terça-feira, 25 de agosto de 2015

ESPECIAL METAL GEAR SOLID - "I'm still in a dream, Snake Eater!"


Olá! Sou fã de Metal Gear Solid há muito tempo e, devido ao lançamento de "Metal Gear Solid V: The Phantom Pain" no próximo dia 01/09, resolvi fazer uma série de postagens especiais para celebrar tanto o novo game quanto o encerramento da épica criação de Hideo Kojima. Mas não contarei a trama da saga ou farei reviews de cada título, e sim falarei um pouco das minhas experiências com os jogos na ordem em que eu os descobri, coisa que, acredito eu, muitos irão se identificar.

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Eu joguei a série Metal Gear Solid numa ordem completamente errada.

Antes de tudo, acho que vale situar as coisas: eu tinha por volta de 10 anos e costumava comprar a famigerada "Dicas e Truques para PlayStation". Sim, os tempos eram outros, a internet banda larga ainda dava seus primeiros passos no Brasil e o melhor jeito de ficar por dentro das novidades dos games, arranjar dicas e ver críticas ainda era através de revistas. Em suas edições, um jogo que vinha recebendo destaque era um tal de "Metal Gear Solid 3: Snake Eater", sendo sempre elogiado por todas as suas inovações, atmosfera envolvente e apresentação única, e consagrando-se, assim, o "melhor jogo de PlayStation 2" até aquele momento, segundo os redatores.

E eu, obviamente, fiquei curioso. Afinal, se esse game era tão bom e inovador, então certamente eu, uma criança que gostava muito de ficar horas jogando video-game, deveria tê-lo. E fui atrás. Mas eu nunca encontrava nas lojas da minha cidade (interior de São Paulo, as coisas realmente demoravam mais para chegar por lá, mas esse aparentemente não existia naquelas terras). Para a minha sorte, alguns amigos meus conseguiram suas cópias (comprando em outras cidades, importando, sei lá). Então, tudo o que tive que fazer foi pegar emprestado por uns dias, para testar e afins.

Vocês devem estar se perguntando: "que tipo de pessoa começa a jogar uma franquia pelo seu terceiro título? Quer dizer, tem outros dois antes, que você tá simplesmente ignorando, não deveria jogá-los primeiro?" Afinal, ninguém começa a ver Star Wars por "O Retorno de Jedi" ou "A Vingança dos Sith". Ninguém lê Harry Potter começando pelo "Prisioneiro de Azkaban". Ninguém assiste "De Volta Para o Futuro III" antes dos outros dois. Senhor dos Anéis não deve ser iniciado por "O Retorno do Rei". E, especialmente, você não deve ver "Exterminador do Futuro: A Rebelião das Máquinas", "Homem de Ferro 3" ou Homem-Aranha 3" antes dos demais. Aliás, você nem deve ver esses filmes, mas isso fica pra outra discussão.

Mas e se for Indiana Jones? Bom, você pode tranquilamente começar por "A Última Cruzada", pois cada longa clássico tem sua história fechada e redonda, sem grandes ligações diretas com a trama dos demais. E, felizmente, esse é o caso de "Metal Gear Solid 3" em relação ao seus antecessores. Mais do que isso, ele é o primeiro na ordem cronológica dos acontecimentos da saga, antes mesmo dos velhos jogos que deram início a tudo, "Metal Gear" e Metal Gear 2: Solid Snake", para MSX (que não devem ser confundidos, em hipótese alguma, com "Metal Gear Solid" e "Metal Gear Solid 2: Sons of Liberty"). Então, não foi exatamente um erro ou um grande problema.

Ainda que fosse um problema, não seria um que eu me arrependeria de ter cometido. Porque o game mudou minha vida desde a primeira vez que o joguei. A começar por sua abertura:



Quanta perfeição. Eu já a vi dezenas, centenas de vezes, e nunca me cansei. Essa bela homenagem aos temas dos 007 clássicos entoada por Cynthia Harrell é uma música que sempre me encantou, e sempre me encantará. E todo o clima de anos 1960, Guerra Fria e espionagem só colaboram para melhorar tudo isso, dando o tom certeiro sobre o que o jogador pode esperar  daí para frente. Para melhorar, essa introdução é interativa. Você pode mexer com a ondulação das letras, mudá-las para caracteres em japonês, transformadas em esqueletos de cobra, mudar as cores de fundo, mudar imagenzinhas, direcioná-las de forma diferente... Basicamente, você brinca com tudo aquilo ao seu bel-prazer, algo que se repete na tela de "Press Start". Simplesmente fantástico.

Quando entrei no game de fato, minha cabeça explodiu. Nunca tinha visto nada como aquilo, seja nos quesitos de gráficos, gameplay, sons ou ambientação. Eu realmente me sentia na pele de um espião estadunidense infiltrado nas selvas soviéticas em uma missão ultra-secreta. Tudo colaborava para isso: a (então) perfeição visual, os controles perfeitamente responsivos, os barulhos da natureza selvagem e a vida daquele local, com a fauna e a flora em perfeita sincronia. Aliado a esses detalhes, ainda havia a ação em stealth meticulosamente criada, uma ótima inteligência artificial dos inimigos, áreas diferentes a serem exploradas, um vasto arsenal a ser encontrado conforme se progredia, "boss battles" emocionantes (The End e The Boss, em especial), segredos e easter eggs. Recursos inovadores como a possibilidade de escolher um traje e pintura facial diferentes para se camuflar melhor em cada local do jogo, a necessidade de caçar animais ou encontrar alimentos para manter sua barra de stamina em bons níveis e a opção de realizar curativos ou usar medicamentos no caso de algum ferimento ou envenenamento só colaboravam ainda mais para transformar a experiência na melhor que já tive com video-games até hoje.

Mesmo tendo pego MGS3 emprestado, apenas para "testes", eu fiquei com o jogo por um bom tempo. Zerei várias e várias vezes, tentando conseguir todas as armas, camuflagens, pinturas e tudo mais que pudesse estar escondido, ao mesmo tempo que ia batendo meus recordes de tempo de término do jogo (acho que meu melhor tempo foi 2:53h na época), e usando apenas a arma de tranquilizantes para tudo. Quando devolvia, pegava emprestado com algum outro amigo que o tinha. E fiquei um belo tempo nesse esquema, até que finalmente pude comprar a minha própria cópia.

Só que o "Metal Gear Solid 3" que eu comprei era diferente daquele que meus amigos tinham. Enquanto a versão deles era a "Snake Eater", a minha era a "Subsistence", lançada um ano depois. E qual a diferença? Bom, meu jogo tinha algumas novidades. Novas camuflagens e pinturas foram inseridas, além de mais um nível de dificuldade, o "European Extreme" (que também esteve presente na versão "Substance" de MGS2). Fora isso, esse lançamento tinha um disco extra, que continha várias cutscenes engraçadalhas que parodiavam momentos do próprio game, o modo "Snake vs Monkey" (já presente na versão comum, mas agora com novas fases), os clássicos "Metal Gear" e "Metal Gear 2: Solid Snake", em toda sua glória, e o modo online, que eu infelizmente nunca pude jogar, pois internet no PS2 era luxo demais em uma época que eu tinha 512 kbps de banda larga. A grande e mais essencial inovação, porém, ficou por conta da inserção da câmera livre em todos os modos, ao contrário da câmera em ponto fixo vista até então. Isso melhorou a experiência em todos os aspectos, e acabou se tornando tendência para os títulos da saga que viriam a seguir (o próprio Kojima disse que testou o recurso nessa versão já pensando em MGS4).

A única coisa ruim de "Metal Gear Solid 3: Subsistence" é que ele não compartilhava o save com "Snake Eater". Ou seja, todo meu progresso e esforço feito com os jogos dos meus amigos foi por água abaixo. Mas tudo bem, pois tive a "sorte" de fazer tudo de novo. E foi ainda melhor dessa vez.

Mas e a história? Ah, a história... É engraçado ter tanto amor por uma trama que eu só fui entender por completo anos depois, quando rejoguei toda a franquia (agora na versão remasterizada em HD) por volta de 2012, justamente para conseguir compreender tudo (antes só havia lido em fóruns e afins, pois meu inglês ainda era bem básico). E valeu muito a pena, pois pude reviver momentos marcantes e aproveitar muito melhor outros que passaram completamente despercebidos. Um enredo complexo, abordando diversas questões políticas (num tempo tão delicado para o mundo), militares e de lealdade, apresentado majestosamente pela visão cinematográfica de Hideo Kojima e que, aliado ao visual de cair o queixo e uma gama de personagens carismáticos e memoráveis, se tornou algo único. Jamais esquecerei certos momentos, especialmente aqueles no final do game. MGS3 ainda possui uma das minhas citações favoritas, proferida por The Boss antes de seu confronto final com Snake:

"In 1960 I saw a vision of the ideal future from space. Three years earlier the Soviet Union had succeeded in launching Sputnik, the first manmade satellite in history, into orbit. This came as a huge shock to the United States. In response, America threw everything it had into its own manned space flight project, the Mercury project. Even as the Soviets seemed poised to send their first man into space America was still experimenting with chimpanzees in rockets. The government wanted human data. So they secretly decided to send a human being into space. I was the one they chose. At the time they didn't have the technology to block out cosmic rays and whoever they sent up would inevitably be exposed to heavy radiation. That's why they chose me. After all, I had already been irradiated once. Of course, you won't find any of this in the history books. I could see the planet as it appeared form space. That's when it finally hit me. Space exploration is nothing but another game in the power struggle between the US and USSR. Politics, economics, the arms race - they're all just arenas for meaningless competition. I'm sure you can see that. But the Earth itself has no boundaries. No East, No West, No Cold War. And the irony of it is, the United States and the Soviet Union are spending billions on their space programs and the missile race only to arrive at the same conclusion. In the 21st century everyone will be able to see that we are all just inhabitants of a little celestial body called Earth. A world without communism and capitalism... that is the world I wanted to see. But reality continued to betray me.

É, "Metal Gear Solid 3" foi um game que marcou bastante minha vida. Uma experiência inesquecível e única, que mudou minha maneira de encarar video-games para sempre. E eu sei que isso também aconteceu com muitos outros, pois vejo direto pessoas dizerem que este é seu título favorito da franquia e também foi seu primeiro. Saibam que sofremos juntos para enfrentar The End, criamos o "Time Paradox" ao atirar em Ocelot quando ele está nocauteado, caçamos os sapos Kerotan em cada novo cenário que explorávamos e nos emocionamos juntos com as cenas que fecham a história. Fico feliz em ter crescido jogando a saga, enquanto pude vê-la evoluir conforme crescia. E, do mesmo jeito que eu envelheci, MGS3 também envelheceu, e envelheceu muitíssimo bem. Mesmo mais de 10 anos depois, esse ainda é meu jogo favorito entre todos que já joguei, algo que talvez só venha a ser desbancado por "Metal Gear Solid V: The Phantom Pain".

"Mas espera, se tantos outros fizeram como você e começaram pelo terceiro jogo, porque você disse que jogou numa ordem completamente errada?"

Calma, esse é só o começo...

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

[CRÍTICA] Ghost - "Meliora" (2015)


Há álbuns que te cativam e te conquistam logo na primeira ouvida. Dentre estes, posso destacar todos os lançados pelo Ghost até o momento. "Opus Eponymous", o debut do grupo, me ganhou desde o momento que ouvi apenas a música "Ritual", para ver se o estilo dos caras me agradava, e a experiência completa foi hipnotizante, com aquele som simples, mas bem elaborado, e todo aquele clima sombrio e ocultista, indo contra a maré do "Rock está morto" (coisa que hoje sei muito bem que nunca foi verdade, apenas um discurso de tiozões saudosistas). O registro seguinte, "Infestissumam", me dominou por completo durante uma boa quantia de meses. Com um instrumental ainda simples, porém melhor lapidado, afiadíssimo e flertando abertamente com outros subgêneros como o Surf Rock e o AOR, aliado à performance vocal avassaladora do Papa Emeritus II, aquele para mim era o suprassumo da versatilidade dentro da proposta, e possivelmente o trabalho definitivo da banda. Realmente achei que eles não conseguiriam lançar algo tão bom quanto aquilo.

Felizmente, há no mundo artistas que se desafiam a cada novo lançamento. Esse também é o caso do Ghost. Como é bem nítido, houve uma mudança no estilo do primeiro para o segundo disco. Então, porque não fazer o mesmo para um terceiro? E eles fizeram, e como fizeram. A promessa de um dos Nameless Ghouls, os instrumentistas mascarados cujas identidades ninguém sabe, era de um trabalho mais focado na parte instrumental, em contraponto ao destaque vocal de "Infestissumam", e isso já se mostrava bem claro com as três primeiras músicas divulgadas de "Meliora".

Antes de falar de "Meliora" como um todo, acho importante falar mais sobre as tais três músicas reveladas previamente. "Cirice", "From Pinnacle to the Pit" e "Majesty" não poderiam ser escolhas mais acertadas para a divulgação, pois, além de evidenciarem as diferenças em relação ao seu antecessor, também escancaram ao ouvinte tudo de melhor que o álbum pode oferecer. O destaque aos instrumentos, como prometido, está lá, com arranjos extremamente bem trabalhados, versatilidade e a adição de uma boa dose de peso, especialmente se comparado com o som apresentado anteriormente. O trio de composições também é provavelmente o ponto mais alto do álbum, sendo todas excelentes e facilmente relacionáveis, já que, mesmo com todas as mudanças, a marca registrada do Ghost está sempre presente: o clima macabro e toda a interpretação do vocalista. E não dá para simplesmente destacar uma delas, já que justamente suas peculiaridades são o que as tornam igualmente excelentes.

Sendo assim, é hora de falar das músicas que ainda não eram de conhecimento do público. "Meliora" tem sua abertura decretada com "Spirit", uma música forte, sombria e densa, ou seja, um ótimo cartão de visitas, que ainda tem a vantagem de fazer uma sutil transição para a entrada de "From Pinnacle to the Pit", de modo que as faixas poderiam muito bem ser uma só. "Spöksonat" serve como introdução para a também acústica "He Is", uma das mais sensacionais do CD, pelo modo como ela evolui em seus pouco mais de 4 minutos de duração. "Mummy Dust" provavelmente é a mais pesada do registro, com uma excelente performance de teclado. "Devil's Church" faz jus ao nome, com um órgão e um coral que remetem às missas clássicas, e também introduz "Absolution", que, para mim, é a composição mais contagiante de todo o álbum, com um dos melhores refrões que já ouvi nos últimos tempos, muito graças ao magistral piano que acompanha as palavras de Papa Emeritus. Finalizando com chave de ouro, temos "Deus In Absentia", bem cadenciada e que ainda traz um coro de cantos gregorianos em seus derradeiros segundos.

O que eu mais gostei desse novo disco do Ghost, e acredito que já tenha ficado bem evidente, foi a parte instrumental. Mas é perfeitamente justificável, já que a mudança de algo que já era ótimo nos dois primeiros lançamentos foi na verdade uma evolução. Todos os membros se arriscam mais, a criatividade está além da estratosfera, os arranjos equilibram melodia e peso num nível ideal para a proposta da banda, as guitarras são máquinas de riffs e solos impecáveis, o baixo se destaca e é influente, a bateria faz viradas espetaculares e os teclados são um show a parte, com variações absurdas e a colaboração essencial para a criação do clima soturno. E, apesar de pouco ter falado do Papa Emeritus (agora em sua terceira encarnação, como manda a tradição), sua performance vocal não deve em nada, especialmente tendo "Infestissumam" em mente, alcançando o ápice com "Cirice".

É sempre difícil falar de um álbum tão bom. Sempre fico com a sensação de que faltam palavras o suficiente no mundo para conseguir transmitir minhas impressões. Juro que tentei meu melhor, mas o único jeito de compreender "Meliora" é ouvindo-o na íntegra e repetindo o processo várias e várias vezes, pois, ainda por cima, as músicas crescem a cada audição. Mais uma obra prima desses suecos que ninguém sabe quem são, mas que certamente são alguns dos músicos mais criativos e versáteis dos últimos tempos. Forte candidato a melhor do ano.

Vida longa ao Ghost e toda sua colaboração para a música!

NOTA: 10,0

Ouça agora "Meliora" NA ÍNTEGRA:



Confira também o excelente clipe da música "Cirice":

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Novidades direto da D23!

Ocorreu neste fim de semana em Anaheim, California, a convenção D23, que é, basicamente, uma mini Comic Con focada na Disney e em suas propriedades, como a Pixar, Marvel e Lucasfilm. Coisas bem bacanas foram divulgas por lá, e por isso resolvi trazer algumas delas para o blog.

PIXAR: nosso estúdio de animação favorito confirmou três sequências: Os Incríveis 2, Carros 3 e Toy Story 4, como é possível conferir na imagem abaixo.


Dessas três novidades, há detalhes apenas sobre a última. O novo Toy Story será de fato uma espécie de comédia romântica com base no relacionamento entre o caubói Woody e Bo Peep (conhecida no Brasil, por motivos que desconheço, como Betty), a boneca pastoreira dos dois primeiros filmes. 

Além disso, foi anunciada uma nova animação chamada "Coco", que terá como inspiração o Dia de los Muertos, e "Procurando Dory" recebeu uma nova imagem, que conta com um novo personagem, o polvo Hank:


MARVEL: o primeiro trailer de "Capitão América: Guerra Civil" foi divulgado na feira, e ele é completamente diferente daquela descrição que apareceu na internet uns dias atrás. Nada de Homem-Aranha, e nada do vídeo também, que só deve ser lançado mundialmente por volta de NOVEMBRO. Também foi mostrada uma arte conceitual do uniforme do Doutor Estranho, que também ainda não está disponível, mas que, segundo relatos, está extremamente fiel ao das HQs.

PIRATAS DO CARIBE: o quinto longa da franquia, "Dead Men Tell No Tales", realmente está acontecendo e sairá em 7 de julho de 2017. O logo foi finalmente divulgado:


Além disso, foi confirmado retorno de Orlando Bloom como Will Turner, bem como o envolvimento de Javier Bardem com filme, que interpretará um pirata chamado Capitão Salazar.

STAR WARS: pra início de conversa, Colin Trevorrow foi confirmado como o diretor de "Star Wars Episódio IX" (muito provavelmente graças ao 1.5 bilhão de dólares que "Jurassic World" fez nas bilheterias mundiais, sendo o maior sucesso do ano até o momento). Logo em seguida, foi divulgado que o primeiro filme derivado da franquia mudou de nome e agora se chamará "Rogue One: A Star Wars Story" (antes conhecido como "Star Wars Anthology: Rogue One"), e a primeira imagem do elenco caracterizado foi mostrada (e, por algum motivo, não consigo tirar meus olhos dela):


Da esquerda para a direita: Riz Ahmed, Diego Luna, Felicity Jones (<3), Jiang Wen e Donnie Yen.

Em seguida, foi a vez de "Star Wars: O Despertar da Força" tomar o palco. Nada de trailer, como já havia sido divulgado, mas mostraram o (finalmente) primeiro pôster do longa, feito por Drew Struzan, também responsável pelos posteres de todos os demais filmes da franquia. Por algum motivo, não soltaram a imagem oficialmente na rede, então contentem-se com essa foto dele: 


Pra fechar o painel, o CEO da Disney, Bob Iger, divulgou que Star Wars ganhará dois parques temáticos completos, em conjunto à Disneyland, na Califórnia, e à Walt Disney Resort, na Flórida. Eles terão experiências imersivas, com personagens icônicos espalhados por toda a área, e também um SIMULADOR DE MILLENIUM FALCON. Comecem a guardar dinheiro desde já.

KINGDOM HEARTS: foi revelado que a tão aguardada sequência terá um mundo baseado em "Operação Big Hero", animação de sucesso do Walt Disney Studios lançada no fim de 2014. Confira o anúncio completo abaixo:



Para finalizar, fiquem com essa imagem do dia que o Capitão Han Solo encontrou o Capitão Jack Sparrow:

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

O novo "Quarteto Fantástico" é tão ruim assim?


A internet explodiu na última semana com uma enxurrada de críticas negativas e ofensas para "Quarteto Fantástico", a nova tentativa da 20th Century Fox em iniciar uma franquia para a equipe que deu início ao Universo Marvel dos quadrinhos como conhecemos hoje. O filme, no momento em que realizo esta postagem, está com nota 3.9 na IMDb, 27% de aprovação no Metacritic e apenas 9% no Rotten Tomatoes, um resultado bem próximo de pérolas como "Batman e Robin", "Mulher-Gato" e "Elektra", ao mesmo tempo que se mostra inferior a ambas as adaptações dos heróis realizadas anteriormente.

Todo esse repúdio ao longa me deixou extremamente surpreso, pois eu jamais esperaria uma recepção tão negativa depois de ser surpreendido pelos trailers, com todo seu clima e proposta interessantes. Isso me fez não ir ao cinema logo nos dias após a estreia, como é de meu costume. Mas acabei conferindo-o mesmo assim, mais tomado pela curiosidade de saber o quão corretos estavam os críticos do que com a esperança de ver algo bom, como eu aguardava anteriormente.

O começo foi bacana. Reed Richards se mostrando um gênio para o mundo, mas com poucos que o compreendiam. Ele conhece o Dr. Franklin Storm e sua filha, Sue, que percebem o quão valioso é seu intelecto, e logo vai para o Edifício Baxter trabalhar em uma máquina de viagem interdimensional. Lá ele conhece Victor Von Doom, um rapaz de certa forma arrogante, egocêntrico e um pouco insosso. Johnny Storm aparece logo depois após aceitar a proposta de seu pai, com seu jeito malandro e divertido. Reed e Sue vão se tornando mais próximos, o que desperta ciúmes em Victor. E então eles concluem a invenção, mas os militares para quem eles trabalham não deixam que os cientistas sejam cobaias da própria criação. Só que eles fazem mesmo assim, depois de concluírem que essa seria uma ótima ideia enquanto estavam todos bêbados e falando besteira, e ainda recrutam Ben Grimm, melhor amigo de Richards, para acompanhá-los (uma exigência do próprio amigo). Mas o experimento dá errado, tudo sai de controle na outra dimensão em que eles estão, e então um terrível acidente ocorre quando eles tentam voltar para casa. E assim os personagens ganham seus poderes.

Legal, né? Mas quanto tempo demorou pra isso acontecer, uns 30 minutos? Não. Foram cerca de 45 minutos só de começo, ou primeiro ato, como preferir. Isso não seria exatamente um problema, exceto pelo fato de que o filme tem apenas algo por volta de 1:30h de duração (descontando os créditos). Ou seja, metade do filme foi só introdução. Ou seja (novamente): o resto do desenvolvimento talvez ficasse corrido. Mas tudo bem. Estava gostando do filme até ali, o que poderia dar errado?

A resposta: TODO O RESTO.

Reed Richards foge ao ver o que aconteceu com si mesmo e aos outros, já não sendo o líder que deveria ser, como ocorre nas HQs. Aí há um corte para um ano depois, e os militares vem treinando os membros remanescentes do acidente e os colocando em "black ops". Algum gênio teve a brilhante ideia de que o futuro do exército dos EUA seria desenvolver mais humanos com poderes como aqueles (por que não, afinal?), mas para voltar à outra dimensão eles precisam reconstruir a máquia, e só Richards pode ajudá-los nisso (afinal, ninguém tinha os projetos salvos em lugar algum). Eles encontram Reed, e só Ben, já sendo o Coisa, está p*** da vida com seu antigo amigo por tudo o que aconteceu. A experiência é refeita, dessa vez com militares a bordo, e eles acham Von Doom inexplicavelmente vivo na outra dimensão (sim, ele ficou pra trás), que de alguma forma encontrou um pedaço de pano verde por aquelas terras inóspitas e estava com metal por todo o corpo. Infelizmente, os efeitos usados para tal foram os mais porcos possíveis, e o personagem ficou com um dos visuais mais toscos que eu já vi na vida.

E então, em menos de 10 minutos, Victor decide que quer destruir a Terra porque agora tem poderes (que deveriam ser magia oculta, mas foram adquiridos pelo contato com a "lava" interdimensional), mata Franklin Storm sem motivo aparente, abre um portal dimensional e lança um raio vindo da suposta Zona Negativa contra o planeta. Então os outros quatro se unem para derrotá-lo, acabam com a ameaça e o vilão desaparece. Aí eles ganham um quartel general no meio do nada após negociarem com o governo. E acabou.

No fim, o maior vilão de "Quarteto Fantástico" não foi essa sombra cinematográfica de Doutor Destino, e sim a execução completamente errada e a péssima distribuição de tempo da adaptação. E, aliado a isso, temos atuações mal direcionadas de todo o elenco, que variam entre momentos bem convincentes e outros que até uma mesa de centro se expressaria melhor; efeitos especiais totalmente artificiais e mal feitos; distorções das personalidades dos personagens, em especial na segunda metade do filme, onde só o Coisa foi bem representado; trilha sonora inexpressiva; essa ideia genial de envolver militares na trama e, para finalizar, uma destruição completa da imagem de Victor Von Doom, o melhor antagonista das histórias da Marvel.

Fiquei bem triste com o filme. Não pelo que ele é, mas pelo o que ele poderia ter sido. Uma boa premissa baseada no Universo Ultimate, um elenco que já demonstrou seu talento em outras obras e um promissor jovem diretor que foi responsável por um ótimo longa sobre pessoas superpoderosas acabaram se transformando em uma enorme perda de tempo e dinheiro. E, independente de quem foi o culpado por esse resultado, espero que a Fox tenha finalmente entendido que eles não sabem usar o Quarteto Fantástico. Então, retornem logo os direitos para a Marvel Studios, por favor.

NOTA: 4,5/10

quinta-feira, 16 de julho de 2015

"Homem-Formiga", um dos filmes mais diferentes (e divertidos) da Marvel


Nos quadrinhos, o Homem-Formiga é um dos fundadores dos Vingadores. Também é o criador do robô Ultron. E é isso. O personagem nunca teve muito destaque, sendo um desconhecido para o grande público, suas histórias quase sempre eram medianas e ele nunca conseguiu sustentar um título solo por muito tempo. Então, é claro que um filme sobre o herói foi observado com muita suspeita pelos fãs, ainda mais com uma demora tão grande na produção e uma troca repentina no diretor, saindo o elogiado Edgar Wright para a entrada do pouco conhecido Peyton Reed.

Mas a Marvel conseguiu. Mais uma vez, entregaram um filme extremamente divertido, com roteiro conciso, grandes nomes no elenco e efeitos estonteantes. Uma boa trama de assalto, no melhor estilo de "Onze Homens e Um Segredo". Muitas piadas e tiradas em um longa que sabe não se levar tão a sério, bem na pegada de "Guardiões da Galáxia", outra aclamada realização do Marvel Studios. Ao mesmo tempo, você consegue se conectar com aqueles personagens, graças a suas personalidades bem construídas e dramas pessoais. 

O grande destaque, porém, vai para as cenas em que o personagem-título fica diminuto. Nossa, como aquilo é legal! Souberam demonstrar perfeitamente o senso de dimensão e proporção de um mundo tão gigante para um herói tão pequeno. Simplesmente fantástico, de modo que usam e abusam do recurso nos momentos de ação, os quais se diferenciam de tudo o que você já viu na vida graças a isso. Esse é justamente o grande trunfo do último ato do longa, que possuí uma das sequências mais bacanas de tudo o que já foi feito pela Marvel até hoje.

A única coisa que desagradou um pouco, porém, foram as cenas de drama. Para um filme que não se leva a sério, elas ficaram meio deslocadas. Talvez algo no modelo do já citado "Guardiões da Galáxia" fosse melhor, sendo tais momentos bem breves e diluídos em duas horas de zoação, ação e ótimas músicas. O vilão Jaqueta-Amarela também não é lá a melhor coisa já feita, mais uma vez mostrando o problema crônico do estúdio em desenvolver melhor seus antagonistas.

De resto, tudo está bem encaixado, inclusive as referências e a integração ao resto do Universo Cinematográfico Marvel, bem colocadas, pontuais e que em momento algum soam forçadas. Assim, mesmo sendo parte de toda essa loucura, "Homem-Formiga" consegue se sustentar bem e se sobressai como um filme solo. Mais do que isso, é um filme que tem uma alma e um estilo bem próprio.

Ah, e tem uma referência a Star Wars! Um easter-egg simples e bem colocado, mas aqueles que perceberem certamente irão sorrir.

PS: esqueci de dizer antes, mas gostei da escolha de Scott Lang para ser o Homem-Formiga principal do cinema. Hank Pym sempre será o primeiro e original, mas, além de ser um personagem problemático e controverso, já usou muitas alcunhas além dessa nas HQs, como Gigante, Golias, Jaqueta Amarela (sim, ele já adotou até mesmo o nome e o uniforme de seu inimigo), O Vespa... Simplesmente não dá pra construir uma marca para um indivíduo que muda de nome toda hora! Felizmente, o estúdio não se esqueceu do legado do herói e soube adaptar isso bem para as telas, ao mesmo tempo que sua relação com Lang e a "passagem do manto" foi bem trabalhada.

NOTA: 8,3

Confira o trailer: