quarta-feira, 24 de agosto de 2022

BALANÇO MUSICAL - Julho de 2022

(Arte por Russell Dauterman e Matt Wilson. Thor, Poderosa Thor e Odin pertencentes à Marvel Entertainment, LLC e The Walt Disney Company, todos os direitos reservados)

Olá! Seja bem-vindo ao meu projeto Balanço Musical, uma coluna mensal na qual falo sobre música, o que escutei no mês que se passou, o porquê das escolhas, o que me influenciou nesses dias, e publico uma playlist com uma faixa referente a cada dia do período. O objetivo não é nada além de escrever um pouco mais sobre música no blog, apresentar algumas coisas diferentes e dar às pessoas a oportunidade de conhecer novos artistas e canções. As postagens são publicadas sempre na primeira segunda-feira útil de cada mês (exceto quando ela coincide com o primeiro dia [útil] do mês -- ou quando não me dá tanta vontade assim).

Julho foi bom. Verdadeiramente bom. Quer dizer, teve um susto logo nos primeiros dias. Felizmente, foi algo ofuscado pelos bons momentos ocorridos antes e os que vieram logo depois. Entre encontros, reencontros (em momentos inesperados) e despedidas, surpresas e confusões, alegrias e doses seguras de angústia, foi certamente um dos mais interessantes meses de 2022, um em que me senti vivo como há muito não fazia, e que ainda trouxe a (brilhante) finalização da quarta temporada de Stranger Things logo em seu primeiro dia, a estreia do (controverso -- e que eu amei) Thor: Amor e Trovão, os episódios finais de Ms. Marvel (que gostei com ressalvas) e de The Boys (que gostei mas achei aquém do final da temporada anterior), mais episódios de Westworld (que só foi acabar agora em agosto), além de finalmente ter parado para assistir ao filme do ano, Tudo Em Todo Lugar Ao Mesmo Tempo.

Mais uma vez, esses bons tempos se refletiram no que tange meu lado musical. Não vou poupar palavras: esse último mês foi absurdo. Obsceno até, devo dizer. Segundo meu last.fm, foram 3.918 reproduções nos últimos 31 dias (uma média de 126/dia), que ainda incluíram 668 artistas, 1.165 álbuns e 3.535 faixas diferentes. Não apenas manteve a tendência de meses recheados de música, como também conquistou um merecidíssimo segundo lugar entre os maiores, perdendo apenas para maio de 2022. Já posso adiantar que agosto não chegará nesse mesmo patamar, mas acredito que deva ficar próximo do que foi junho último (o que já é enorme por si só).

E foi absurdo (e até obsceno) também pela qualidade do que passou pelos meus ouvidos. Não que tenha muitas surpresas. Acho que nenhuma, na verdade. Mas também não significa que eu não tenha ouvido apenas uma seleção do mais alto calibre durante as últimas semanas, em uma mistura quase perfeita de Rock, Metal, Pop Rock, Pop oitentista e outros subgêneros que poucos conseguem identificar e apontar. E esse grupo tão restrito pode ser conferido em meus DESTAQUES DO MÊS logo abaixo.

ARTISTAS DO MÊS:


- Queen (Rock, Hard Rock, Pop Rock, Art Rock): eu acho que o Queen, a primeira banda cujo som me conquistou há quase duas décadas, quando tinha por volta dos 8 anos, nunca chegou a figurar como principal destaque. Claro, posso estar terrivelmente errado, mas pelo menos desde que passei a usar imagens nas postagens do Balanço Musical isso não chegou a acontecer. Engraçado pensar na dimensão do quarteto em minha vida e toda a influência que exerceram em meus gostos e preferências musicais, e que só estão aqui porque tive muita vontade de ouvir alguns álbuns em sequência durante "a semana do Rock", em que me dediquei apenas a ouvir clássicos. E não me arrependo de nada.

Destaco também:

- Dio (Metal, Hard Rock)

- Kiss (Hard Rock, Metal, Rock)

- Pink Floyd (Rock Progressivo)

- The Beatles (Rock)

- Deep Purple (Hard Rock, Rock, Blues Rock)

- Sepultura (Groove Metal, Thrash Metal, Death Metal)

- Rush (Rock Progressivo, Hard Rock)

- The Rolling Stones (Rock)

ÁLBUNS DO MÊS:


- Metric - Formentera (Indie Rock, Synth Pop, Art Rock; 2022): com base quase exclusivamente no anterior, Art of Doubt de 2018, minhas expectativas para um novo álbum do Metric eram altíssimas. O impacto com Doomscroller, primeiro single lançado em divulgação, não foi dos maiores em mim, e precisei ouvir umas três vezes para entender aqueles 10 minutos de música e passar a apreciá-los. A experiência com Formentera foi basicamente a mesma, com o trabalho não capturando tanto minha atenção em sua primeira audição, mas com minha compreensão daquelas nove faixas aumentando a cada nova escutada. E isso é curioso, pois não possui uma sonoridade complexa ou rebuscada; pelo contrário, as canções são até simples, dançantes e grudentas, bem calcadas no lado mais Pop do quarteto. No fim, provavelmente eu quem não estava em sintonia com o clima do disco.


- Jack White - Entering Heaven Alive (Rock, Folk Rock, Blues Rock; 2022): a notícia de que Jack White lançaria dois trabalhos em um mesmo ano me deixou muito entusiasmado quando chegou até mim. Se em Fear of the Dawn o artista apostou no peso e sons mais ágeis, chegando a flertar com o Hard Rock, aqui ele pega o caminho reverso e se utiliza de melodias acústicas, ainda que as guitarras não estejam desplugadas. E o resultado me recorda de seu primeiro álbum solo, Blunderbuss, com belas canções mais voltadas ao Folk Rock, mas sem deixar de lado a pegada que o consagrou. Não tem como negar, tanto Entering Heaven Alive quanto seu antecessor são fortes na disputa pelo posto de melhor do ano. 

Destaco também:

- Def Leppard - Diamond Star Halos (Hard Rock, Pop Rock; 2022) -- um direcionamento interessante no novo lançamento do Leopardo Surdo, flertando com diversos seguimentos e cadências, mas acertando mesmo quando retorna para o que os consagrou no passado

- Bastardane - Is This Rage? (Thrash Metal, Groove Metal; 2022) -- uma ótima estreia para o grupo do filho de James Hetfield, que claramente tem influências do Metallica, mas também possui personalidade própria

- Dream Widow - Dream Widow (Death Metal, Black Metal, Thrash Metal; 2022) -- pode ser só o Foo Fighters (ainda pré-falecimento do saudoso Taylor Hawkins) com um pseudônimo exclusivamente para produzir a trilha sonora do filme Studio 666, mas inegável que os caras soaram muito bem ao apostar no peso e vocais mais "sujos" e rasgados

- Joe Bonamassa - Driving Towards The Daylight (Rock, Blues Rock, Hard Rock; 2012)

- Porcupine Tree - Lightbulb Sun (Rock Progressivo, Rock Alternativo, Metal Progressivo; 2000) -- achou que eles não estariam? Achou errado

- Angra - Holy Land (Metal Melódico, Power Metal, Metal Sinfônico, Metal Experimental; 1996) -- segue sendo um dos melhores álbuns do Metal brasileiro

- Talisman - Genesis (Hard Rock; 1993) -- coisa linda, como todos do grupo

- Asia - Aqua (Rock, Rock Progressivo, Pop Rock; 1992)

- Simple Minds - New Gold Dream (81/82/83/84) (Pop Rock, New Wave; 1982) -- a alegria de ter conseguido encontrar esse em vinil

- Manowar - Battle Hymns (Metal; 1982)

- Peter Gabriel - Peter Gabriel 2: Scratch (Rock, Pop Rock, Rock Progressivo; 1978)

- AC/DC - Let There Be Rock (Hard Rock, Blues Rock; 1977) -- esse sempre terá um lugar especial no meu coração

- Led Zeppelin - Physical Graffiti (Hard Rock, Blues Rock, Art Rock; 1975) -- o melhor do Led Zeppelin e não se fala mais sobre isso

- Rory Gallagher - Rory Gallagher (Rock, Blues Rock; 1971)

FAIXAS DO MÊS:


- Kate Bush - Babooshka (Pop Rock, Art Pop, Art Rock; 1982): na esteira de Running Up That Hill em Stranger Things, fui eu atrás de mais Kate Bush e me deparei com essa música de instrumental perfeito, letra narrando as desventuras de uma mulher testando seu marido e um clipe que ilustra tudo isso muito bem. Todo o álbum Never for Ever é excelente, tido por muitos como o melhor da artista, e provavelmente até traga músicas melhores, mas Babooshka grudou no meu cérebro e está lá até agora. Eis o poder da faixa.

Destaco também:

- Ozzy Osbourne feat. Tony Iommi - Degradation Rules (Metal; 2022) -- o segundo single do vindouro álbum de Ozzy traz uma mini-reunião do Black Sabbath, e o resultado honra os nomes envolvidos, especialmente pelo riff típico de Iommi marcando todo seu peso característico

- The Bangles - Hazy Shade of Winter (Rock; 1987)

- Siouxsie and the Banshees - Spellbound (Rock; 1981) -- outra diretamente de Stranger Things, dessa vez dos créditos do último episódio da quarta temporada, além de ser uma das minhas favoritas do grupo

- The Eagles - Journey of the Sorcerer (Rock; 1975) -- porque eu demorei mais do que deveria para achar essa ótima faixa

Confira, por fim, a playlist elaborada por mim durante julho de 2022:

segunda-feira, 11 de julho de 2022

BALANÇO MUSICAL - Junho de 2022

(Arte por koalanov. Max Mayfield e Stranger Things pertencentes à Netflix, Inc. e The Duffer Brothers, todos os direitos reservados)

Olá! Seja bem-vindo ao meu projeto Balanço Musical, uma coluna mensal na qual falo sobre música, o que escutei no mês que se passou, o porquê das escolhas, o que me influenciou nesses dias, e publico uma playlist com uma faixa referente a cada dia do período. O objetivo não é nada além de escrever um pouco mais sobre música no blog, apresentar algumas coisas diferentes e dar às pessoas a oportunidade de conhecer novos artistas e canções. As postagens são publicadas sempre na primeira segunda-feira útil de cada mês (exceto quando ela coincide com o primeiro dia [útil] do mês -- ou quando não me dá tanta vontade assim).

Junho foi um bom mês. Quer dizer, com percalços, mas ainda assim bom. Algumas saídas, aniversários, novos contatos, possibilidades que se abriram e bons momentos ao lado das pessoas que amo. Ao mesmo tempo, um surto de SARS-CoV-19 (ou Covid-19, ou conoravírus) em meu local de trabalho, que me deixou nervoso e temeroso por dias. O lado bom é que ela acabou deixando todos num trabalho remoto temporário, que eu soube aproveitar cada segundo de sua duração. Não fosse por ele, duvido que teria me dedicado a sequer assistir à primeira parte da quarta temporada de Stranger Things (e ainda bem que o fiz) Também foi bom por me permitir assistir aos episódios de The Boys, Obi-Wan KenobiMs. Marvel e Westworld lançados durante o período sem maiores problemas.

Por conta dessas circunstâncias, fácil imaginar que também escutei muita música durante junho. Não igual a maio último, claro, mas ainda assim... Segundo meu last.fm, foram 3.568 reproduções realizadas durante os 30 dias passados (média de 118/dia), que incluíram 616 artistas, 1.102 álbuns e 3.268 faixas diferentes. Ótimos números que fizeram desse meu quarto melhor mês em quantidade no retrospecto geral. E veremos por qual direção este julho irá, por ora não é possível afirmar nada.

E se em quantidade impressionou, em qualidade não deixou nada a dever. Não que tenha tido muitas mudanças no que costumo ouvir habitualmente, mas minha seleção de Rock, Metal, Pop oitentista e afins segue firme e forte por mais um mês, tendo lançamentos, novidades, resgates e clássicos lado a lado, com influências de onde estive ou do que assisti. E você pode conferir tudo isso abaixo em meus DESTAQUES DO MÊS.

ARTISTAS DO MÊS:


- Porcupine Tree (Rock Progressivo, Metal Progressivo, Rock Alternativo): acho que não poderia ser outro o destaque aqui. Não apenas por conta do álbum novo: eu realmente escutei bastante Porcupine Tree durante junho, talvez como uma preparação para o mais recente lançamento, talvez apenas porque veio a calhar. A verdade é que escutá-los nunca é demais, e quanto mais ouço, mais percebo o quanto suas composições ressoam comigo, e mais eles se tornam uma de minhas bandas favoritas

Destaco também:

- Roxette (Rock, Pop Rock, Pop)

- The Rolling Stones (Rock)

- Deep Purple (Hard Rock, Rock, Blues Rock)

- Duran Duran (Pop Rock, Rock, Pop)

- Garbage (Rock Alternativo)

ÁLBUNS DO MÊS:


- Porcupine Tree - Closure/Continuation (Rock Progressivo, Metal Progressivo; 2022): definitivamente não poderia ser outra a escolha aqui. Eu não costumo (e nem gosto) de colocar artistas duas vezes em meus destaques, mas não tive muita alternativa, pois Porcupine Tree teve um impacto muito grande em meu junho, muito graças ao lançamento de Closure/Continuation, novo trabalho do grupo (agora um trio) após seu retorno e, como o próprio nome indica, é tanto um ponto final de certos aspectos do passado como uma continuação de seus pontos mais fortes. Melodias, letras, instrumental, a produção sonora impecável, tudo está aqui, em um esforço muita mais coletivo do que concentrado em Wilson, como costumava ser. É o provável melhor álbum do ano, difícil ser superado.

Destaco também:

- Liam Gallagher - C'mon You Know (Rock, Britpop; 2022) -- Liam sendo ao menos o coautor de todas as faixas do sucessor de Why Me? Why Not., de 2019, e entregando aquele que provavelmente é seu melhor trabalho solo até o momento

- Florence + The Machine - Dance Fever (Pop Rock, Dance Rock, Indie Rock; 2022) -- que obra-prima Florence Welch nos forneceu ao lado de seu grupo nesse ano

- Kreator - Hate Uber Alles (Thrash Metal; 2022) -- verdadeira pedrada dos alemães, um álbum que teremos como um clássico moderno nos próximos anos

- Abbath - Dead Reaver (Black Metal, Thrash Metal, Death Metal; 2022) -- depois de dois discos sólidos e bem sucedidos, Abbath apresenta um pouco de sua versatilidade aqui se aventurando em outras vertentes do Metal no seu melhor registro até aqui

- Dorothy - Gifts From The Holy Ghost (Hard Rock; 2022) -- o trabalho mais consistente do grupo até o momento, e que siga assim em lançamentos futuros

- Avril Lavigne - Love Sux (Pop Punk; 2022) -- a rainha do Pop Punk está de volta em grande estilo. Para fazer os fãs irem a delírio mesmo

- Daryl Hall & John Oates - Marigold Sky (Pop Rock, Pop, New Wave; 2022) -- uma aula de como atualizar sua sonoridade sem abrir mão de elementos clássicos

- Marina - Ancient Dreams In A Modern Land (Pop Rock, Indie Rock; 2021) -- só queria dizer que eu amo a voz dessa mulher perfeita mesmo

- Epica - The Quantum Enigma (Metal Sinfônico, Power Metal; 2014)

- Black Label Society - Catacombs of the Black Vatican (Metal; 2014)

- The Stooges - Ready To Die (Punk Rock, Art Rock, Hard Rock; 2013) -- aquele que viria a se tornar o álbum de despedida dos Stooges inconscientemente soa como um álbum de despedida, mas um ainda melhor que o anterior, The Weirdness

- Gnarls Barkley - St. Elsewhere (Funk, Pop, R&B; 2006)

- The Black Crowes - Lions (Hard Rock, Blues Rock, Southern Rock; 2001)

- Midnight Oil - Blue Sky Mining (Rock, Hard Rock, Rock Alternativo; 1990)

- Iggy Pop - Brick By Brick (Hard Rock, Punk Rock, Art Rock; 1990)

- Tom Petty - Full Moon Fever (Rock, Heartland Rock; 1989)

- Faith No More - Introduce Yourself (Hard Rock, Rock Alternativo; 1987)

- Siouxsie and the Banshees - Through the Looking Glass (Rock Gótico, Rock, Rock Alternativo; 1987)

- Joe Cocker - Cocker (Pop Rock, Rock; 1986)

- Peter Gabriel - Peter Gabriel 3: Melt (Rock, Rock Progressivo, Pop Rock; 1980)

- Wishbone Ash - Argus (Rock, Hard Rock; 1972)

FAIXAS DO MÊS:


- Kate Bush - Running Up That Hill (A Deal With God) (Pop, Art Pop; 1985): diretamente da quarta temporada de Stranger Things, esse sucesso de outrora trouxe Kate Bush de volta às paradas depois de muito, muito tempo. Não é pra menos: a faixa apresenta uma produção perfeita, som cristalino e uma performance arrebatadora da cantora. E, como toda boa música pop, é grudenta DEMAIS, o que, aliado à repetição da canção que a série nos expõe, deixa na cabeça por dias a fio.

Destaco também:

- Porcupine Tree - Love In The Past Tense (Rock Progressivo; 2022) -- quer dizer, eles já estão nos destaques de artistas e álbuns, por que não nos de faixas também? O fato é que essa música é apaixonante, viciante, tem uma letra maravilhosa e um instrumental diferente de tudo que me lembre de a banda já ter feito. Um ponto fora da curva maravilhoso em uma discografia riquíssima e cheia desses

- Lyn - Last Surprise (J-Pop, J-Rock; 2016) -- essa é dedicada ao dia da divulgação do lançamento dos Persona para Switch. Nintendistas, saiba que acompanhei e vibrei junto a vocês

- Paul McCartney, Dave Grohl, Krist Novoselic, Pat Smear - Cut Me Some Slack (Grunge, Hard Rock; 2013) -- dedicada ao aniversário de 80 anos do maior músico vivo. Longe de ser a mais adequada, mas demonstra muito bem toda sua versatilidade ao longo de 60 anos de carreira

Confira, por fim, a playlist elaborada durante junho de 2022:


segunda-feira, 20 de junho de 2022

BALANÇO MUSICAL - Maio de 2022

(Arte pertencente à Marvel Entertainment, LLC e The Walt Disney Company, todos os direitos reservados.)

Olá! Seja bem-vindo ao meu projeto Balanço Musical, uma coluna mensal na qual falo sobre música, o que escutei no mês que se passou, o porquê das escolhas, o que me influenciou nesses dias, e publico uma playlist com uma faixa referente a cada dia do período. O objetivo não é nada além de escrever um pouco mais sobre música no blog, apresentar algumas coisas diferentes e dar às pessoas a oportunidade de conhecer novos artistas e canções. As postagens são publicadas sempre na primeira segunda-feira útil de cada mês (exceto quando ela coincide com o primeiro dia [útil] do mês -- ou quando não me dá tanta vontade assim).

Maio começou um tanto misto, com coisas boas e ruins acontecendo mais ou menos ao mesmo tempo em minha vida, mas o curso foi corrigido com o passar dos dias, e acabou por terminar em uma boa nota. Foi um período interessante com diversos desdobramentos, muitos deles que não se concluíram, mas parecem estar rumando para desfechos inesperados. De positivo, dá para destacar ter conseguido rever velhos amigos depois de um longo período, ter assistido Doutor Estranho no Multiverso da Loucura, a estreia da série do Obi-Wan Kenobi e os jogos finais da temporada europeia de futebol, ainda que não tenham sido exatamente o que eu gostaria.

Também foi um mês com muita música. Ou melhor dizendo: foi o mês com mais música que já tive em minha vida. Segundo meu last.fm, foram 4.100 (!!!) reproduções realizadas em maio (média de 132/dia), que contaram com 708 artistas, 1.288 álbuns e 3.769 faixas diferentes. Superou com alguma folga dezembro último, meu maior mês até então, em todos os quesitos. Mais do que isso: representou mais de 10% de tudo que ouvi no ano de 2021. Será que consigo me superar mais uma vez nesse ano? Isso só o tempo dirá... Mas uma coisa que sei é que esse mês de junho dificilmente chegará perto do anterior, que deve ficar como um grande ponto fora da curva nesse quesito.

E um mês tão fora da curva assim também foi recheado de música fora da curva também, certo? Ehrr, não exatamente. Quer dizer, eu com certeza ouvi muita coisa boa durante os últimos 31 dias, mas foi tudo bem dentro do esperado para mim, sem nenhuma grande surpresa fora do meu padrão de Rock, Metal e Pop Oitentista. Não que isso seja ruim, pelo contrário, pois os DESTAQUES DO MÊS vêm recheados de petardos, sejam eles novos, antigos, famosos ou desconhecidos, e você pode conferi-los logo abaixo, mais uma vez com duplo destaque de álbuns.

ARTISTAS DO MÊS:


- Steven Wilson (Rock Progressivo, Metal Progressivo): talvez eu esteja animado pelo novo disco do Porcupine Tree, que sairá nos dias seguintes à publicação dessa postagem, talvez tenha vindo a calhar revisitado alguns de seus trabalhos solo no último mês, mas meu destaque não poderia ser outro senão O Homem, Steven Wilson, uma das mentes musicalmente mais brilhantes de nossos tempos, um artista inquieto que não cansa de se reinventar e explorar. E que ele continue nesse pique inventivo por muitos mais anos.

Destaco também:

Bruce Dickinson (Metal, Hard Rock)

- Sepultura (Metal, Groove Metal, Thrash Metal, Death Metal, Metal Progressivo)

- Journey (Rock, Hard Rock, AOR)

- Scorpions (Hard Rock, Rock, AOR)

- Death (Death Metal)

- Gojira (Metal Progressivo, Groove Metal, Death Metal)

- Soulfly (Groove Metal, Thrash Metal, Death Metal)

- Depeche Mode (Pop Rock, Pop, Synth-Pop, Rock Alternativo)

- Within Temptation (Metal, Metal Sinfônico)

ÁLBUNS DO MÊS:


- Halestorm - Back From The Dead (Hard Rock, Metal; 2022): não acho que esteja exagerando quando digo que Lzzy Hale tem a voz mais potente do Rock/Metal na atualidade, e os trabalhos do Halestorm desde a estreia autointitulada só comprovam meu argumento. Mas parece que ela quis subir o nível em Back From The Dead, mais recente álbum do grupo. Ou então é a sonoridade, mais pesada e agressiva, que permitiu a ela liberar sua voz e seus demônios internos, algo que já tivemos uma amostra no anterior Vicious, mas aqui foi elevado à enésima potência junto a toda qualidade do grupo. Quase quarenta minutos de pedradas certeiras misturadas com melodias irretocáveis, e um forte candidato a melhor do ano. 


- The Black Keys - Dropout Boogie (Rock, Blues Rock, Indie Rock; 2022): é engraçado como a trajetória de certas bandas acontece. O Black Keys começou como um duo de Blues Rock e Garage Rock bem rústico, apenas guitarra e bateria, produção bem simplória. A cada lançamento, no entanto, eles aprimoraram sua sonoridade e a transformaram em algo mais palatável e pop, chegando ao ápice em Brothers e El Camino, até que erraram a mão em Turn Blue, tão melancólico e com tão pouca guitarra, ainda que tenha me agradado. Após uma pausa retornaram triunfantemente com "Let's Rock", de 2019, retomando a sonoridade que os consagrou. Mas no último ano lançaram Delta Kream, um trabalho de covers voltado inteiramente aos artistas de Blues que os inspiraram. Seria esse um sinal? A resposta é "sim", como fica claro em Dropout Boogie, que mostra a dupla voltando às raízes de sua sonoridade mais rústica e com uma veia mais voltada ao estilo, denotada também pela colaboração de Billy F. Gibbons do ZZ Top em uma faixa. Honestamente? Foi um movimento bem vindo, que mostra os integrantes muito à vontade em seu lugar comum. Resta saber o que vem depois daqui.

Destaco também:

- The Hellacopters - Eyes of Oblivion (Hard Rock; 2022) -- caberia, e muito, como um dos destaques também, mas acho que eu preciso dar mais uma escutada antes, apenas para confirmar toda a qualidade presente nesse pérola puro Rock N' Roll dos suecos

- Arcade Fire - WE (Art Rock, Indie Rock; 2022) -- outro que eu iria colocar como destaque, e outro que eu preciso escutar novamente, especialmente pela complexidade sonora e temática aqui apresentada

- Rammstein - Zeit (Metal Industrial, Rock Industrial; 2022) -- consegue soar, ao mesmo tempo, característico da banda e diferente de seus trabalhos anteriores, com certeza vale a conferida

- Machine Gun Kelly - mainstream sellout (Pop-Punk, Emo; 2022) -- o MGK conseguiu fazer outro trabalho contagiante, repleto de convidados e muita qualidade

- Nazareth - Surviving The Law (Rock, Hard Rock; 2022) -- uma grata surpresa para mim, que nem sabia que o grupo seguia na ativa e, mais ainda, produzindo trabalhos nesse nível de qualidade

- Inglorious - We Will Ride (Hard Rock; 2021) -- relembrando um dos melhores trabalhos do último ano

- Delain - Apocalypse & Chill (Metal Sinfônico, Metal; 2020) -- repito o que disse ano passado sobre esse álbum: é uma pena essa banda ter implodido, pois ele é muito bom. O jeito vai ser acompanhar tanto a nova fase do grupo quanto a carreira solo da vocalista Charlotte Wessels

- Bring Me The Horizon - Sempiternal (Metalcore, Metal, Hard Rock; 2013) -- BMTH já está virando figurinha carimbada por aqui, né? Culpa minha que estou tirando o atraso da excelente carreira dos caras

- H.E.A.T. - Address the Nation (Hard Rock, AOR; 2012) -- mostra o grupo bem mais melódico após a troca de vocalista

- Lacuna Coil - Unleashed Memories (Metal, Metal Sinfônico, Metal Gótico; 2005)

- Body Count - Violent Demise: The Last Days (Metal, Rap Metal, Nu Metal; 1997)

- Pixies - Surfer Rosa (Rock Alternativo; 1988)

- Gang of Four - Entertainment! (Post-Punk; 1979) -- simplesmente um dos melhores álbuns de todos os tempos

FAIXAS DO MÊS:


- My Chemical Romance - The Foundations of Decay (Hard Rock, Rock Progressivo, Hardcore, Emo; 2022): o anúncio do retorno do grupo em 2019, com uma turnê para o ano seguinte, criou muita expectativa nos fãs. Só que veio a pandemia, e todos esses planos tiveram que ser adiados. Com o mundo retomando suas atividades graças à vacinação, a banda parece ter seguido com seu planejamento anterior, divulgando uma nova música que traz, ao mesmo tempo, aquele som tão característico, mas com um ar de novidade e um arrojamento inesperado. Para ficar empolgado com o que vem aí, sem dúvidas.

Destaco também:

- Porcupine Tree - Harridan (Rock Progressivo, Metal Progressivo; 2022) -- o novo álbum dos caras PROMETE

- Billy Squier - The Stroke (Rock, Hard Rock; 1981)

- Billy Joel - The Stranger (Rock, Pop Rock; 1977)

- America - A Horse With No Name (Rock; 1972) -- a música que eu defino como "aquela que tem a resposta para tudo"

Confira, por fim, a playlist elaborada durante maio de 2022:

quarta-feira, 18 de maio de 2022

BALANÇO MUSICAL - Abril de 2022

(Arte por Declan Shalvey. Cavaleiro da Lua pertencente à Marvel Entertainment, LLC e The Walt Disney Company, todos os direitos reservados.)

Olá! Seja bem-vindo ao meu projeto Balanço Musical, uma coluna mensal na qual falo sobre música, o que escutei no mês que se passou, o porquê das escolhas, o que me influenciou nesses dias, e publico uma playlist com uma faixa referente a cada dia do período. O objetivo não é nada além de escrever um pouco mais sobre música no blog, apresentar algumas coisas diferentes e dar às pessoas a oportunidade de conhecer novos artistas e canções. As postagens são publicadas sempre na primeira segunda-feira útil de cada mês (exceto quando ela coincide com o primeiro dia [útil] do mês -- ou quando não me dá tanta vontade assim).

Abril foi um bom mês. Não foi o mais marcante deles, mas muitas vezes isso é um bom sinal, ainda mais vindo de um final levemente ruim do anterior. Os vários feriados acabaram por torná-lo mais leve, um respiro extremamente necessário, especialmente para um ano como esse 2022, reduzido em folgas por diversos fatores. Ainda assim, recebi certos produtos que há muito pretendia adquirir, finalmente tive a oportunidade de assistir Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa (e amei, claro), reassisti Batman assim que saiu nos streamings, fiquei em dia com Doctor Who e segui vendo a série do Cavaleiro da Lua, que atualmente já teve sua temporada encerrada e, honestamente, mesmo com seus erros, me agradou (mais do que parece ter agradado o resto do público).

E foi um bom mês musicalmente também. Não que isso ainda surpreenda alguém, afinal os únicos momentos em que não consumo música é quando estou comendo, dormindo ou assistindo algum filme ou série, mas a informação não deixa de ser válida. De acordo com meu last.fm, foram 3.392 reproduções realizadas em abril (média de 113/dia), contando com 624 artistas, 1.093 álbuns e 3.117 faixas diferentes. Um crescimento em relação a março último, e números bem similares aos do mesmo período no ano passado, mostrando que, apesar das mudanças em minha vida... é, as coisas continuam mais ou menos as mesmas em sua essência.

Da mesma forma que nos períodos mencionados, o que ouvi durante abril se manteve dentro de meu padrão de sempre, com Rock, Metal e Pop oitentista, variando entre seus subgêneros e combinando novidades com clássicos e favoritos pessoais. Tudo isso pode ser conferido logo abaixo em meus DESTAQUES DO MÊS, com uma pequena surpresa.

ARTISTAS DO MÊS:


- Rush (Rock Progressivo, Hard Rock): eu sou clichê até demais por colocar minha banda favorita como principal destaque mais uma vez (eu já perdi a conta de quantas já foram). Mas não tem como, os caras foram um grupo estupendo em tudo o que fizeram. E eu realmente os ouvi bastante em abril, muito graças a edição comemorativa de 40 anos de Moving Pictures, seu mais famoso trabalho (merecidamente).

Destaco também:

- Pink Floyd (Rock Progressivo) -- destaco aqui que David Gilmour e Nick Mason se reuniram para gravar, junto ao artista ucraniano Andriy Khlyvnyuk, a faixa Hey, Hey, Rise Up!, uma forma de arrecadar fundos para as vítimas da Guerra da Ucrânia em uma atitude muito bem vinda de caras fora de série

- The Beatles (Rock)

- Black Sabbath (Metal)

- David Bowie (Rock)

- Elvis Presley (Rock, Rockabilly)

ÁLBUNS DO MÊS:


- Red Hot Chili Peppers - Unlimited Love (Rock, Funk Rock, Pop Rock, Rock Alternativo; 2022): eu gosto dos discos com Josh Klinghoffer como guitarrista, mas a experiência de ouvi-los, mesmo com a qualidade, sempre deixava a impressão de algo estar faltando. E esse "algo faltando" tem nome: John Frusciante. Eis que ele volta ao grupo, eles gravam um álbum e adivinhe? É como se tudo estivesse de volta ao lugar, tanto na qualidade sonora, quanto no clima geral, composições e aquela alegria tão característica do RHCP. Unlimited Love soa como continuação direta dos melhores momentos do quarteto, e creio que não há elogio maior que esse.


- Jack White - Fear of the Dawn (Rock, Hard Rock, Blues Rock; 2022): sim, dois álbuns indicados como destaques de abril, algo que eu tentei evitar fazer por muito tempo, mas dessa vez não tive como escapar com dois trabalhos de tão alto nível lançados quase que simultaneamente. Sobre esse em específico, acho que dá para dizer que Jack White se encontra num ponto alto de sua carreira, tendo lançado o magnânimo Help Us Stranger com os Raconteurs em 2019 e retornando agora para mais uma empreitada solo, influenciada por sons mais pesados e ágeis, mas sem deixar de lado os elementos que o consagraram. Fear of the Dawn é o artista mais uma vez provando sua versatilidade, e esse é só o primeiro dos dois trabalhos que ele lançará nesse ano.

Destaco também:

- Elvis Costello - Mistook Me For a Friend (Rock, Rock Alternativo; 2022) -- Costello fazendo o que sabe de melhor em mais uma grande adição a sua vasta discografia

3rd Secret - 3rd Secret (Rock Alternativo; 2022) -- esse supergrupo com Krist Novoselic (ex-Nirvana), Kim Thayil (ex-Soundgarden) e Matt Cameron (Pearl Jam) causou algum barulho pelo peso dos nomes envolvidos durante o lançamento do trabalho, mas o resultado não me impressionou muito. Talvez precise ouvir novamente, mas me soou aquém do esperado...

- Eddie Vedder - Earthling (Rock; 2022) -- um belíssimo registro que também poderia estar entre os principais destaques do mês (só que três já seria demais)

- Joe Satriani - The Elephants of Mars (Rock Instrumental; 2022) -- não que seja do feitio de Satch errar, mas seu mais recente lançamento é um acerto gigantesco e muito bem vindo

- Inglorious - Inglorious (Hard Rock; 2016) -- a estreia do grupo deixou explícita a qualidade logo de cara. Ouvindo após os dois posteriores, porém, fica nítida a evolução que tiveram na sonoridade e composições

- Angra - Secret Garden (Power Metal, Speed Metal, Metal Sinfônico; 2014) -- a estreia de Fabio Lione nos vocais impressiona e deixa pouco a desejar em relação a álbuns mais antigos da banda

- Steven Wilson - Insurgentes (Rock Progressivo, Rock Experimental; 2008)

- Porcupine Tree - Fear of a Blank Planet (Rock Progressivo, Metal Progressivo; 2007) -- discaço maravilhoso, o grupo em seu ápice

- Volbeat - Rock The Rebel / Metal The Devil (Metal, Hard Rock; 2007) -- a estreia dos dinamarqueses deixa claro que já esbanjavam qualidade desde o início

- The Stooges - The Weirdness (Punk Rock, Art Rock, Hard Rock; 2007) -- primeiro do grupo desde Raw Power, de 1973, voltou de onde eles pararam, entregando um trabalho que equilibra agressividade e esquisitice experimental magistralmente

- Kings of Leon - Aha Shake Heartbreak (Garage Rock, Stoner Rock; 2005) -- ótimo como tudo o que faziam nessa época

- Probot - Probot (Metal; 2004)

- Opeth - Blackwater Park (Metal Progressivo, Death Metal; 2001) -- Opeth produzido por Steven Wilson, quer dizer, não tinha como dar errado

- Mötorhead - 1916 (Metal, Speed Metal, Hard Rock; 1991)

- Robert Plant - Manic Nirvana (Rock; 1990)

- Deep Purple - The House Of Blue Light (Hard Rock; 1987)

- Supertramp - Paris (Rock Progressivo, Pop Rock; 1980) -- um dos melhores álbuns ao vivo já lançados

FAIXAS DO MÊS:


- Echo & The Bunnymen - It's Alright (Rock, Rock Alternativo): Echo & The Bunnymen é uma banda que em muito se comunica comigo, muito pelo clima de suas músicas, suas letras e as experimentações realizadas. E aqui é uma mistura de tudo, mas com o segundo ponto se sobressaindo. Não é literal mas, de alguma forma, me senti contemplado pela letra de It's Alright. Daquelas coisas que faz pouco sentido para os demais, mas que para mim não poderia ser mais certeiro. Oh well.

Destaco também:

- Lyn - You Are Stronger (Hard Rock, J-Metal; 2020) -- a abertura de Persona 5 Strikers é uma das minhas faixas favoritas da franquia (e eu precisava ouvi-la para aquele momento em específico)

- 3 Doors Down - Kryptonite (Rock Alternativo, Hard Rock; 2000)

- Simple Minds - East At Easter (Pop, Pop Rock, Post-Punk, New Wave; 1983) -- no dia da Páscoa, óbvio, como uma piada de gosto duvidoso

- The Cure - Boys Don't Cry (Post-Punk, Rock; 1979) 

Confira, por fim, a playlist elaborada durante abril de 2022:

segunda-feira, 11 de abril de 2022

BALANÇO MUSICAL - Março de 2022

(Arte por Franceso Francavilla. Batman pertencente à DC Comics, todos os direitos reservados)

Olá! Seja bem-vindo ao meu projeto Balanço Musical, uma coluna mensal na qual falo sobre música, o que escutei no mês que se passou, o porquê das escolhas, o que me influenciou nesses dias, e publico uma playlist com uma faixa referente a cada dia do período. O objetivo não é nada além de escrever um pouco mais sobre música no blog, apresentar algumas coisas diferentes e dar às pessoas a oportunidade de conhecer novos artistas e canções. As postagens são publicadas sempre na primeira segunda-feira útil de cada mês (exceto quando ela coincide com o primeiro dia do mês -- ou quando não me dá tanta vontade assim).

Março foi um bom mês. Quer dizer, ele começou muito bem, com o primeiro dia ocorrendo durante o Carnaval e sendo reservado a minha ida ao cinema, a primeira desde fevereiro de 2020, para assistir Batman; e terminou um pouco mal por conta de ocorrências em seus últimos dias, em especial a morte do baterista Taylor Hawkins, importante membro do Foo Fighters, o que me deixou abalado por dias. Ainda assim, não foi capaz de ofuscar os bons dias vividos entre lazer e trabalho, que contaram com idas a festa de aniversário de uma amiga e a reencontro com alguns velhos amigos após anos sem se ver, bem como com o (re)lançamento de Persona 4 Arena Ultimax para consoles e PC, e a estreia da série do Cavaleiro da Lua, um personagem menos conhecido que é protagonista de ótimas histórias, e se espera que a adaptação siga nessa mesma linha.

E claro que ele também foi acompanhado de muita música, que eu simplesmente não consigo deixar de escutar, por mais que tente (embora, sinceramente, não haja lá muito motivo: basicamente TUDO eu posso fazer enquanto escuto algo). Segundo meu last.fm, foram 3.226 reproduções realizadas durante março (média de 104/dia), que contaram com 585 artistas, 933 álbuns e 2.927 faixas diferentes (curiosamente, apenas uma a menos que minhas reproduções totais de fevereiro desse ano). A média se manteve consistente com os últimos dois meses, mas todos os demais números subiram. O segredo? Voltei a ouvir mais playlists, e aí não tem jeito mesmo.

Como já disse em outras postagens, não tenho reinventado a roda em minhas audições recentes, como cheguei a fazer em determinados momentos do passado. Claro, vez ou outra eu ainda ouço algo que, em outros tempos, seria impensável para mim, mas o grosso do que escuto segue sendo Rock, Metal e Pop oitentista. Mas nem por isso que deixei de fazer descobertas ou revisitar materiais que há tempos não ouvia, bem como conferindo lançamentos ou faixas recentemente divulgadas. E tudo isso pode ser constatado em meus DESTAQUES DO MÊS a seguir.

ARTISTAS DO MÊS:


- Pain of Salvation (Metal Progressivo): eis uma "descoberta" recente minha que só fui dar maior atenção recentemente. O Pain of Salvation é uma banda difícil de se descrever, pois suas composições variam entre o melancólico e o denso, o pesado e o destruidor... O fato é que suas canções, melodias e letras chegaram a tocar meu âmago, e a identificação foi imediata. Um grupo ímpar no cenário atual.

Destaco também:

- The Rolling Stones (Rock)

- Creedence Clearwater Revival (Southern Rock, Rock Psicodélico)

- Bullet For My Valentine (Metalcore, Metal, Thrash Metal, Hard Rock)

ÁLBUNS DO MÊS:


- Scorpions - Rock Believer (Hard Rock, Rock; 2022): o Scorpions vinha de uma última década inusitada, que contou com anúncio de "último" álbum, aposentadoria e turnê de despedida, volta atrás na decisão e lançamentos bons, mas burocráticos, sem se assimilar com seus melhores momentos. Um novo álbum parecia fadado a seguir o mesmo caminho dos anteriores... Só que, felizmente, não. Os alemães voltaram a suas raízes e, aliados à experiência adquirida em mais de 55 anos de atividade, revitalizaram seu som, ao mesmo tempo que mostraram muita vontade e se mostraram muito à vontade. Riffs marcantes, solos inspirados e uma voz quase intacta de Klaus Meine são algumas das marcas possíveis de serem conferidas em Rock Believer. Sabe-se lá qual o próximo passo grupo, mas que eles mantenham a qualidade aqui vista.

Destaco também:

- Ghost - Impera (Metal, Hard Rock; 2022) -- preciso confessar que, à primeira ouvida, pareceu um baita disco, mas escutei uma ou outra música separadamente e não senti essa força toda. Talvez tenha sido o impacto da música de abertura, mas foi por conta disso que não o coloquei no destaque principal. Ainda assim, recomendado

- Sabaton - The War To End All Wars (Metal; 2022) -- Metal de qualidade tendo a Primeira Grande Guerra como tema. Destaco às surpresas que tive quanto a versatilidade sonora, com o grupo saindo de seu habitual

- Midnight Oil - Resist (Rock, Hard Rock; 2022) -- esse pode ou não ser o último álbum do Midnight Oil. Caso se confirme, será uma despedida mais que digna, com todos os elementos que consagraram o grupo e letras mais críticas, diante dos tempos que vivemos e a situação ambiental cada vez mais grave

- FM - Thirteen (Hard Rock, AOR; 2022) -- em primeira audição, achei o anterior, Synchronized, superior, mas ainda sobra qualidade neste novo trabalho do grupo

- Beth Hart - A Tribute to Led Zeppelin (Hard Rock; 2022) -- Beth Hart já errou? Se já, eu desconheço. Esse registro com interpretações das músicas do Led Zeppelin é coisa fina, tendo fidelidade ao material de origem, mas também sendo repleto de personalidade própria

- Chris Cornell - No One Sings Like You Anymore (Rock; 2020) -- esse álbum póstumo é composto inteiramente de covers, mas isso não é nenhum demérito. O título é autoexplicativo

- Inglorious - Ride To Nowhere (Hard Rock; 2019) -- estou conhecendo esse grupo ao contrário de seus lançamentos. Curiosamente, mal dá para perceber muita diferença entre esse e seu sucessor. Sinal que os caras são bons mesmo 

- Mr. Big - What If... (Hard Rock; 2010)

- Ayreon - 01011001 (Metal Progressivo, Rock Progressivo; 2008)

- Avantasia - The Metal Opera, Pt. 1 (Metal Progressivo, Metal Sinfônico, Power Metal; 2001)

- The Cure - Bloodflowers (Rock Gótico, Post-Punk, Rock Alternativo; 2000)

- Moonspell - Sin/Pecado (Metal Gótico, Doom Metal; 1998)

- The Black Crowes - By Your Side (Hard Rock, Southern Rock; 1998)

- New Order - Technique (Post-Punk, Pop Rock, Dance Rock; 1989)

- Skid Row - Skid Row (Hard Rock, Metal; 1989)

- Gary Moore - After The War (Hard Rock, Blues Rock; 1989)

- John Forgety - Centerfield (Rock, Southern Rock, Heartland Rock; 1985)

- Whitesnake - Slide It In (Hard Rock; 1984)

- Journey - Frontiers (Hard Rock, Rock, AOR, Pop Rock; 1983)

- Styx - Paradise Theatre (Rock, Hard Rock, AOR; 1981)

- Yes - Relayer (Rock Progressivo; 1974)

FAIXAS DO MÊS:


- Nirvana - Something In The Way (Grunge, Rock Alternativo; 1991): a música mais presente em todos os materiais promocionais de Batman (e no próprio filme) tinha que ser minha escolha, além de ser, claro, uma grande composição de Kurt Cobain, que parece combinar tanto com o falecido vocalista quanto com o protagonista vivido por Robert Pattinson na adaptação.

Destaco também:

- Foo Fighters - Best of You (Rock; 2005) -- singela homenagem ao baterista do grupo, Taylor Hawkins, falecido no último dia 26. Que descanse em paz

- The Jam - Start! (Pop Rock, Post-Punk; 1980) -- brincadeira com o próprio nome da música iniciar o mês com ela

- .38 Special - Hold On Loosely (Hard Rock, Rock; 1980)

- Alice Cooper - Hello Hooray (Glam Rock, Hard Rock; 1973)

Confira, por fim, a playlist feita durante março de 2022: