terça-feira, 4 de agosto de 2020

BALANÇO MUSICAL - Julho de 2020


(Arte por Simone Bianchi)

Olá! Seja bem-vindo ao meu projeto Balanço Musical, uma coluna mensal na qual falo sobre música, o que escutei no mês que se passou, o porquê das escolhas, o que me influenciou nesses dias, e publico uma playlist com uma faixa referente a cada dia do período. O objetivo não é nada além de escrever um pouco mais sobre música no blog, apresentar algumas coisas diferentes e dar às pessoas a oportunidade de conhecer novos artistas e canções. As postagens são publicadas sempre na primeira segunda-feira útil de cada mês (exceto quando ela coincidir com o primeiro dia).

Eu gosto de julho. Não sei se já havia falado isso aqui nos anos anteriores, mas é verdade. Não só por ser o mês do meu aniversário (embora isso colabore bastante), mas porque tem um clima bom. Talvez por conta da nostalgia das férias escolares, das viagens que costumava fazer quando criança, das festas que costumava ter quando mais novo, do aniversário do meu saudoso avô apenas dois dias antes do meu... Difícil explicar, mas dessa vez não foi diferente: mesmo na quarentena (sim, ainda estamos nessa... obrigado pela colaboração, Brasil), essa sensação se manteve. E sou mais que grato por isso.

Foi bom no quesito "música" também, caso esteja se perguntando. Julho é conhecido como "Mês do Rock" por conta do Dia "Internacional" do Rock (que só existe por aqui -- também fiquei surpreso quando descobri isso), então aproveitei a semana do dia 13 e parte da seguinte para fazer uma retrospectiva dos meus lançamentos favoritos de cada década, o que acabou rendendo uma boa dose de audições. No fim, segundo meu last.fm, foram 3.450 reproduções ao longo dos últimos 31 dias (uma média de 111 por dia), que incluíram 617 artistas, 959 álbuns e 2.935 faixas diferentes. Sem recordes nem nada, é verdade, mas os números permanecem muito altos.

E o que teve em julho? Bom, muito, mas muito Rock ("Mês do Rock", duh), que predominou em 90% das minhas escolhas, ao lado de um pouquinho de Metal, Jazz e Soul em ocasiões muito específicas. Acabei conferindo poucos lançamentos devido à minha citada retrospectiva, mas ainda achei um espaços para alguns novos sons. E tudo isso você confere em meus DESTAQUES DO MÊS logo abaixo.

ARTISTA DO MÊS:


- Dio (Rock; Metal): A voz do Rainbow. A melhor voz do Black Sabbath. E dono de uma carreira solo marcante. É inegável a importância de Ronnie James Dio para o Rock e o Metal, de modo que o baixinho segue sendo influência para muitos até hoje, inclusive este que vos escreve. E como completou 10 anos que o homem partiu desse plano em maio, nada mais justo que homenageá-lo, ainda que de forma singela e tardiamente.

Destaco também: 

- The Doors (Rock)

- The Beatles (Rock)

- Deep Purple (Rock, Hard Rock)

- Rush (Rock, Rock Progressivo, Hard Rock)

ÁLBUM DO MÊS:


- The Stooges - Funhouse (Rock, Art Rock; 1970): esse petardo sem precedentes completou 50 anos nesse último mês. O que falar de Funhouse? Um trabalho experimental, agressivo e que deu vida ao "proto-Punk" consolidado em seu sucessor, Raw Power, é um álbum que todos deveriam conhecer por sua genialidade.

Destaco também:

- Bob Dylan - Rough and Rowdy Ways (Rock, Blues, Folk Rock; 2020)

- The Pretenders - Hate for Sale (Rock, Post-Punk; 2020)

- Avenged Sevenfold - Nightmare (Metal, Hard Rock; 2010) -- completou 10 anos!

- Muse - Supermassive Black Hole (Rock; 2006)

- Foo Fighters - Foo Fighters (Rock; 1995) -- 25 anos desde seu lançamento!

- Helloween - Master of the Rings (Power Metal; 1994)

- Blind Guardian - Somewhere Far Beyond (Power Metal; 1992)

- Queen - The Game (Rock; 1980) -- lançado há 40 anos!

FAIXA DO MÊS:


- Dire Straits - Brothers In Arms (Rock; 1985): desde maio, quando o álbum completou 35 anos, que eu queria falar dessa faixa em uma postagem. Aproveitei e a inclui nesse mês por ser uma das mais belas músicas já compostas pelo grupo de Mark Knopfler, com suas passagens certeiras de guitarra e melodia que toca a alma de qualquer um.

Destaco também:

- Los Coast feat. Gary Clark Jr. - A Change Is Gonna Come (Blues Rock; 2020)

- Pearl Jam - Rearviewmirror (Grunge, Rock; 1993)

- Etta James - I Got You Babe (Soul, Blues; 1968) -- obrigado, The Last of Us.

Confira, por fim, a playlist que fiz durante julho de 2020:

segunda-feira, 6 de julho de 2020

BALANÇO MUSICAL - Junho de 2020


(Arte por Mitch Gerads)

Olá! Seja bem-vindo ao meu projeto Balanço Musical, uma coluna mensal na qual falo sobre música, o que escutei no mês que se passou, o porquê das escolhas, o que me influenciou nesses dias, e publico uma playlist com uma faixa referente a cada dia do período. O objetivo não é nada além de escrever um pouco mais sobre música no blog, apresentar algumas coisas diferentes e dar às pessoas a oportunidade de conhecer novos artistas e canções. As postagens são publicadas sempre na primeira segunda-feira útil de cada mês (exceto quando ela coincidir com o primeiro dia útil).

Junho foi um mês cansativo, atribulado e longo. Só que também foi divertido, leve e se passou em um estralar de dedos. Parece contraditório, divergente, e é mesmo, mas essa é a sensação da passagem do tempo durante a quarentena. Aliás, ainda estamos aqui, e parabéns a todos os envolvidos, aqueles que quebraram o isolamento e, principalmente, prefeitos e governadores que estão reabrindo tudo enquanto o país registra mais de mil mortes diárias pela doença, querendo normalizar essa situação trágica em prol de tornar os poderosos ainda mais poderosos. Seja com for, não tive muitos destaques nas últimas semanas, tirando um ou outro momento que se ressaltou.

Na música, por outro lado... Meus Deus do céu. Depois de observar uma certa queda nos números em abril e maio, cheguei em junho e me superei em todos os sentidos. Segundo meu last.fm, foram 3.610 (!) reproduções feitas nos últimos 30 dias (uma média de 120 [!!] por dia), que incluiu 779 artistas, 1.330 álbuns e 3.009 (!!!) faixas diferentes. E eu juro que não era minha intenção, mas acabou que superei vários dos meus recordes pessoais. Eu culpo a quarentena por esse absurdo, mas tenho minhas dúvidas se ele tornará a se repetir.

E no meio disso tudo, claro, muita coisa boa. Como eu havia dito mês passado, pretendia ouvir alguns dos trabalhos lançados recentemente e acabei cumprindo, afinal, aproveitando até para conferir o que saiu no próprio período. Também aproveitei para conferir alguns petardos clássicos, como esperado, o que acabou por resultar em dias bem diversificados e repletos de qualidade, conforme é possível conferir em meus DESTAQUES DO MÊS logo abaixo.

ARTISTAS DO MÊS:


- The Beatles (Rock): uma banda que, assim como Rush, entra na classificação "cara, você só ouve isso?". Mas não é minha culpa se os Reis do Iê-Iê-Iê foram geniais e incansáveis em todas as suas fases. Nesse junho, porém, eles figuram no topo porque, além de álbuns seus fazerem aniversário (vide Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band e A Hard Day's Night), aproveitei para corrigir uma falha em meu caráter e conferi todos os três volumes da coletânea Anthology, que na época trouxe diversas raridades, inclusive músicas até então não lançadas, um prato cheio para qualquer fã.

Destaco também:

- Bruce Dickinson (Metal, Hard Rock)

- Rival Sons (Rock, Hard Rock)

- David Bowie (Rock)

- Black Sabbath (Metal)

ÁLBUNS DO MÊS:


- Paradise Lost - Obsidian (Doom Metal; 2020): esse álbum desperta sentimentos dissonantes. Por um lado, ele é pesado, agressivo, pesaroso e conta com vocais guturais na maior parte de suas faixas. Por outro, ele bonito de se ouvir, consistente e viciante. Eu não sei exatamente o que o Paradise Lost fez aqui, mas o resultado se sobressaiu e coloca Obsidian entre os melhores do ano.

Destaco também:

- Norah Jones - Pick Me Up Off The Floor (Jazz, Pop; 2020) -- outro lindíssimo trabalho, quase o coloquei como destaque principal.

- Neil Young - Homegrown (Rock; 2020)

- Cherie Currie - Blvds of Splendor (Rock; 2020)

- Rush - Permanent Waves (Rock Progressivo; 1980) -- completou 40 anos recentemente e lançaram uma edição especial cheia de extras que vale a penas conferir.

- Deep Purple - In Rock (Rock; 1970) -- um dos melhores discos de todos os tempos completou completou 50 anos no último mês.

FAIXAS DO MÊS:


- Steely Dan - Rikki Don't Lose That Number (Rock, Jazz Fusion; 1974): Steely Dan é extremamente viciante e essa música grudou na minha mente durante esse mês. É uma faixa simples, mas rica de influências e acho difícil alguém não gostar.

Destaco também:

- Beastie Boys (feat. Q-Tip) - Get It Together (Rap; 1994) -- uma das minhas favoritas deles.

- Titãs - Polícia (Rock; 1986) -- impossível não pensar nessa música após toda a repressão nos protestos antirracistas e antifas.

- Lynyrd Snynyrd - Tuesday's Gone (Southern Rock; 1973)

Confira, por fim, a playlist feita durante junho de 2020:

segunda-feira, 8 de junho de 2020

BALANÇO MUSICAL - Maio de 2020


(arte por Nick Derrington)

Olá! Seja bem-vindo ao meu projeto Balanço Musical, uma coluna mensal na qual falo sobre música, o que escutei no mês que se passou, o porquê das escolhas, o que me influenciou nesses dias, e publico uma playlist com uma faixa referente a cada dia do período. O objetivo não é nada além de escrever um pouco mais sobre música no blog, apresentar algumas coisas diferentes e dar às pessoas a oportunidade de conhecer novos artistas e canções. As postagens são publicadas sempre na primeira segunda-feira útil de cada mês (exceto quando ela coincidir com o primeiro dia útil).

Maio seguiu a mesma linha de abril: nada de novo, nada de memorável, apenas mais um mês de isolamento social em que não se vive, apenas existe, sobrevive. E que foi um tanto exaustivo por conta do teletrabalho, que vai se mostrando, ao menos nesse médio prazo, uma forma excruciante de se viver. Pode ser falta de adaptação ou apenas as peculiaridades do período em que vivemos mas, ainda assim, é melhor do que se expor diariamente ou, pior, desempregado. E assim seguimos, sempre buscando se proteger o máximo possível e resistindo da forma que nos for mais conveniente.

No meio disso tudo, temos a música, meu alento diário, meu principal lugar de conforto. E esse maio teve uma peculiaridade: eu não ouvi nada de novos lançamentos. Como eu já havia antecipado, os artistas tem adiado seus lançamentos e, embora eu tenha alguns trabalhos dos últimos meses para ouvir, acabei deixando-os de lado para conhecer algumas pérolas mais antigas. Espero conseguir corrigir isso em junho. Seja como for, segundo meu last.fm, realizei 2.970 reproduções no último mês (uma média de 95 por dia), que incluíram 713 artistas, 1.223 álbuns e 2.306 faixas diferentes. Mais uma vez, é possível conferir uma queda nos números, mas eles ainda assim se mantêm elevados.

E quanto à variedade, o mês foi estritamente definido pelo Rock e o Metal, com uma aparição pontual de Beastie Boys em meio a isso tudo. Ainda assim, esbanjou qualidade, como é possível conferir em meus DESTAQUES DO MÊS a seguir.

ARTISTAS DO MÊS:


- Rush (Rock, Rock Progressivo, Hard Rock): que surpresa, não? Não é como se eles vivesse aparecendo entre meus destaques nas postagens nem nada. Mas não tem como. Rush é vida.

Destaco também:

- Queen (Rock)

- The Pretenders (Rock)

- The Winery Dogs (Hard Rock)

- The Beatles (Rock)

- Pink Floyd (Rock Progressivo)

- Bruce Springsteen (Rock)

- Little Richard (Rock Clássico, Soul)

- Beastie Boys (Rap, Rock, Hardcore)

ÁLBUNS DO MÊS:


- Iron Maiden - Brave New World (Metal; 2000): o álbum que marcou o retorno de Bruce Dickinson e Adrian Smith ao Iron Maiden completou 20 anos! Já dá para chamar de clássico? Creio que sim. O trabalho trouxe tudo o que faltou para a banda durante os anos 1990, em um Metal mais moderno que não deixa de soar clássico, com influências do aprendido pelo vocalista em sua carreira solo. Um discaço que abriu portas para um período muito prolífico do grupo.

Destaco também:

- Bruce Dickinson - Accident of Birth (Metal; 1997)

- Talisman - Humanimal (Hard Rock; 1994) -- recomendadíssimo também!

- Europe - The Final Countdown (Hard Rock; 1986)

- Peter Gabriel - So (Pop Rock, World Music; 1986)

- Dire Straits - Brothers In Arms (Rock; 1985)

- Oingo Boingo - Dead Men's Party (Rock; 1985) -- entrou recentemente nos serviços de streaming e também recomendadíssimo!

- Dio - Holy Diver (Metal; 1983)

- Toto - Toto IV (Rock; 1982)

- Saxon - Wheels of Steel (Metal; 1980)

- Paul McCartney - McCartney II (Rock; 1980)

- The Rolling Stones - Exile On Main Street (Rock; 1972)

- The Beach Boys - Pet Sounds (Rock; 1966)

FAIXAS DO MÊS:


- David Bowie - Girls (Pop Rock; 1987): é engraçada a história de como descobri essa música, pois a adicionei aleatoriamente em uma playlist e, ainda por cima, era a versão japonesa (sim, Bowie cantando em japonês!). Aí eu corri atrás pra saber mais sobre isso tudo, e descobri que a canção foi composta pelo artista, mas foi dada a Tina Turner para gravar, tendo sucesso durante a década de 1980. O camaleão também registrou sua versão e lançou como um b-side de Time Will Crawl, do álbum Never Let Me Down. E é uma faixa viciante, ouso dizer que uma das melhores dele daquela época.

Destaco também:

- B.E.R. - The Night Begins to Shine (Pop Rock; 2015)

- California Breed - Midnight Oil (Hard Rock; 2014)

- Ozzy Osbourne - Mama, I'm Coming Home (Rock, Metal; 1991)

- Lou Reed - Dirty Blvd. (Rock; 1989)

- Extreme - Play With Me (Hard Rock; 1989)

- Men At Work - Dr. Heckyll & Mr. Jive (Pop Rock; 1983)

- Triumph - Fight the Good Fight (Hard Rock; 1981)

- Supertramp - Goodbye Stranger (Rock; 1979)

Confira, por fim, a playlist que elaborei durante maio de 2020:

segunda-feira, 4 de maio de 2020

BALANÇO MUSICAL - Abril de 2020

(arte por Brian Bolland)

Olá! Seja bem-vindo ao meu projeto Balanço Musical, uma coluna mensal na qual falo sobre música, o que escutei no mês que se passou, o porquê das escolhas, o que me influenciou nesses dias, e publico uma playlist com uma faixa referente a cada dia do período. O objetivo não é nada além de escrever um pouco mais sobre música no blog, apresentar algumas coisas diferentes e dar às pessoas a oportunidade de conhecer novos artistas e canções. As postagens são publicadas sempre na primeira segunda-feira útil de cada mês.

O que dizer desse último abril? Nada, basicamente. Não há nada a se contar em um mundo quarentenado que não "hoje eu acordei e existi". Quase nada de novo vem sendo produzido no entretenimento, e boa parte desse pouco logo se extinguirá pela impossibilidade de contato para viabilizar a produção. Essa é nossa nova realidade, não apenas imediata, mas enquanto não for criada uma vacina para o Covid-19. Temos que perseverar, no entanto, tendo em vista que está em jogo aqui não nossos interesses egoísticos, e sim a vida de milhares de pessoas, as quais vão se perdendo mais e mais a cada dia que passa. Mais uma vez reitero: FIQUEM EM CASA.

E quanto à música? Bom, ainda temos material sendo lançado semanalmente, mas já há muitos artistas adiando seus novos trabalhos pela impossibilidade de saírem em turnês de divulgação. Felizmente, ainda temos a nossa disposição um arsenal praticamente infinito de faixas gravadas em anos ou décadas anteriores, então o consumo segue firme e forte. Eu, por exemplo, segundo meu last.fm, realizei 3.050 reproduções nesse último mês (uma média de 101 por dia), que incluíram 741 artistas, 1.298 álbuns e 2.332 faixas diferentes. O número absoluto pode ter tido uma leve queda em comparação aos demais do ano, mas tudo se mantém mais ou menos em uma média esperada (e elevada).

Quanto ao que exatamente eu ouvi nesse abril... Basicamente o de sempre, dessa vez sem grandes surpresas. Ou seja, Rock, Metal, Pop oitentista, Blues, Jazz, sem nada que fuja muito da caixa. Ainda assim, só material da mais alta qualidade, dos quais falo com um pouco mais de profundidade logo a seguir, em meus DESTAQUES DO MÊS.

ARTISTAS DO MÊS:


- Mr. Big (Hard Rock): o supergrupo formado por Eric Martin, Billy Sheehan, Paul Gilbert e o falecido Pat Torpey sempre esteve entre os meus favoritos, e vez ou outra sempre pego para ouvi-los. Dessa vez, a audição ficou sob encargo da fase em que Richie Kotzen substituiu Gilbert, assim como dos trabalhos mais recentes. Só preciosidades.

Destaco também:

- The Police (Rock, New Wave)

- David Bowie (Rock)

- Duran Duran (Pop Rock)

- Metallica (Thrash Metal, Hard Rock)

ÁLBUNS DO MÊS:


- Trivium - What the Dead Men Say (Heavy Metal, Thrash Metal; 2020): um exemplo de banda que resolveu não parar completamente suas atividades durante a quarentena, o quarteto estadunidense deu sequência a um dos melhores álbuns de 2017 e entregou outro trabalho que deve figurar em muitas listas ao final desse ano. What the Dead Men Say é ainda mais conciso que seu predecessor, trazendo de volta todo o peso, a agilidade e rispidez conferida anteriormente em um grupo que soa ainda mais afiado e a vontade. Tolice é dizer que o Trivium não é um dos maiores nomes do Metal na atualidade.

Destaco também:

- Pearl Jam - Gigaton (Grunge, Rock; 2020)

- Hällas - Conundrum (Hard Rock; 2020)

- Nektar - The Other Side (Rock Psicodélico; 2020)

- The Strokes - The New Abnormal (Indie Rock; 2020)

- Nightwish - Human. :II: Nature. (Metal Sinfônico; 2020)

- Joe Satriani - Shapeshifting (Rock Instrumental; 2020)

- The Sleep Eazys - Easy To Buy, Hard To Sell (Blues Rock, Instrumental; 2020)

- Stone Temple Pilots - Perdida (Rock Acústico; 2020)

- Testament - Titans Of Creation (Thrash Metal; 2020)

- Halestorm - Into the Wild Life (Hard Rock; 2015)

- Blind Guardian - Nightfall in Middle Earth (Metal; 1998)

- Richie Kotzen - Mother's Head Family Reunion (Hard Rock; 1994)

- Hardline - Double Eclipse (Hard Rock; 1992)

- Tears For Fears - The Seeds Of Love (Pop Rock; 1989)

- Arcadia - So Red The Rose (Pop Rock; 1985)

- Black Sabbath - Heaven and Hell (Metal; 1980)

- Bill Withers - Just As I Am (Soul, R&B; 1971)

MÚSICAS DO MÊS:


- Rush - The Enemy Within (Rock; 1984): a parte I da saga musical Fear composta pela banda trata dos nossos medos, incertezas e inseguranças, e como isso faz com que sejamos, muitas vezes, nossos maiores inimigos. Vem a calhar para o momento atual.

Destaco também:

- Gorillaz feat. Peter Hook and Georgia - Aries (Pop Rock; 2020)

- Less Than Jake - All My Best Friends Are Metalheads (Ska Punk; 1998)

- The Call - I Still Believe (Great Design) (Pop, New Wave; 1986)

- Alphaville - Big In Japan (Pop Rock; 1984)

- Joy Division - Transmission (Post Punk; 1979)

Confira, por fim, a playlist que fiz durante o mês de abril de 2020:

segunda-feira, 6 de abril de 2020

BALANÇO MUSICAL - Março de 2020

(arte tirada daqui)

Olá! Seja bem-vindo ao meu projeto Balanço Musical, uma coluna mensal na qual falo sobre música, o que escutei no mês que se passou, o porquê das escolhas, o que me influenciou nesses dias, e publico uma playlist com uma faixa referente a cada dia do período. O objetivo não é nada além de escrever um pouco mais sobre música no blog, apresentar algumas coisas diferentes e dar às pessoas a oportunidade de conhecer novos artistas e canções. As postagens são publicadas sempre na primeira segunda-feira útil de cada mês.

Março... O que dizer? Começou tudo bem, parecia um mês promissor. Fiz algumas coisinhas bacanas aqui e ali nos primeiros dias. Até que, de repente, a situação da pandemia do Coronavírus se agravou pelo país, aplicou-se a quarentena e estou de volta aonde estive na vasta maioria do último ano (ainda que em uma situação bem diferente): em casa, sem poder sair. Mas tudo bem, é por uma boa causa, e quanto mais de nós ficarmos assim por enquanto, mais rápido tudo isso vai passar. Só queria que todos pensassem assim... Deixo meu apelo, portanto: não dê ouvidos para o que algumas pessoas, especialmente certos políticos, estão dizendo e, desde que você possa, FIQUE ISOLADO, longe de qualquer outra pessoa que não more com você, não saia, lave as mãos e tome as medidas de segurança. Logo isso acaba.

E sabe o que veio acompanhado da quarentena? Isso mesmo: aumento do meu consumo musical, indo contra as tendências observadas mundialmente, mas eu ficando em casa, com pleno acesso ao meu Wi-fi, só poderia resultar nisso mesmo. Segundo meu last.fm, foram 3.270 reproduções feitas no último mês (média de 105 por dia), que contaram com 739 artistas, 1.392 álbuns e 2.395 faixas diferentes. OK, talvez não tenha sido aumento se comparado com os números de janeiro e fevereiro, mas sim uma manutenção do que eu já estava acostumado a escutar. De qualquer forma, fico satisfeito que pelo menos uma coisa seguiu na normalidade.

Mas foi apenas esse detalhe que permaneceu dentro dos parâmetros, porque até mesmo o que eu ouvi durante março foi atípico. Quer dizer, aquele básico de Rock e Metal, que todos já estão cansados de saber, permaneceu, mas teve algumas adições e novidades interessantes que destoaram do habitual. Entenda do que estou falando lendo meus DESTAQUES DO MÊS logo abaixo.

ARTISTAS DO MÊS:


- Duran Duran (Pop Rock): estou viciado nesses caras. Alguém mande ajuda. Mas falando sério, é impressionante a qualidade do material que o grupo produziu durante a década de 1980, repleta de influências e construindo uma identidade única na época. Um grupo que é mais que recomendado para todos os amantes da música.

Também destaco:

- a-ha (Pop Rock)

- Pearl Jam (Grunge, Rock)

- Megadeth (Thrash Metal, Hard Rock)

- The Who (Rock)

- Dio (Metal)

- Sonic Youth (Rock Alternativo)

- Simple Minds (Pop Rock)

ÁLBUNS DO MÊS:


- Childish Gambino - 3.15.20 (Rap, Soul, R&B; 2020): Donald Glover, o homem por trás do pseudônimo Childish Gambino, é inquieto e provocativo, como já provado inúmeras vezes anteriormente, seja pela aclamada série Atlanta, seja por seu hit This Is America (2018), e que mais uma vez fica claro em seu novo registro, que mergulha de cabeça no experimentalismo e entrega um resultado único. Fica aquela sensação de estranheza ao terminar a audição, mas também é impossível não ficar refletindo em todas aquelas faixas sem nome oficial posteriormente.

Destaco também:

- Body Count - Carnivore (Rap Metal, Thrash Metal; 2020)

- Huey Lewis & The News - Weather (Rock; 2020)

- Five Finger Death Punch - F8 (Metal; 2020)

- Lucifer - Lucifer III (Doom Metal, Hard Rock; 2020)

- My Chemical Romance - Three Cheers for Sweet Revenge (Emo; 2004)

- Mr. Big - Lean Into It (Hard Rock; 1991)

- Iron Maiden - The Number of the Beast (Metal; 1982)

- Rick Wakeman - The Myths And Legends Of King Arthur And The Knights Of The Round Table (Rock Progressivo; 1975)

- Pink Floyd - The Dark Side of the Moon (Rock Progressivo; 1973)

- The Stooges - Raw Power (Rock; 1973)

- Derek & The Dominos - Layla And Other Assorted Love Songs (Blues Rock; 1970)

FAIXAS DO MÊS:


- Ben Folds Five - Kate (Pop Rock; 1997): teve um episódio da série This Is Us em que essa música tocou em um momento descontraído (seguido por um momento horrível). O impacto da cena foi grande o suficiente para poucas pessoas repararem na música, mas a melodia contagiante ficou na minha cabeça e tive que ir atrás dela. Viciei, claro.

Destaco também:

- The Killers - Caution (Rock; 2020)

- Trivium - What Dead Men Say (Thrash Metal; 2020)

Confira, por fim, a playlist feita por mim durante março de 2020: