segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Sobre os nomes dos novos personagens de Star Wars: O Despertar da Força


Sério, essa piada é tão óbvia que eu não sei como imagens como essa acima (porcamente editada por eu mesmo, inclusive) não infestaram toda a internet.

Não entendeu? Bom, na última quinta, dia 11/12, foram revelados os nomes dos novos personagens que apareceram no teaser do sétimo filme de Star Wars, "O Despertar da Força", divulgado há duas semanas. O personagem interpretado por John Boyega se chamará Finn, a personagem de Daisy Ridley é conhecida por Rey, Poe Dameron é o nome do piloto feito por Oscar Isaac, o "Droide-Jabulani" é BB-8 e o provável vilão portador da "Espada de Luz" se chamará Kylo Ren.

Foram boas escolhas, mesmo sem muitos detalhes sobre os novos caras. Mas, quando se trata de Star Wars, os nomes são o que menos importa (quer dizer, desde que ninguém se chame "Conde Dooku"...). Só acho que 18 de dezembro de 2015 está demorando muito pra chegar.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Alguns comentários sobre "O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos"


Um dos filmes mais esperados do ano, "O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos" é o último da trilogia que adaptou a obra de J. R. R. Tolkien, encerrando também a saga da Terra Média nos cinemas, inciada por Peter Jackson lá em 2001, com "O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel". O longa estreou no Brasil ontem, dia 11/12/2014, e eu, como o bom nerd e fã de cinema que sou, fui conferi-lo. Diferente do que geralmente faço, com críticas extensas analisando diversos aspectos, desta vez darei meu parecer através de breves comentários, que podem ser conferidos logo abaixo. E não se preocupem com spoilers, pois me contive ao máximo para não estragar nada.

- "A Batalha dos Cinco Exércitos" começa exatamente do ponto em que "A Desolação de Smaug" termina, sem por nem tirar. E, sendo sincero, poderiam ter prolongado o final do anterior em 1 ou 2 minutos para ele terminar pegando fogo, literalmente.

- Como era de se esperar, o título não está lá a toa. O filme é, basicamente, a batalha entre cinco exércitos para reivindicar/proteger o tesouro da Montanha Solitária. Não há muitos pontos da trama para serem desenvolvidos, mas os que existem são interessantes e conclusivos. E a porrada é de respeito.

- Apesar de o foco ser todo no confronto do título, ele demora pelo menos uns 45 minutos para realmente acontecer. Esse tempo é usado para desenvolver os motivos finais para tal ocorrência e já dar uma ou outra conclusão de eventos que tiveram suas consequências vistas na trama de O Senhor dos Anéis.

- O personagem Alfrid pode parecer um mero alívio cômico, mas ele contrasta muito bem a ganância e a covardia de certos homens com o altruísmo e a coragem de outros, algo que Bard representa.

- O sutil romance entre um anão e uma elfa é algo que, particularmente, continuo achando desnecessário. Mas ainda é algo bem tolerável, já que novamente não afeta em nada o andamento da história.

- Ainda sobre a Tauriel, a sua ausência dos eventos de O Senhor dos Anéis foi justificada e a criação da personagem se tornou perfeitamente compreensível.

- Peter Jackson, aliás, justificou ou consertou todos os "erros" e "absurdos" apontados pelos fãs mais xiitas em suas criações e alterações vistas em "A Desolação de Smaug". O que, francamente, estava na cara que aconteceria. 

- O desenvolvimento de Thorin Escudo-de-Carvalho é fantástico, especialmente levando em conta toda a trilogia. Bilbo também merece destaque, por se mostrar muito mais do que o simples hobbit covarde e acomodado que pensava ser. 

- Os efeitos estão espetaculares, como era de se esperar. Só que não são nada do que já não tenhamos visto nos outros 5 filmes da franquia (o que não é ruim). O mesmo vale para a bela fotografia.

- A trilha sonora deste longa é mais presente do que a do anterior, só que o tema da vez é o já conhecido e manjado "Concerning Hobbits", apresentado em "O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel". A música dos créditos, "The Last Goodbye", merece destaque.

- Mesmo sendo bom, "A Batalha dos Cinco Exércitos" não vai ganhar 11 Oscars, como ganhou "O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei". E, se concorrer a algo, será nas categorias técnicas.

- Elrond, personagem interpretado por Hugo Weaving, faz apenas uma breve aparição. E não, ele não fala "ISILDUR!".

- Diversas referências são citadas e mostradas para conectar O Hobbit a O Senhor dos Anéis. É legal, mas não é como se isso já não estivesse explícito desde o primeiro filme.

- Foi triste e difícil se despedir deste fantástico universo da Terra Média nos cinemas. (até anunciarem uma adaptação de "O Silmarillion")

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

10 discos lançados nesse ano que você precisa conferir: um prelúdio ao Top 10 2014

Em 2013, postei aqui uma lista contendo os 10 álbuns que eu mais gostei lançados entre janeiro e dezembro daquele ano. E, apesar de continuar com uma certa dificuldade para realizar minhas escolhas, confesso que foi boa a experiência de publicá-la, tanto é que já venho preparando meu Top 10 deste ano desde algumas semanas antes do anúncio do retorno do blog. Separei o que me impressionou entre tudo o que eu ouvi e levantei os 10 melhores, rankeei e tudo mais. 

Mas escolher apenas 10 foi algo difícil. O que eu faria com o restante da lista? Tinha muita coisa que simplesmente não poderia passar em branco. Por isso, para não cometer injustiças, resolvi falar sobre outros 10 CDs que chegaram aos ouvidos do público em 2014 e que merecem destaque. Eu poderia ter feito um Top 20? Poderia, mas preferi optar por este formato, até porque o Top 10 já estará longo o suficiente. Além disso, o que difere este post do que estará no ar nos próximos dias é que as escolhas não estão numeradas, e sim organizadas em ordem alfabética de acordo com as bandas/artistas. O intuito agora não é classificar o que foi melhor, e sim apresentar possíveis novos grupos e sons a todos. E, como vocês devem imaginar, eu preferi evitar o trabalho de ordenar mais uma seleção. 

Confiram, assim, outros lançamentos proporcionados a nós pelo maravilhoso mundo da música  nos últimos (quase) 365 dias.


Adrenaline Mob - Men of Honor

O Adrenaline Mob teve, com seu debut lançado em 2012, um bom começo, mas que não contava com uma identidade sonora definida. Com a saída do baterista Mike Portnoy e a entrada de A.J. Pero do Twisted Sister, que possui bem menos técnica, os caras acharam que a melhor solução seria apostar em um som mais direto. E deu muito certo: "Men of Honor" apresenta um Hard Rock de alta qualidade, variando entre músicas mais rápidas e agressivas e belas baladas bem executadas. E, apesar de ter causado desconfiança para muitos, Pero manda muito bem na bateria aqui, sendo inclusive um dos destaques do álbum. O Mob felizmente se encontrou e pode chegar a surpreender ainda mais no futuro.


Anathema - Distant Satellites

Este grupo pouco conhecido vindo de Liverpool, na Inglaterra, já soou das mais distintas formas possíveis, mas parece ter feito do Rock Progressivo o seu porto seguro. Seus dois últimos lançamentos já foram aclamados pela crítica, e neste ano os músicos resolveram nos presentear com este belo disco conceitual, que tem como tema a solidão. "Distant Satellites" emociona o ouvinte, que de certa forma se sente obrigado a escutar o disco varias vezes até conseguir absorvê-lo por completo. Quase o incluí em meu Top 10, mas acabei deixando-o de fora por pouco. Mesmo assim, vale muito a pena ouvi-lo.


Grand Magus - Triumph and Power

Esse trio sueco, que antes flertava bem mais com o Stoner e o Doom Metal, decidiu deixar os subgêneros de lado e fazer um som sem maiores pretensões de revolucionar qualquer coisa. E foi uma aposta acertada, pois, ao mesmo tempo que não inovam, executam seu trabalho com maestria e versatilidade dentro da proposta, para fazer um Saxon ou Manowar sentir vergonha com o que vem lançando ultimamente. Provavelmente o álbum mais Heavy Metal do ano e te deixará com vontade de sair por aí, montado a cavalo e brandindo uma espada.


Jack White - Lazaretto

O Joãozinho Branco, essa figura consagrada que mais parece um Edward Mãos-de-Tesoura da música, nos apresentou seu segundo registro solo, após o sucesso que foi "Blunderbuss". E "Lazaretto" se mostra uma continuação natural do que foi mostrado anteriormente, com a adição de novos elementos  (com destaque para o violino, bastante presente nas canções) e um aprofundamento ainda maior nas raízes do Rock. Ideal para quem estiver, por algum motivo, enjoado dos grandes nomes do gênero e buscar por novas sonoridades e influências.


Killer Be Killed - Killer Be Killed

Um supergrupo formado pelo vocalista e guitarrista Max Cavaleira, do Soulfly/Cavalera Conspiracy, o guitarrista e vocalista Greg Puciato, do The Dillinger Escape Plan, o vocalista e baixista Troy Sanders, do Mastodon, e o baterista Dave Elitch, do The Mars Volta, só poderia resultar em uma coisa: agressividade. E realmente Killer Be Killed é uma amostra de todo o peso e qualidade que os artistas em questão possuem. O álbum homônimo só tem pedrada atrás de pedrada, e funciona muito bem em dias de alto nível de estresse. Um ótimo começo para uma das parcerias que mais pode nos oferecer num futuro próximo.


Lindsey Stirling - Shatter Me

A talentosa youtuber e violinista dançante, revelada pela quinta edição do reality show America's Got Talent, executa uma mistura entre seu instrumento e a música eletrônica/dubstep que me agrada muito. Depois de seu bom trabalho de estreia, a ruivinha reuniu novas forças e inspirações para realizar "Shatter Me" e superar seu antecessor. Grande destaque para a música que dá nome ao álbum, que conta com a participação de Lzzy Hale, do Halestorm, e sua poderosa voz, sendo facilmente uma das mais viciantes canções lançadas neste ano. Vale a pena também conferir os clipes das faixas no canal de Lindsey no YouTube, todos criativos e bem produzidos.


Pink Floyd - The Endless River

Passei por um dilema pessoal sobre incluir ou não este disco em meu Top 10. Mas acabei deixando-o de fora por dois motivos simples: 1) ele é um compilado de gravações não utilizadas em "The Division Bell", e não algo que teve um processo de composição dedicado; e 2) a ausência da voz de David Gilmour em 95% do registro me incomodou muito e, por mais que eu tenha captado a mensagem passada, diversas faixas pareceram incompletas por conta disso. Mesmo assim, "The Endless River" esbanja qualidade, especialmente se tratando de sobras, e possui toda a característica do som do Floyd. Uma bela homenagem ao lendário tecladista Richard Wright, falecido em 2008, e que mostra que o trabalho da banda vai além de palavras.


The Black Keys - Turn Blue

Apesar de inferior aos seus dois trabalhos anteriores, os geniais "Brothers" e "El Camiño", o Black Keys ainda mostra sua força criativa aqui. A guitarra característica de Dan Auerbach cede boa parte de seu espaço para um presente teclado, e a dupla nos apresenta um som mais introspectivo (possível reflexo do divórcio pelo qual o guitarrista passou) e uma pegada ainda mais pop. Não é exatamente uma obra-prima, mas oferece muita qualidade, especialmente com a música "Gotta Get Away". De qualquer forma, fica aqui meu pedido por um retorno à sonoridade antiga.


Unisonic - Light of Dawn

A reunião entre o vocalista Michael Kiske e o guitarrista Kai Hansen, ambos participantes da formação clássica do Helloween, deu o que falar em 2012, com o bom e variado debut do Unisonic. Neste ano, o grupo voltou ainda mais afiado e definindo sua sonoridade como mais próxima do Heavy e do Power Metal que consagrou os alemães no fim da década de 1980. O Hard Rock, porém, continua muito presente, o que dá uma dinâmica excelente para "Light of Dawn". E o fato de poder ouvir Kiske cantar como nos velhos tempos chega até a emocionar, sendo este uma das maiores vozes de toda a história do gênero.


Vandenberg's Moonkings - Vandenberg's Moonkings

Adrian Vandenberg é um guitarrista holandês, mais conhecido por todo seu trabalho com o Whitesnake na época de maior sucesso comercial do grupo, entre 1987 e 1991. Depois de anos afastado do mundo da música, resolveu reunir uma galera e gravar um álbum. Um grande acerto, sem sombra de dúvidas, já que "Moonkings" oferece um ótimo Hard Rock executado por quem entende e muito do assunto. O vocalista Jan Hoving possui um timbre bem semelhante ao de David Coverdale, que inclusive está presente no disco em uma regravação de "Sailing Ships". Houve rumores de uma reunião entre Vandenberg e Coverdale após a saída de Doug Aldrich do Whitesnake, mas Joel Hoekstra foi chamado e não aconteceu. Bom para nós que, poderemos prestigiar mais lançamentos como este em breve.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

E lá vamos nós (novamente)...

OK, OK, vocês provavelmente devem estar pensando "não acredito que você criou essa porcaria de blog há mais de um ano, postou algumas vezes, desistiu e só agora resolveu retomar", ou "pff, de novo isso... Aposto que não dura nem duas semanas!" ou (e essa tem 90% de chance) "que lixo é esse no meu feed de notícias do Facebook? *DESCURTIR*". Tudo bem, é perfeitamente compreensível. A maior parte das pessoas que teve qualquer tipo de contato com este praticamente deserto blog já se esqueceu dele por conta do período ridículo de inatividade do mesmo, e os que ainda se lembram certamente já perceberam que algo deu errado. E realmente, eu passei muito longe do que pretendia e cheguei a expressar naquele texto inaugural publicado em 24 de junho do ano passado, para o recém-criado "Valar Morghulis, Valar Dohaeris - Um Blog sem Estandartes".

Em minha defesa, contudo, eu tive meus motivos, e eles não são poucos. Longe disso, aliás. Aprovações, perdas, confusões... Eu estive no olho de um tornado de emoções que, curiosamente, coincidiu justamente com o início desta tentativa de retorno ao mundo da escrita. Foi (e, de certo modo, ainda está sendo) a época mais complexa, intensa e transtornada de toda a minha vida. Em pouco menos de 6 meses, fui do Céu ao Inferno e passei uma temporada por lá. Se no primeiro momento eu estava em contato com mundo completamente novo para mim e me ocupei em explorá-lo ao máximo que podia, o que veio a seguir simplesmente destruiu praticamente toda aquela experiência, de modo que tudo o que eu mais gostaria de fazer era me distrair com qualquer coisa que não exigisse concentração, complexidade ou esforço mental. Realmente achei que escrever pudesse me ajudar naquele momento, como está bem claro em minha última postagem aqui até então, mas o bloqueio mental e todo o peso da ocasião foram mais fortes. 

E assim o blog, outrora tão promissor, foi deixado de lado. Complicações, falta de compreensão por parte de alguns e contratempos posteriores só agravaram mais uma situação que, por si só, já era bem difícil. Enquanto isso, hora e outra eu pensava no "Valar Morghulis, Valar Dohaeris", hora e outra amigos mais próximos o traziam para o assunto e pediam textos novos. Mas eu não estava nem um pouco afim, totalmente indisposto. E, sendo inteiramente franco, eu pensei seriamente em desistir. Não tinha dado certo, a vida segue em frente. Não cheguei a declarar isso para ninguém, só que ele estava fora dos meus planos.

Por volta de setembro deste ano, porém, as sábias palavras de um homem genial iluminaram minhas ideias. 

Neil Gaiman é um escritor inglês, conhecido mundialmente por obras como Sandman, Coraline, Stardust, Os Filhos de Anansi, Os Livros da Magia, Deuses Americanos e O Oceano no Fim do Caminho, seu mais recente lançamento, além de ter assinado o roteiro de dois episódios da atual série de Doctor Who: "The Doctor's Wife" e "Nightmare in Silver". E, apesar de ainda não ter lido por completo nenhuma de suas criações (algo que eu pretendo mudar o mais breve possível), ele é um dos grandes responsáveis por eu estar aqui hoje escrevendo este texto. Em maio de 2012, o autor realizou um discurso para os formandos da University of the Arts da Filadélfia, o qual acabou se tornando um livro chamado "Make Good Art". Mesmo já conhecendo Gaiman e toda a relevância de sua bibliografia, não fazia ideia da existência de tal evento. Felizmente, achei um link do Youtube no mais puro acaso.


Após assistir ao vídeo, olhei para minha vida sob outra perspectiva. Dentre várias outras coisas, eu percebi que simplesmente não estava criando absolutamente nada. Em tempos passados, me recordo de ser alguém bem mais criativo. Não apenas por escrever no falecido, porém jamais esquecido, Bar Obi-Wan ou por estar acostumado a fazer algumas redações. Antes, eu desenhava, inventava algumas histórias. Até mesmo cheguei a compor uma música, mas nunca a mostrei para ninguém. Tudo isso era esporádico e meu maior foco sempre foi a escrita mesmo, porém estava lá. Recentemente, entretanto, todas essas atividades estavam desaparecidas da minha vida, muito devido a tudo o que citei anteriormente. E eu estava encontrando certas dificuldades para me expressar. Desenvolver frases, respostas, textos, trabalhos, tudo parecia mais complicado para mim e nada fluía como antes. Dessa forma, tudo ficou claro após as singelas palavras do sr. Neil Gaiman: eu precisava voltar a criar.

É aí que o blog entra na jogada. Enquanto eu necessitava liberar a minha criatividade, o "Valar Morghulis, Valar Dohaeris" estava aí, largado as traças, esquecido por Deus. Um projeto falho, mal utilizado e com pouquíssimas postagens. Parecia o lugar certo para exercer a atividade, e eu resolvi, assim, retomá-lo. Mas não imediatamente, como é possível observar. Eu estava um tanto ocupado naquele momento, e de nada adiantaria eu retornar às postagens e de novo não dar continuidade. Não. Achei melhor adiar a ideia por um tempo e executá-la quando fosse melhor e mais certo para mim, e enquanto isso iria ponderando sobre ela e aperfeiçoando-a. E, por motivos que desconheço, sinto que agora seja o melhor momento para tal, aliado ao fato de que talvez toda a reflexão possível já tenha sido feita e eu esteja disposto e decidido a voltar.

Mas, ao acessar o blog novamente e analisá-lo durante o período entre a concepção e a execução de meu plano, percebi algo: eu não estava satisfeito com seus elementos. Sim, eu quem fiz tudo nele, dediquei momentos da minha vida a isso, só que nada parecia certo ou me agradava. A começar pelo nome: "Valar Morghulis, Valar Dohaeris - Um Blog sem Estandartes", que na época pareceu genial, era algo difícil e cansativo de se dizer, ler ou até pensar. "Valar Morghulis, Valar Dohaeris" também não ajudava muito, continuava complicado e extenso. A abreviação "VMVD" era horrível e me lembrava do um dia famoso "VDM - Vida de M*rda". E o background, que se encaixava perfeitamente com o logo (o que me deu um trabalho desgraçado para conseguir ajeitar), também se mostrou um problema, pela predominância da cor preta e o tom pesado que ela dava. Então, abri mão de tudo isso, visando um título mais simples e de fácil assimilação, e um clima que não espantasse os leitores.

E, assim, chegamos ao momento atual. Aqui estou eu, realizando essa postagem reinaugural e explicativa, após uma boa dose de trabalho para acertar todos os detalhes do novo nome, da nova URL (afinal eles estão atrelados, e se um muda...) e do novo aspecto visual, muito mais limpo e receptivo. A inspiração da vez? Bom, quem me conhece sabe que sou um grande fã da franquia de games "Metal Gear", que teve como último lançamento "Metal Gear Solid V: Ground Zeroes". Tirei o "es" do subtítulo, tornando-o assim o termo original, e achei que soava muito bem, então resolvi mantê-lo. O símbolo no fundo, por sua vez, é uma edição do logotipo de "Metal Gear Solid: Peace Walker". E, independente de qualquer coisa, acho que eles se adequaram muito bem às minhas intenções.

Quando eu disse, em meu primeiro texto aqui, que aquele era o início de uma nova jornada, mal sabia eu o que estava por vir. E, apesar de estar longe de ser a mais feliz das caminhadas, certamente tem sido uma de grande valor sentimental, aprendizado e amadurecimento. Talvez vocês vejam isso espelhado em meus próximos posts, talvez não. Aliás, outra novidade: pretendo mudar um pouco o meu padrão de escrita. Sempre me foquei em publicações mais longas, mas agora não vejo mais tanta importância nisso. Então, não estranhem se eu soltar algo que tenha apenas um ou dois parágrafos, pois o farei se achar necessário. A palavra de ordem é "criar". Ah, e o que eu falei nos primórdios sobre não postar notícias continua válido.

Enfim. Este lugar ficou parado por muito tempo e estou animado para voltar a escrever. Dessa vez, porém, não direi nada para gerar expectativas, pois o importante é deixar acontecer naturalmente. A única coisa que eu posso prometer é que darei meu melhor enquanto realizo meus textos, e espero que isso agrade outros. Se não, bom, já valeu por ter feito eu sair da inércia.

Welcome to Ground Zero.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Top 10 Álbuns de 2013


Olá, senhoras e senhores. Já faz um tempinho desde minha última atividade por aqui... Se é que dá para chamar este período de "tempinho". A última publicação é 12 de julho deste ano, 5 meses atrás. E, neste tempo, rolaram duas reviravoltas importantes na minha vida, uma 3 semanas depois da minha última postagem e outra recentemente, 3 semanas atrás. Boa e ruim, respectivamente. A primeira delas foi o que ocupou a maior parte do meu tempo e que acabou me afastando de meu recém nascido blog, que jamais foi esquecido, apenas deixado de lado. A segunda, curiosamente, foi o que me fez cogitar escrever novamente aqui, especialmente agora que tenho meu tempo livre, pelo menos até o fim de janeiro. Será bom para eu me distrair um pouco, extravasar certos sentimos e esvaziar minha mente. E acredito que a melhor maneira de retornar seja falar sobre uma das coisas que mais gosto: música.

Eu detesto, porém, listas. Não de vê-las, pelo contrário: adoro ver listas sobre qualquer coisa, pois, por mais que eu concorde ou não com suas escolhas, geralmente elas apresentam algum item que me era desconhecido ou passou batido, o que me faz procurar por eles e conhecer algo novo, muitas vezes diferente do habitual. O que eu detesto é fazer listas. Pra mim é muito difícil escolher um favorito entre qualquer coisa que seja, pois gosto de apreciar as diferenças que são oferecidas por cada uma e, existindo estas diferenças, torna-se praticamente impossível alguma comparação. Porém, tenho acompanhado as mais diversas listas publicadas por sites e pessoas especialistas no assunto sobre os melhores álbuns lançados em 2013 e, impulsionado por isto, resolvi publicar a minha também.

Antes de tudo, devo dizer o seguinte: não foram escolhas fáceis de serem feitas. 2013 foi um bom ano para a música, com diversos lançamentos, sendo muitos destes de qualidade. Então, escolhi os 10 que mais me agradaram, prenderam e chamaram a atenção desde a primeira audição, ou até mesmo desde o lançamento da primeira música. E, entre estes 10, foi mais difícil ainda escolher em qual posição eles deveriam ficar. Eu já tinha em mente quais seriam os dois primeiros lugares, mas não tinha decidido com certeza qual seria qual. E os demais, putz... Até agora não tenho certeza se estou satisfeito com a ordem, mas creio que seja melhor possível. Como falei anteriormente, comparar sons distintos é algo complicado para mim, mas creio que tenha ficado bom o suficiente e seja isto que eu realmente esperava expressar.

E lembrando: esta é a MINHA lista de melhores discos de 2013, baseada no MEU gosto musical e de acordo com os lançamentos que EU ouvi durante o ano. Você não é obrigado a concordar com ela e, inclusive, qualquer discussão é extremamente bem-vinda. Se achar que cometi alguma injustiça, que faltou algum CD, a área de comentários está sempre disponível para sugestões, que são lidas e averiguadas por mim. O ponto principal disso tudo é contribuir com o conhecimento musical de todos, tanto o meu quanto o dos amigos leitores. Então, acho interessante o compartilhamento de opiniões ser mútuo.

Vamos ao top 10:

#10: EVILE - SKULL


Já começo falando sobre um disco que teve pouca repercussão de uma banda que quase ninguém conhece. Eis a banda que soa mais Metallica desde o próprio Metallica (talvez até mais que eles mesmos hoje em dia). Evile é uma das melhores bandas de Thrash Metal que surgiu nos últimos anos, e que lançou 3 excelentes registros anteriormente. Mas "Skull" os elevou a outro nível, com uma boa variedade de sons e uma agressividade deveras consistente, além de power ballads muito bem trabalhadas. Um álbum que agrada os fãs do gênero do início ao fim, mas que seria ainda melhor se eles soassem um pouco mais autênticos, mesmo sendo ótimos no que fazem.

#9: STONE SOUR - THE HOUSE OF GOLD AND BONES, PART 2


Sempre ouvia falar bem de Stone Sour, mas não conhecia até o fim do ano passado/começo deste, quando peguei a discografia para escutar. Devo dizer que fiquei impressionado com a versatilidade do frontman Corey Taylor, especialmente por ter como referência o Slipknot e toda sua agressividade. Com "The House of Gold and Bones, Part 2", isto só foi consolidado. A continuação da primeira parte, lançada em 2012, é extremamente concisa, diversificada, impressionante e viciante. Me espanto por quase não tê-lo visto em outras listas por aí.

#8: BILLIE JOE ARMSTRONG + NORAH JONES - FOREVERLY


Esta é, com certeza, a parceria mais inusitada que ocorreu neste ano. Quem no mundo imaginou que Billie Joe Armstrong, vocalista e guitarrista do Green Day, e Norah Jones, conhecida por sua carreira solo voltada para o Jazz e o Pop, se uniriam para gravar um disco de Country? E quem imaginou que ele ainda seria bom? Pois é. Eu percebi logo quando ouvi o single "Long Time Gone", e confirmei ao ouvir o registro completo. "Foreverly", que na verdade é uma reinterpretação de "Songs Our Daddy Taught Us" do Everly Brothers (sacou o trocadilho?), tem um cadenciamento perfeito, e prende o ouvinte até o último segundo. As qualidades dos músicos só ficaram ainda mais evidentes, saindo de suas zonas de conforto e entregando um CD tão bom. Norah é com certeza uma das melhores vocalistas existentes no mundo hoje, e Billie Joe mostrou que pode desenvolver muito mais que os simples e empolgantes acordes do Punk Rock. Uma boa pedida especialmente para dias de descanso.

#7: PAUL MCCARTNEY - NEW


Ah, Paul McCartney... O que dizer deste que cada vez mais acredito não ser apenas um homem com talento absurdo, mas uma entidade divina da música? Pensem nisso: ex-membro dos Beatles e dono de uma carreira solo impecável, este senhor de 71 anos é o músico ainda vivo mais importante do mundo, vocês gostando ou não. E, mesmo com esta idade avançada, ele continua surpreendendo todos nós. "NEW" é o perfeito exemplo disto, com Macca soando original e moderno sem deixar de lado o que o consagrou. O álbum contou com a colaboração de 4 produtores importantes da música atual para chegar neste resultado sensacional, que hipnotiza e cativa graças a suas canções, algo só Paul poderia tornar possível. Genial, como sempre.

#6: THE WINERY DOGS - THE WINERY DOGS


Eu vou contra o que vi críticos afirmarem por aí e digo que um projeto com Richie Kotzen, Billy Sheehan e Mike Portnoy poderia dar errado sim. Os três são verdadeiros virtuosos de seus respectivos instrumentos, e, caso focassem muito em demonstrar suas habilidades e esquecessem da boa música, as chances de desastre seriam enormes. Felizmente eles foram pelo caminho oposto, preferindo algo mais "básico" e nos presenteando com um Hard Rock de primeira. É muito difícil escolher apenas um destaque, pois os três instrumentistas cumprem seus papéis de forma estupenda, mas creio que Kotzen seja o merecedor, por ser um guitarrista tão sensacional e dono de uma voz surpreendente, que em certos momentos chega até a lembrar dos tempos áureos de David Coverdale. E que lancem mais álbuns, por favor.

#5: ARCTIC MONKEYS - AM


Com certeza um dos CDs mais polêmicos do ano, daqueles típicos ame ou odeie. Um pouco superestimado, talvez, mas não deixa de ser excelente. "AM", no conjunto, é perfeitamente funcional, com músicas numa certa frequência que criam uma atmosfera fantástica. Individualmente, são igualmente boas e viciantes, o que também é muito importante. A pegada mais voltada para o Blues e a batida que lembra um pouco o R&B pode ter assustado algumas pessoas, mas isso nem de longe tira sua excelência, muito pelo contrário. Ponto para o Arctic Monkeys, que não ousa estagnar numa zona de conforto e está sempre procurando mudanças, sem deixar a conhecida qualidade de lado. Não é o melhor lançamento da banda, mas supera com folga seus últimos dois registros, "Humbug" e "Suck It And See".

#4: GHOST - INFESTISSUMAM


Pecado seria se este disco não se encontrasse nesta lista. Eu conheci o Ghost em meados de 2012, ouvindo pela primeira vez o ótimo "Opus Eponymus", que não recebeu a merecida atenção que deveria em seu lançamento. Realmente gostei do som, de toda a atmosfera criada pela banda e do fato de seus integrantes terem as identidades desconhecidas. Quando soube que um novo álbum seria lançado, fiquei com boas expectativas. Quando escutei "Infestissumam", porém, percebi uma coisa: a banda se elevou a outro patamar. Composições maravilhosas, com muitos ritmos integrados ao Metal, como o Surf Rock, o AOR e algumas pitadas de um som mais Pop. Mesmo com as letras satânicas (algo que eu ignoro e vejo apenas como um elemento para polemizar), é incrivelmente viciante e hipnotizante. Tudo isso somado ao forte marketing que envolve o grupo e o apoio de caras como James Hetfield e Dave Grohl (que produziu o EP "If You Have Ghost" e já tocou com eles diversas vezes como um dos "Nameless Ghouls") torna o Ghost uma das coisas mais legais que aconteceu ao Rock nos últimos anos. Vida longa ao Papa Emeritus!

#3: BLACK SABBATH - 13


Os deuses do Metal voltaram. Ou ao menos 3/4 deles. Tony Iommi, Ozzy Osbourne e Geezer Butler se reuniram com Brad Wilk (que substituiu Bill Ward devido a problemas contratuais e, aparentemente, também físicos) e o produtor Rick Rubin para gravar "13", CD o qual provavelmente será o último do Black Sabbath. Se realmente for, é uma despedida com chave de ouro, que fecha um ciclo de forma perfeita (os segundos finais de "Dear Father" deixam isso bem explícito). A ótima interpretação de Ozzy, riffs e solos memoráveis de Iommi e as linhas de baixo fantásticas e audíveis de Geezer são tudo o que os fãs poderiam pedir, com o baterista convidado também cumprindo seu papel de forma excelente. Destaque também para a mixagem que trouxe um som limpo, mas que ao mesmo tempo soube capturar todo o peso e "sujeira" característicos do grupo. A reunião mais aguardada dos últimos 2 anos realmente não ficou devendo em nada.

#2: DAFT PUNK - RANDOM ACCESS MEMORIES


Daft Punk nunca me decepciona. O fato de deixar o som eletrônico um pouco de lado e o enfoque no que foi gravado nos anos 1970 e 1980 certamente espantou algumas pessoas. Mas, ao mesmo tempo, agradou muitas outras. A dupla francesa acertou em cheio na sonoridade, nas composições, nos instrumentos usados, em tudo. É até complicado descrever "Random Access Memories" por ser tão rico, divertido e bom de se ouvir, com músicas que te envolvem e entretém durante toda sua duração. Para melhorar, ainda conta com participações geniais de Giorgio Moroder, Pharrell Williams, Nile Rodgers e Julian Casablancas (que fez algo parecido em seu mais recente lançamento com os Strokes, o ótimo "Comedown Machine"). Foi muito difícil deixar este excelente álbum em segundo lugar na lista, mas acredito que o próximo realmente mereça a colocação.

#1: DAVID BOWIE - THE NEXT DAY


Depois de 10 anos sem lançar um mísero novo registro, se mantendo recluso em boa parte destes, tendo anunciado aposentadoria e após um ataque cardíaco, eis que fomos agraciados com o anúncio repentino de que David Bowie lançaria um álbum de inéditas, com direito até a divulgação do clipe da melancólica "Where Are We Now?" na mesma data, e o da animada "The Stars (Are Out Tonight)" dias depois. O resultado, como se podia esperar após as prévias, foi simplesmente impecável, desde a curiosa e simples capa até o conteúdo do disco, com 14 (18, no caso da Deluxe Edition) composições impecáveis, que abrangem sonoridades de praticamente todas as fases da extensa carreira do camaleão. É uma mistura de sentimentos fantástica, que possibilitam até certas reflexões. Simplesmente perfeito, e, como dizem, "quem é rei nunca perde a majestade". Que este gênio possa continuar a surpreender a todos nós, por mais que sua saúde não esteja 100%.