - Get Yourself Together (2019)

- Foo Fighters - Times Like These (Acoustic) (2019)

- Marilyn Manson - This Is Halloween (2006)

- Green Day - Wake Me Up When September Ends (2004)

- Porcupine Tree - Piano Lessons (1999)

E confira também a playlist feita durante outubro de 2019: