segunda-feira, 5 de abril de 2021

BALANÇO MUSICAL - Março de 2021

(arte por Ron Garney e David Baron)

Olá! Seja bem-vindo ao meu projeto Balanço Musical, uma coluna mensal na qual falo sobre música, o que escutei no mês que se passou, o porquê das escolhas, o que me influenciou nesses dias, e publico uma playlist com uma faixa referente a cada dia do período. O objetivo não é nada além de escrever um pouco mais sobre música no blog, apresentar algumas coisas diferentes e dar às pessoas a oportunidade de conhecer novos artistas e canções. As postagens são publicadas sempre na primeira segunda-feira útil de cada mês (exceto quando ela coincide com o primeiro dia do mês).

Qual o valor de uma vida?

OK, sei que essa uma pergunta complicada (e bastante filosófica) para se iniciar uma coluna que foca, majoritariamente, em música, mas é a que ficou em minha mente nesse último março, que começou com uma nota ruim e se encerrou com uma nota triste. Com a escalada brutal de mortes por SarS-CoV-19 (ou Covid-19, ou novo coronavírus) durante as últimas semanas até a péssima notícia do falecimento de um amigo ao final do mês, não houve quase nada a se comemorar nos dias que se passaram, e mesmo o comemorável acabou ofuscado por tantas tragédias. O Brasil parece está em um ponto sem volta, já imortalizado em nossa desgraçada história, e que nos fará sentir vergonha sempre que olharmos para trás.

No meio disso tudo, a música, minha inseparável companheira, sempre por perto quando mais preciso. Não foi meu mês mais prolífico musicalmente, mas foi suficiente para me fazer ouvir o que eu precisava e quando eu mais precisava, o que fica bem claro em minha playlist ao fim do post. Tratando-se de números, segundo meu last.fm, foram 3.066 músicas ouvidas em março (média de 98/dia), incluindo 514 artistas, 911 álbuns e 2.494 faixas diferentes. Apesar de quase todos os valores estarem distantes daqueles de fevereiro, acabei errando minha previsão quanto ao número absoluto. E agora fico curioso para saber como se dará abril, mas vou evitar dar qualquer palpite dessa vez.

E sem novidades acerca do que ouvi nesses 31 dias que se passaram, apenas o Rock, Metal, Blues e experimentalismo de sempre. O que talvez seja uma surpresa são os artistas que estiveram em meus ouvidos recentemente, o que pode ser conferido em meus DESTAQUES DO MÊS logo a seguir.

ARTISTAS DO MÊS:


- Creedence Clearwater Revival (Rock, Southern Rock): não foi o artista que mais ouvi, mas vale o destaque para comentar que terminei de ouvir a discografia do grupo, simplesmente impecável, repleta de originalidade e que influencia diversos outros artistas contemporâneos em muitos aspectos. Quem não conhece, faça um favor a si mesmo e procure.

Destaco também:

- Depeche Mode (Pop, Pop Rock, Rock, Industrial)

- Gary Moore (Hard Rock, Rock, Blues)

- Metallica (Thrash Metal, Heavy Metal, Hard Rock)

- Marillion (Rock Progressivo)

- Bruce Springsteen (Rock)

ÁLBUNS DO MÊS:


- Smith/Kotzen - Smith/Kotzen (Hard Rock; 2021): de um lado, o dono de uma carreira extensa, seja solo ou em bandas, que já experimentou e inovou muito na vida, sempre com excelência. Do outro, o grande guitarrista e um dos principais compositores de uma das maiores banda de Heavy Metal, e que também possui um currículo invejável. Una os dois e temos um trabalho riquíssimo, repleto de influências, em que os dois artistas se alternam nos vocais, arranjos e solos, e mostram que um dos mais aguardados lançamentos do ano não ficou devendo em nada.

Destaco também:

- shame - Drunk Tank Pink (Post-Punk; 2021) -- grande evolução em relação ao trabalho de 2018

- Architects - For Those Who Wish To Exist (Metalcore, Metalcore Progressivo; 2021)

- Evergray - Escape The Phoenix (Metal Progressivo; 2021)

- Transatlantic - The Absolute Universe: The Breath of Life (Metal Progressivo; 2021)

- Iggy Pop - Post Pop Depression (Art Rock, Hard Rock; 2016)

- The Mars Volta - Frances The Mute (Rock Progressivo, Experimental; 2005) -- explosão de experimentalismo

- Silverchair - Neon Ballroom (Rock Alternativo, Art Rock; 1999)

- Angra - Holy Land (Heavy Metal, Symphonic Metal; 1996) -- obra-prima que completou 25 anos no último mês

- Elton John - Made In England (Rock, Pop Rock; 1995) -- um dos melhores trabalhos do mestre

- David Lee Roth - Your Filthy Little Mouth (Rock; 1994)

- Living Colour - Stain (Hard Rock, Heavy Metal; 1993)

- Lenny Kravitz - Are You Gonna Go In My Way (Hard Rock, Funk Rock; 1993)

- Sepultura - Arise (Thrash Metal, Groove Metal; 1991)

- R.E.M. - Out of Time (Rock Alternativo; 1991)

- Accept - Metal Heart (Heavy Metal; 1985)

- Asia - Asia (Rock, New Wave; 1982)

- Allman Brothers Band - Eat a Peach (Southern Rock; 1972)

FAIXAS DO MÊS:


- Pixies - Debaser (Rock Alternativo; 1988): a música que inspirou o título da minha playlist e acabou por dar o tom ao mês (procurem pelo significado da palavra). E, claro, é ótima.

Destaco também:

- Steve Vai - Knappsack (Hard Rock; 2021)

- Yumi Kawamura - Kimi no Kioku (Memories of You) (J-Pop; 2006)

- Bikini Kill - Rebel Girl (Punk Rock, Grunge; 1991) -- agradeçam ao filme Moxie (inclusive, assistam na Netflix)

- Titãs - Lugar Nenhum (Rock; 1987)

- Eurythmics - Here Comes The Rain Again (Pop; 1983)

Confira, por fim, minha playlist feita durante março de 2021:


segunda-feira, 8 de março de 2021

BALANÇO MUSICAL - Fevereiro de 2021

(Arte por lonehero)

Olá! Seja bem-vindo ao meu projeto Balanço Musical, uma coluna mensal na qual falo sobre música, o que escutei no mês que se passou, o porquê das escolhas, o que me influenciou nesses dias, e publico uma playlist com uma faixa referente a cada dia do período. O objetivo não é nada além de escrever um pouco mais sobre música no blog, apresentar algumas coisas diferentes e dar às pessoas a oportunidade de conhecer novos artistas e canções. As postagens são publicadas sempre na primeira segunda-feira útil de cada mês (exceto quando ela coincide com o primeiro dia do mês).

Fevereiro foi complicado. Não que os outros meses desde março de 2020 já não venham sendo, mas dessa vez eu senti para valer. Se mês passado reclamei de fatiga e estresse, nesse acabei sentindo as consequências disso tudo. Estive bem longe do meu melhor, de uma forma que teve reflexos em diversos aspectos da minha vida, principalmente no profissional. E olha que, não fosse por isso, o mês nem seria dos piores, com mudanças muito bem vindas em meu quarto, "Carnaval" (entre aspas por conta de pandemia, cancelamento do ponto facultativo - ainda que tenha conseguido um dia de folga - e toda a ausência de qualquer resquício de diversão como deveria ser), WandaVision e o lançamento de Persona 5 Strikers. Seja como for, só me resta perseverar, corrigir meus erros e seguir em frente.

Como já falei por aqui, momentos como esse costumam ser aqueles em que mais consumo música, e dessa vez não foi diferente, resultando em meu segundo melhor fevereiro, atrás apenas do último. Segundo meu last.fm, foram 3.114 reproduções nesse último mês (média de 111/dia), que incluíram 714 artistas, 1.292 artistas e 2.726 faixas diferentes. Apesar de um total ligeiramente menor, acabei por exceder janeiro em todo resto. Duvido que volte a repetir esses números nesse março, mas veremos.

Mais uma vez, fevereiro foi reservado para ouvir um álbum ainda desconhecido por a cada dia e montar uma playlist com uma faixa de cada um deles, seguindo o costume que criei desde (o hoje longínquo) 2016. E após muito refletir em como abordar a postagem nesse ano, decidi por tomar um caminho diferente da última e não resenhar tudo, mas sim apenas fazer breves comentários pontuais sobre minhas escolhas do último mês, em que conferi muitos dos lançamentos do ano até agora, como possível observar abaixo.


- Steven Wilson - The Future Bites (Rock, Rock Progressivo, Rock Alternativo; 2021): parece não haver limites para a criatividade e excelência de Steven Wilson.

- The Dead Daisies - Holy Ground (Hard Rock; 2021): a entrada de Glenn Hughes (e a troca de outros músicos) fez muito bem ao grupo em comparação ao trabalho de 2018.


- Soen - Imperial (Metal, Metal Progressivo; 2021): tão bom quanto o excelente Lotus, de 2019.

- Nervosa - Perpetual Chaos (Thrash Metal, Death Metal; 2021): a nova formação fez com que esse grupo feminino de origem brasileira desse um passo adiante em sua sonoridade.

- Accept  - Too Mean To Die (Metal; 2021): talvez o menos inspirado dos álbuns com Mark Tornillo nos vocais, mas segue sendo muito acima da média.


- Foo Fighters - Medicine At Midnight (Rock; 2021): a volta da banda à sua melhor forma depois de alguns tropeços recentes.


- Creedence Clearwater Revival - Cosmo's Factory (Rock, Southern Rock; 1970): um clássico atemporal dessa banda que me arrependo de não te conhecido a fundo antes.

- Pearl Jam - Yield (Grunge, Hard Rock; 1998): um ótimo registro do Pearl Jam nos anos 1990 já era algo rotineiro para eles naquela época.


- The Jam - Sound Affects (New Wave, Post-Punk; 1980): um dos trabalhos que moldaram o som da década de 1980.

- Public Image Ltd. - Album (New Wave, Post-Punk; 1986): um dos discos mais famosos do grupo de John Lydon pós-Sex Pistols, traz a qualidade esperada.

- Cream - Goodbye (Rock; 1969): bom, mas claramente o trio já estava de saco cheio e só cumpriu tabela com esse trabalho.

- Bruce Springsteen - Working On A Dream (Rock; 2006): grande trabalho do Boss em sua fase mais atual.

- Run-D.M.C. - King of Rock (Rap; 1985): misturou Rap com Rock com maestria e fez história.


- Public Enemy - It Takes A Nation Of Millions To Hold Us Back (Rap; 1985): um clássico incontestável do estilo, com letras políticas, agressivas e que seguem atuais.

- Joe Strummer & The Mescaleros - Rock, Art And The X-Ray Style (Rock, Rock Alternativo; 1999): bem diferente de tudo que o frontman do Clash fez com sua antiga banda, mas longe de ser ruim.

- Hayley Williams - Flowers for Vases / descansos (Pop Rock, Acústico; 2021): distante da sonoridade do Paramore, aqui a vocalista entrega um registro bem mais intimista.


- The Pretty Reckless - Death by Rock and Roll (Hard Rock; 2021): o grupo liderado por Taylor Momsen trouxe som da mais alta qualidade em seu mais recente registro.


- Inglorious - We Will Ride (Hard Rock; 2021): um disco bem definido, alinhado e que traz uma banda muito em sintonia para apresentar um ótimo Hard Rock com ares modernos.

- Judas Priest - Stained Class (Metal, Hard Rock; 1978): um clássico do Priest que em muito ajudou a moldar a sonoridade pela qual ficaram conhecidos.


- Sepultura - A-Lex (Thrash Metal, Death Metal; 2009) : um grande trabalho conceitual recente do Sepultura baseado em Laranja Mecânica.

- Blaze - Tenth Dimension (Metal; 2002): o segundo álbum solo de Blaze Bayley dá continuidade ao feito em Sillicon Messiah, ou seja, tudo aquilo que Steve Harris não o deixou mostrar no Iron Maiden.

- Delain - Apocalypse & Chill (Metal; 2020): um registro cujo título amaldiçoou o último ano. Uma pena a banda ter implodido, porque isso aqui é muito bom.

- King Diamond - Fatal Portrait (Metal; 1986): primeiro disco solo de King Diamond segue a linha do apresentado pelo Mercyful Fate à época, então esperem por Metal de qualidade.


- Loudness - Soldier Of Fortune (Hard Rock; 1989): uma das maiores bandas japonesas em seu melhor momento, ou seja não tinha como ser ruim.

- Slash's Snakepit - It's Five O'Clock Somewhere (Hard Rock; 1995): o primeiro trabalho de Slash após sua saída do Guns N' Roses tem um som sujo que encanta o ouvinte, ou seja, tudo que se esperava dele.

- Chicago - Chicago II (Rock; 1970): outro clássico, apresenta boas doses de experimentações entre o Rock e os sons clássicos das big bands de outrora.

- Alice Cooper - Detroit Stories (Hard Rock; 2021): não é o melhor momento do vocalista, mesmo em tempos mais recentes, mas possui alguns ótimos momentos.


- Moonspell - Hermitage (Metal, Doom Metal; 2021): a banda portuguesa optou por seguir por um som mais "limpo" e com um pouco menos de guturais, e acabou por entregar um de seus melhores álbuns.

Confira, por fim, a playlist feita em fevereiro de 2021:


segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021

BALANÇO MUSICAL - Janeiro de 2021

(Arte por Ruminate)

Olá! Seja bem-vindo ao meu projeto Balanço Musical, uma coluna mensal na qual falo sobre música, o que escutei no mês que se passou, o porquê das escolhas, o que me influenciou nesses dias, e publico uma playlist com uma faixa referente a cada dia do período. O objetivo não é nada além de escrever um pouco mais sobre música no blog, apresentar algumas coisas diferentes e dar às pessoas a oportunidade de conhecer novos artistas e canções. As postagens são publicadas sempre na primeira segunda-feira útil de cada mês (com exceção de hoje porque estava muito ocupado nas semanas anteriores).

2021 já começou com os dois pés na porta. Por algum motivo, tenho a percepção de que janeiro costuma ser mais leve que o resto do ano mas, olhando minhas postagens do Balanço Musical sobre esse mês, percebo que isso já deixou de ser verdade há pelo menos 4 anos. Esse último não foi exceção, com um verdadeiro bombardeio de tarefas vindas de todos os lados que só aumentaram minha fatiga e meu estresse. Por outro lado, foi possível ver uma longínqua e fraca luz ao fim do túnel com o início da vacinação contra o coronavírus no Brasil, mas é difícil crer que tudo se resolverá em breve, considerando todas ações tomadas para condução da questão nesse último ano.

Quanto a música, algo de bom aconteceu: a Atlus liberou as trilhas sonoras dos jogos de Persona no Spotify! Não todas, mas uma boa parte. E eu, obviamente, fiquei escutando. Mais do que isso, deixei uma playlist com todas as músicas adicionadas no aleatório e fiquei ouvindo por dias a fio. O problema é que isso acabou por bagunçar todas as estatísticas do mês (talvez até do ano) no meu last.fm, mas acho que esse é um pequeno preço a se pagar por finalmente ter isso nos streamings. Seja como for, terminei janeiro com 3.136 reproduções (média de 101 por dia), que incluíram 654 artistas, 1.094 álbuns e 2.442 faixas diferentes. Também acabei superando meu recorde de reproduções em um único dia em 5 de janeiro, quando atingi o pico de 214 faixas (e cheguei perto desse número novamente no dia 13, com 211).

E esse início com o pé no acelerador foi marcado, além das trilhas de Persona, por muito Rock, Metal e experimentalismo, extremamente adequado para o Balanço Musical nessa data especial, em que a coluna completa 4 ANOS DE EXISTÊNCIA. Não imaginava que chegaria tão longe, mas é um prazer escrever sobre música e um pouquinho da minha vida todos os meses. E nesse ano não tem mudanças no formato das postagens, estou 100% satisfeito com o atual. Inclusive, nada melhor do que conferir os DESTAQUES DO MÊS para celebrar.

ARTISTAS DO MÊS:


- Atlus Sound Team (J-Rock, J-Pop, J-Rap, J-Everything): bom, não tinha como ser outro. Os compositores da Atlus criaram alguns dos melhores temas da história dos videogames, não apenas na série Persona, mas em todos os jogos da empresa. Sem dúvida vale a pena conferir os trabalhos dos caras.

Destaco também:

- David Bowie (Rock) -- 5 anos de seu falecimento

- Bruce Springsteen (Rock)

- Rush (Rock Progressivo, Hard Rock) -- 1 ano do falecimento do mestre Neil Peart

- Pearl Jam (Grunge, Hard Rock, Rock)

- Aerosmith (Rock, Hard Rock)

ÁLBUNS DO MÊS:


- Creedence Clearwater Revival - Willy And The Poor Boys (Rock, Southern Rock; 1969): esse clássico do Rock completou 51 anos de seu lançamento em novembro último, quando criei vergonha na cara e resolvi conferi-lo. E ele não saiu da minha mente durante esse tempo todo, ao ponto de finalmente começar a conferir a discografia completa do Creedence no último mês. A continuação disso vocês verão no próximo post, mas digo que Willy And The Poor Boys é um trabalho incrível, genuíno, de sonoridade ricas e repleta de nuances, que deve ser conferido por todos os amantes de música com urgência.

Destaco também:

- Sepultura - Machine Messiah (Thrash Metal, Groove Metal; 2017)

- Steven Wilson - To The Bone (Rock, Rock Progressivo, Pop Rock, Experimental; 2017)

- Savatage - Gutter Ballet (Metal, Hard Rock; 1989)

- Deep Purple - The House Of Blue Light (Rock, Hard Rock, Blues Rock; 1987)

- The Bangles - Different Light (Rock, New Wave; 1985)

- Frank Zappa - Zoot Allures (Rock, Experimental; 1976)

- Bob Dylan - Blood On The Tracks (Rock, Folk Rock; 1975)

- Elton John - Don't Shoot Me I'm Just The Piano Man (Rock; 1973)

- Janis Joplin - Pearl (Blues Rock, Blues; 1971)

- Led Zeppelin - Led Zeppelin I (Rock, Hard Rock, Blues Rock; 1969)

- The Doors - The Doors (Rock Psicodélico, Blues Rock; 1967)

FAIXAS DO MÊS:


 - Lyn - Life Will Change (J-Rock; 2016): novamente, não tinha como ser outra. A música que fez com que nada mais fosse o mesmo desde quando a ouvi no início de Persona 5. "Now you know your life will change".

Destaco também:

- Moonspell - All or Nothing (Metal; 2021)

- Foo Fighters - No Son Of Mine (Rock; 2021)

- Europe - Doghouse (Hard Rock, Metal; 2011)

Por fim, confiram a playlist feita durante o mês de janeiro de 2021:

segunda-feira, 4 de janeiro de 2021

BALANÇO MUSICAL - Dezembro de 2020

(arte por MoodyPresence)

Olá! Seja bem-vindo ao meu projeto Balanço Musical, uma coluna mensal na qual falo sobre música, o que escutei no mês que se passou, o porquê das escolhas, o que me influenciou nesses dias, e publico uma playlist com uma faixa referente a cada dia do período. O objetivo não é nada além de escrever um pouco mais sobre música no blog, apresentar algumas coisas diferentes e dar às pessoas a oportunidade de conhecer novos artistas e canções. As postagens são publicadas sempre na primeira segunda-feira útil de cada mês.

Todo ano eu falo que dezembro só serviu para cumprir tabela. Não foi exceção dessa vez mas, depois de muito tempo, senti que o mês teve algum propósito além de preencher o tempo restante no calendário. Muita coisa rolou nos últimos 31 dias de 2020, desde a CCXP Worlds inteiramente virtual, passando por aquisições, trocas, contatos inesperados, lançamento desastroso do aguardado Cyberpunk 2077, o primoroso final da segunda temporada de The Mandalorian, uma conferida em alguns dos filmes lançados nos meses anteriores, confraternizações e, claro, o período festivo ao lado daqueles que mais importam para mim. Chega a ser irônico pensar que, em um dos piores anos recentes para o mundo, meu dezembro tenha sido um dos mais satisfatórios em algum tempo, mesmo em condições tão adversas. E fico aguardando para conferir o que 2021 traz pela frente.

Musicalmente, não tenho o que reclamar sobre dezembro. Quer dizer, ficou abaixo de novembro? Sim. Abaixo do mesmo período em 2019? Também. Mas e daí? Ouvir música é uma experiência pessoal que precisa ser aproveitada por sua qualidade, e não quantidade. Não é impossível unir os dois, mas acho que prefiro priorizar um pelo outro e, talvez, meus números deem uma diminuída daqui para frente. O fato é que, de acordo com meu last.fm, dezembro terminou com 2.602 reproduções (uma média de 83 por dia), que incluíram 508 artistas, 787 álbuns e 2.144 faixas diferentes. Houve queda, sim, mas os números ainda são altos, o que chega a impressionar a mim mesmo.

O mês não foi muito diferente de todo o resto quanto ao que escutei, com a presença de Rock, Metal, Pop oitentista, Blues e Jazz, mas é engraçado notar pela playlist que esse foi um dos meses mais "leves" que tive, com bem menos música pesada que o normal, como é possível conferir dos meus DESTAQUES DO MÊS logo abaixo.

ARTISTAS DO MÊS:


- Talking Heads (Rock, Pop, New Wave, Alternativo): essa era mais uma das minhas várias lacunas musicais que precisava ser preenchida, o que foi exatamente o que fiz durante dezembro. A discografia do Talking Heads é uma das mais ricas experiências que já tive na vida quando se trata de música, unindo tantos elementos e influências para formação de sua sonoridade única. Cada álbum do grupo é um deleite diferente, capaz de agradar desde leigos a ouvintes com mais bagagem, e deixa claro que eles são muito, mas muito mais que o clássico Psycho Killer.

Destaco também:

- The Beatles (Rock);

- Metallica (Thrash Metal, Metal, Hard Rock);

- Duran Duran (Pop Rock, Pop);

- Iron Maiden (Metal);

- Rush (Rock Progressivo, Hard Rock, Rock)

- The White Stripes (Rock, Blues Rock)

- Echo & The Bunnymen (Rock, Rock Alternativo)

ÁLBUNS DO MÊS:


- Paul McCartney - McCartney III (Rock; 2020): há algo sobre Paul McCartney que ainda não foi dito? Acho que não. O maior artista vivo resolveu gravar um álbum durante a quarentena no qual ele fez tudo: compôs, cantou, tocou todos os instrumentos, produziu e tudo mais. E o resultado, como esperado, foi mais um golpe de genialidade para encerrar 2020 da melhor forma possível dentro das circunstâncias. Só nos resta agradecer e apreciar.

Destaco também:

- Mr. Bungle - The Raging Wrath Of The Easter Bunny Demo (Metal, Alternativo; 2020)

- Killer be Killed - Reluctant Hero (Thrash Metal, Groove Metal; 2020)

- Monaco - Music For Pleasure (Pop Rock; 1997)

- David Bowie - 1. Outside (The Nathan Adler Diaries: A Hyper Cycle) (Rock, Alternativo; 1995)

- Savatage - Dead Winter Dead (Metal, Metal Progressivo, Hard Rock; 1995)

- Bruce Springsteen - Born To Run (Rock; 1975)

FAIXAS DO MÊS:


- The Seatbelts feat. Mai Yamane - The Real Folk Blues (Acid Jazz; 1998): a música que eu queria incluir nas playlists desde 2018, o que só foi possível dessa vez graças à entrada da trilha sonora de Cowboy Bebop no Spotify. Então, see you space cowboy...

Destaco também:

- Greta Van Fleet - Age of Machine (Hard Rock; 2020)

- The Dead Daisies - Holy Ground (Shake The Memories) (Hard Rock; 2020)

- Smith/Kotzen - Taking My Chances (Hard Rock; 2020)

- Jamiroquai - Space Cowboy (Jazz Fusion; 1994)

- New Order - Regret (Pop Rock; 1993)

- Frankie Goes To Hollywood - Welcome To The Pleasuredome (Pop; 1984)

Por fim, confira também a playlist elaborada durante dezembro de 2020:


CONFIRA TAMBÉM AS OUTRAS PUBLICAÇÕES DO BALANÇO MUSICAL EM 2019:

Janeiro;

Fevereiro;

Março;

Abril;

Maio;

Junho;

Julho;

Agosto;

Setembro;

Outubro;

Novembro.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

BALANÇO MUSICAL - Novembro de 2020

(arte por Paulo Moreira)

Olá! Seja bem-vindo ao meu projeto Balanço Musical, uma coluna mensal na qual falo sobre música, o que escutei no mês que se passou, o porquê das escolhas, o que me influenciou nesses dias, e publico uma playlist com uma faixa referente a cada dia do período. O objetivo não é nada além de escrever um pouco mais sobre música no blog, apresentar algumas coisas diferentes e dar às pessoas a oportunidade de conhecer novos artistas e canções. As postagens são publicadas sempre na primeira segunda-feira útil de cada mês (exceto hoje, porque eu ESQUECI de escrever).

Novembro se foi e é isso. OK, injusto resumir assim, pois tivemos eleições e a "Batalha por São Paulo" (que perdemos, mas a luta continua), Black Friday, lançamento de Spider-Man: Miles Morales e que, particularmente, finalizei The Last of Us: Part II e voltei a Persona 5 para garantir o 100%, em meio a muito trabalho e correria. No entanto, a sensação que me ficou do mês é que ele só esteve aí para cumprir tabela mesmo, enquanto aguardamos o tão esperado encerramento de 2020, um ano ainda mais desgraçado que os anos desgraçados que o antecederam. E não que os prospectos para 2021 sejam muito animadores, mas pelo menos a chegada do fim nos dá um alívio e renova nossas energias e esperanças, ainda que brevemente.

Porém, vamos falar do que realmente importa: música. Como já havia antecipado na publicação anterior, novembro realmente teve uma queda em meus números, mas que não chegou ao que aconteceu em setembro. Segundo meu last.fm, foram 2.798 reproduções no último mês (média de 93 por dia), que contaram com 500 artistas, 795 álbuns e 2.400 faixas diferentes. Figuras altas, realmente, e longe do esperado para uma pessoa "normal", mas também longe do meu melhor. E já adianto: aguardem pela postagem de dezembro, vocês vão se sentir como se fosse 2018.

E o que, exatamente, se passou pelos meus ouvidos em novembro? Aquilo que vocês já sabem: Rock, Metal, e pitadas de Blues, Jazz e Pop oitentista, em uma seleção que incluiu clássicos, lançamentos e algumas surpresas que pegaram o mundo de assalto. E você pode saber mais em meus DESTAQUES DO MÊS logo abaixo.

ARTISTAS DO MÊS:


- Pearl Jam (Grunge, Hard Rock, Rock): não posso negar que a escolha foi por exclusão, mas o fato é que o grupo foi presente e importante em meu novembro, seja por sua presença na trilha sonora de The Last of Us: Part II, seja por eu estar me aprofundando cada vez mais na discografia dessas lendas de Seattle. E não que seja novidade, mas eles são bons, muito bons.

Destaco também:

- U2 (Rock, Pop Rock, Post-Punk)

- Ozzy Osbourne (Metal, Hard Rock)

- Megadeth (Thrash Metal, Metal, Hard Rock)

ÁLBUM DO MÊS:


- AC/DC - Power Up (Rock, Hard Rock; 2020): francamente, minha escolha não poderia ser diferente. Como eu já disse sobre Shot In The Dark, primeiro single divulgado, esse trabalho é exatamente o que o mundo precisava nesse ano tão anormal: alguma sensação de normalidade, com o AC/DC apresentando sua já famigerada sonoridade que segue empolgando mesmo sem mudar quase nada em mais de 45 anos de carreira. Mas Power Up traz frescor ao explorar elementos e compassos até então inéditos na vasta discografia do grupo, justamente onde mora a magia do álbum. Sei que quase todo mês venho e aponto algum disco como um dos melhores do ano, só que, sério, tem como não?

Destaco também:

- Tyler Bryant & The Shakedown - Pressure (Hard Rock; 2020)

- The Allman Betts Band - Bless Your Heart (Southern Rock; 2020)

- Black Stone Cherry - The Human Condition (Hard Rock; 2020)

- Alanis Morissette - Such Pretty Forks in the Road (Rock Alternativo; 2020)

- Marilyn Manson - We Are Chaos (Metal, Industrial, Metal Alternativo; 2020)

- Fates Warning - Long Day Good Night (Metal Progressivo; 2020) -- não fosse pelo AC/DC, meu destaque seria esse

- J.D. Simo - JD Simo (Blue Rock; 2020)

- Midnight Oil - The Makarrata Project (Rock Alternativo; 2020)

- The Smashing Pumpkins - Ramona (Rock Alternativo, Pop Rock; 2020)

- Moonspell - 1755 (Gothic Metal; 2017) -- trabalho conceitual, inteiramente em português, narrando a tragédia do dia 1º de novembro de 1755, que eu me arrependo de não ter ouvido quando lançado

- Savatage - Edge of Thorns (Metal; 1993)

- Rory Gallagher - Tattoo (Rock; 1973)

FAIXAS DO MÊS:


- System of a Down - Genocidal Humanoidz (Metal; 2020): depois de 20 anos desde seu último lançamento em estúdio, o System of a Down se reuniu para gravar duas faixas em protesto a toda a violência que vem ocorrendo na Armênia: Protect The Land e Genocidal Humanoidz, com toda a renda sendo revertida em favor das vítimas no país. Duas pedradas com a qualidade típica da banda, e escolhi a segunda por ter me agradado mais, com seu ritmo acelerado e vocais impecáveis tanto de Daron Malakian quanto de Serj Tankian.

Destaco também:

- Angra - Rebirth (Metal; 2001)

- Sting - Englishman In New York (Jazz, Pop; 1987)

- Arcadia - Election Day (Pop, Pop Rock; 1985)

- The Romantics - Talking In Your Sleep (Pop Rock, New Wave; 1983)

Confira, por fim, a playlist feita durante novembro de 2020: