segunda-feira, 8 de junho de 2020

BALANÇO MUSICAL - Maio de 2020


(arte por Nick Derrington)

Olá! Seja bem-vindo ao meu projeto Balanço Musical, uma coluna mensal na qual falo sobre música, o que escutei no mês que se passou, o porquê das escolhas, o que me influenciou nesses dias, e publico uma playlist com uma faixa referente a cada dia do período. O objetivo não é nada além de escrever um pouco mais sobre música no blog, apresentar algumas coisas diferentes e dar às pessoas a oportunidade de conhecer novos artistas e canções. As postagens são publicadas sempre na primeira segunda-feira útil de cada mês (exceto quando ela coincidir com o primeiro dia útil).

Maio seguiu a mesma linha de abril: nada de novo, nada de memorável, apenas mais um mês de isolamento social em que não se vive, apenas existe, sobrevive. E que foi um tanto exaustivo por conta do teletrabalho, que vai se mostrando, ao menos nesse médio prazo, uma forma excruciante de se viver. Pode ser falta de adaptação ou apenas as peculiaridades do período em que vivemos mas, ainda assim, é melhor do que se expor diariamente ou, pior, desempregado. E assim seguimos, sempre buscando se proteger o máximo possível e resistindo da forma que nos for mais conveniente.

No meio disso tudo, temos a música, meu alento diário, meu principal lugar de conforto. E esse maio teve uma peculiaridade: eu não ouvi nada de novos lançamentos. Como eu já havia antecipado, os artistas tem adiado seus lançamentos e, embora eu tenha alguns trabalhos dos últimos meses para ouvir, acabei deixando-os de lado para conhecer algumas pérolas mais antigas. Espero conseguir corrigir isso em junho. Seja como for, segundo meu last.fm, realizei 2.970 reproduções no último mês (uma média de 95 por dia), que incluíram 713 artistas, 1.223 álbuns e 2.306 faixas diferentes. Mais uma vez, é possível conferir uma queda nos números, mas eles ainda assim se mantêm elevados.

E quanto à variedade, o mês foi estritamente definido pelo Rock e o Metal, com uma aparição pontual de Beastie Boys em meio a isso tudo. Ainda assim, esbanjou qualidade, como é possível conferir em meus DESTAQUES DO MÊS a seguir.

ARTISTAS DO MÊS:


- Rush (Rock, Rock Progressivo, Hard Rock): que surpresa, não? Não é como se eles vivesse aparecendo entre meus destaques nas postagens nem nada. Mas não tem como. Rush é vida.

Destaco também:

- Queen (Rock)

- The Pretenders (Rock)

- The Winery Dogs (Hard Rock)

- The Beatles (Rock)

- Pink Floyd (Rock Progressivo)

- Bruce Springsteen (Rock)

- Little Richard (Rock Clássico, Soul)

- Beastie Boys (Rap, Rock, Hardcore)

ÁLBUNS DO MÊS:


- Iron Maiden - Brave New World (Metal; 2000): o álbum que marcou o retorno de Bruce Dickinson e Adrian Smith ao Iron Maiden completou 20 anos! Já dá para chamar de clássico? Creio que sim. O trabalho trouxe tudo o que faltou para a banda durante os anos 1990, em um Metal mais moderno que não deixa de soar clássico, com influências do aprendido pelo vocalista em sua carreira solo. Um discaço que abriu portas para um período muito prolífico do grupo.

Destaco também:

- Bruce Dickinson - Accident of Birth (Metal; 1997)

- Talisman - Humanimal (Hard Rock; 1994) -- recomendadíssimo também!

- Europe - The Final Countdown (Hard Rock; 1986)

- Peter Gabriel - So (Pop Rock, World Music; 1986)

- Dire Straits - Brothers In Arms (Rock; 1985)

- Oingo Boingo - Dead Men's Party (Rock; 1985) -- entrou recentemente nos serviços de streaming e também recomendadíssimo!

- Dio - Holy Diver (Metal; 1983)

- Toto - Toto IV (Rock; 1982)

- Saxon - Wheels of Steel (Metal; 1980)

- Paul McCartney - McCartney II (Rock; 1980)

- The Rolling Stones - Exile On Main Street (Rock; 1972)

- The Beach Boys - Pet Sounds (Rock; 1966)

FAIXAS DO MÊS:


- David Bowie - Girls (Pop Rock; 1987): é engraçada a história de como descobri essa música, pois a adicionei aleatoriamente em uma playlist e, ainda por cima, era a versão japonesa (sim, Bowie cantando em japonês!). Aí eu corri atrás pra saber mais sobre isso tudo, e descobri que a canção foi composta pelo artista, mas foi dada a Tina Turner para gravar, tendo sucesso durante a década de 1980. O camaleão também registrou sua versão e lançou como um b-side de Time Will Crawl, do álbum Never Let Me Down. E é uma faixa viciante, ouso dizer que uma das melhores dele daquela época.

Destaco também:

- B.E.R. - The Night Begins to Shine (Pop Rock; 2015)

- California Breed - Midnight Oil (Hard Rock; 2014)

- Ozzy Osbourne - Mama, I'm Coming Home (Rock, Metal; 1991)

- Lou Reed - Dirty Blvd. (Rock; 1989)

- Extreme - Play With Me (Hard Rock; 1989)

- Men At Work - Dr. Heckyll & Mr. Jive (Pop Rock; 1983)

- Triumph - Fight the Good Fight (Hard Rock; 1981)

- Supertramp - Goodbye Stranger (Rock; 1979)

Confira, por fim, a playlist que elaborei durante maio de 2020:

segunda-feira, 4 de maio de 2020

BALANÇO MUSICAL - Abril de 2020

(arte por Brian Bolland)

Olá! Seja bem-vindo ao meu projeto Balanço Musical, uma coluna mensal na qual falo sobre música, o que escutei no mês que se passou, o porquê das escolhas, o que me influenciou nesses dias, e publico uma playlist com uma faixa referente a cada dia do período. O objetivo não é nada além de escrever um pouco mais sobre música no blog, apresentar algumas coisas diferentes e dar às pessoas a oportunidade de conhecer novos artistas e canções. As postagens são publicadas sempre na primeira segunda-feira útil de cada mês.

O que dizer desse último abril? Nada, basicamente. Não há nada a se contar em um mundo quarentenado que não "hoje eu acordei e existi". Quase nada de novo vem sendo produzido no entretenimento, e boa parte desse pouco logo se extinguirá pela impossibilidade de contato para viabilizar a produção. Essa é nossa nova realidade, não apenas imediata, mas enquanto não for criada uma vacina para o Covid-19. Temos que perseverar, no entanto, tendo em vista que está em jogo aqui não nossos interesses egoísticos, e sim a vida de milhares de pessoas, as quais vão se perdendo mais e mais a cada dia que passa. Mais uma vez reitero: FIQUEM EM CASA.

E quanto à música? Bom, ainda temos material sendo lançado semanalmente, mas já há muitos artistas adiando seus novos trabalhos pela impossibilidade de saírem em turnês de divulgação. Felizmente, ainda temos a nossa disposição um arsenal praticamente infinito de faixas gravadas em anos ou décadas anteriores, então o consumo segue firme e forte. Eu, por exemplo, segundo meu last.fm, realizei 3.050 reproduções nesse último mês (uma média de 101 por dia), que incluíram 741 artistas, 1.298 álbuns e 2.332 faixas diferentes. O número absoluto pode ter tido uma leve queda em comparação aos demais do ano, mas tudo se mantém mais ou menos em uma média esperada (e elevada).

Quanto ao que exatamente eu ouvi nesse abril... Basicamente o de sempre, dessa vez sem grandes surpresas. Ou seja, Rock, Metal, Pop oitentista, Blues, Jazz, sem nada que fuja muito da caixa. Ainda assim, só material da mais alta qualidade, dos quais falo com um pouco mais de profundidade logo a seguir, em meus DESTAQUES DO MÊS.

ARTISTAS DO MÊS:


- Mr. Big (Hard Rock): o supergrupo formado por Eric Martin, Billy Sheehan, Paul Gilbert e o falecido Pat Torpey sempre esteve entre os meus favoritos, e vez ou outra sempre pego para ouvi-los. Dessa vez, a audição ficou sob encargo da fase em que Richie Kotzen substituiu Gilbert, assim como dos trabalhos mais recentes. Só preciosidades.

Destaco também:

- The Police (Rock, New Wave)

- David Bowie (Rock)

- Duran Duran (Pop Rock)

- Metallica (Thrash Metal, Hard Rock)

ÁLBUNS DO MÊS:


- Trivium - What the Dead Men Say (Heavy Metal, Thrash Metal; 2020): um exemplo de banda que resolveu não parar completamente suas atividades durante a quarentena, o quarteto estadunidense deu sequência a um dos melhores álbuns de 2017 e entregou outro trabalho que deve figurar em muitas listas ao final desse ano. What the Dead Men Say é ainda mais conciso que seu predecessor, trazendo de volta todo o peso, a agilidade e rispidez conferida anteriormente em um grupo que soa ainda mais afiado e a vontade. Tolice é dizer que o Trivium não é um dos maiores nomes do Metal na atualidade.

Destaco também:

- Pearl Jam - Gigaton (Grunge, Rock; 2020)

- Hällas - Conundrum (Hard Rock; 2020)

- Nektar - The Other Side (Rock Psicodélico; 2020)

- The Strokes - The New Abnormal (Indie Rock; 2020)

- Nightwish - Human. :II: Nature. (Metal Sinfônico; 2020)

- Joe Satriani - Shapeshifting (Rock Instrumental; 2020)

- The Sleep Eazys - Easy To Buy, Hard To Sell (Blues Rock, Instrumental; 2020)

- Stone Temple Pilots - Perdida (Rock Acústico; 2020)

- Testament - Titans Of Creation (Thrash Metal; 2020)

- Halestorm - Into the Wild Life (Hard Rock; 2015)

- Blind Guardian - Nightfall in Middle Earth (Metal; 1998)

- Richie Kotzen - Mother's Head Family Reunion (Hard Rock; 1994)

- Hardline - Double Eclipse (Hard Rock; 1992)

- Tears For Fears - The Seeds Of Love (Pop Rock; 1989)

- Arcadia - So Red The Rose (Pop Rock; 1985)

- Black Sabbath - Heaven and Hell (Metal; 1980)

- Bill Withers - Just As I Am (Soul, R&B; 1971)

MÚSICAS DO MÊS:


- Rush - The Enemy Within (Rock; 1984): a parte I da saga musical Fear composta pela banda trata dos nossos medos, incertezas e inseguranças, e como isso faz com que sejamos, muitas vezes, nossos maiores inimigos. Vem a calhar para o momento atual.

Destaco também:

- Gorillaz feat. Peter Hook and Georgia - Aries (Pop Rock; 2020)

- Less Than Jake - All My Best Friends Are Metalheads (Ska Punk; 1998)

- The Call - I Still Believe (Great Design) (Pop, New Wave; 1986)

- Alphaville - Big In Japan (Pop Rock; 1984)

- Joy Division - Transmission (Post Punk; 1979)

Confira, por fim, a playlist que fiz durante o mês de abril de 2020:

segunda-feira, 6 de abril de 2020

BALANÇO MUSICAL - Março de 2020

(arte tirada daqui)

Olá! Seja bem-vindo ao meu projeto Balanço Musical, uma coluna mensal na qual falo sobre música, o que escutei no mês que se passou, o porquê das escolhas, o que me influenciou nesses dias, e publico uma playlist com uma faixa referente a cada dia do período. O objetivo não é nada além de escrever um pouco mais sobre música no blog, apresentar algumas coisas diferentes e dar às pessoas a oportunidade de conhecer novos artistas e canções. As postagens são publicadas sempre na primeira segunda-feira útil de cada mês.

Março... O que dizer? Começou tudo bem, parecia um mês promissor. Fiz algumas coisinhas bacanas aqui e ali nos primeiros dias. Até que, de repente, a situação da pandemia do Coronavírus se agravou pelo país, aplicou-se a quarentena e estou de volta aonde estive na vasta maioria do último ano (ainda que em uma situação bem diferente): em casa, sem poder sair. Mas tudo bem, é por uma boa causa, e quanto mais de nós ficarmos assim por enquanto, mais rápido tudo isso vai passar. Só queria que todos pensassem assim... Deixo meu apelo, portanto: não dê ouvidos para o que algumas pessoas, especialmente certos políticos, estão dizendo e, desde que você possa, FIQUE ISOLADO, longe de qualquer outra pessoa que não more com você, não saia, lave as mãos e tome as medidas de segurança. Logo isso acaba.

E sabe o que veio acompanhado da quarentena? Isso mesmo: aumento do meu consumo musical, indo contra as tendências observadas mundialmente, mas eu ficando em casa, com pleno acesso ao meu Wi-fi, só poderia resultar nisso mesmo. Segundo meu last.fm, foram 3.270 reproduções feitas no último mês (média de 105 por dia), que contaram com 739 artistas, 1.392 álbuns e 2.395 faixas diferentes. OK, talvez não tenha sido aumento se comparado com os números de janeiro e fevereiro, mas sim uma manutenção do que eu já estava acostumado a escutar. De qualquer forma, fico satisfeito que pelo menos uma coisa seguiu na normalidade.

Mas foi apenas esse detalhe que permaneceu dentro dos parâmetros, porque até mesmo o que eu ouvi durante março foi atípico. Quer dizer, aquele básico de Rock e Metal, que todos já estão cansados de saber, permaneceu, mas teve algumas adições e novidades interessantes que destoaram do habitual. Entenda do que estou falando lendo meus DESTAQUES DO MÊS logo abaixo.

ARTISTAS DO MÊS:


- Duran Duran (Pop Rock): estou viciado nesses caras. Alguém mande ajuda. Mas falando sério, é impressionante a qualidade do material que o grupo produziu durante a década de 1980, repleta de influências e construindo uma identidade única na época. Um grupo que é mais que recomendado para todos os amantes da música.

Também destaco:

- a-ha (Pop Rock)

- Pearl Jam (Grunge, Rock)

- Megadeth (Thrash Metal, Hard Rock)

- The Who (Rock)

- Dio (Metal)

- Sonic Youth (Rock Alternativo)

- Simple Minds (Pop Rock)

ÁLBUNS DO MÊS:


- Childish Gambino - 3.15.20 (Rap, Soul, R&B; 2020): Donald Glover, o homem por trás do pseudônimo Childish Gambino, é inquieto e provocativo, como já provado inúmeras vezes anteriormente, seja pela aclamada série Atlanta, seja por seu hit This Is America (2018), e que mais uma vez fica claro em seu novo registro, que mergulha de cabeça no experimentalismo e entrega um resultado único. Fica aquela sensação de estranheza ao terminar a audição, mas também é impossível não ficar refletindo em todas aquelas faixas sem nome oficial posteriormente.

Destaco também:

- Body Count - Carnivore (Rap Metal, Thrash Metal; 2020)

- Huey Lewis & The News - Weather (Rock; 2020)

- Five Finger Death Punch - F8 (Metal; 2020)

- Lucifer - Lucifer III (Doom Metal, Hard Rock; 2020)

- My Chemical Romance - Three Cheers for Sweet Revenge (Emo; 2004)

- Mr. Big - Lean Into It (Hard Rock; 1991)

- Iron Maiden - The Number of the Beast (Metal; 1982)

- Rick Wakeman - The Myths And Legends Of King Arthur And The Knights Of The Round Table (Rock Progressivo; 1975)

- Pink Floyd - The Dark Side of the Moon (Rock Progressivo; 1973)

- The Stooges - Raw Power (Rock; 1973)

- Derek & The Dominos - Layla And Other Assorted Love Songs (Blues Rock; 1970)

FAIXAS DO MÊS:


- Ben Folds Five - Kate (Pop Rock; 1997): teve um episódio da série This Is Us em que essa música tocou em um momento descontraído (seguido por um momento horrível). O impacto da cena foi grande o suficiente para poucas pessoas repararem na música, mas a melodia contagiante ficou na minha cabeça e tive que ir atrás dela. Viciei, claro.

Destaco também:

- The Killers - Caution (Rock; 2020)

- Trivium - What Dead Men Say (Thrash Metal; 2020)

Confira, por fim, a playlist feita por mim durante março de 2020:

quarta-feira, 4 de março de 2020

BALANÇO MUSICAL - Fevereiro de 2020

(arte por Annie Wu)

Olá! Seja bem-vindo ao meu projeto Balanço Musical, uma coluna mensal na qual falo sobre música, o que escutei no mês que se passou, o porquê das escolhas, o que me influenciou nesses dias, e publico uma playlist com uma faixa referente a cada dia do período. O objetivo não é nada além de escrever um pouco mais sobre música no blog, apresentar algumas coisas diferentes e dar às pessoas a oportunidade de conhecer novos artistas e canções. As postagens são publicadas sempre na primeira segunda-feira útil de cada mês (com exceção de hoje).

Fevereiro, ao contrário de seu antecessor, foi leve, descomplicado e, retomando tendências anteriores, se passou com um estralar de dedos. Mas esse é um mês que sempre passa rápido e, por consequência, não há muito do que se falar, exceto de que foi bom, divertido, deu para assistir Aves de Rapina (filme sobre o qual ainda pretendo escrever algo em breve) logo no fim de semana de estreia e também que deu para descansar durante o Carnaval. Ou seja, saldo bem positivo.

E também foi positivo quando o assunto é música, pois consumi uma quantidade escandalosa, ainda mais considerando que o mês teve apenas 29 dias. Segundo meu last.fm -- que ainda apresentou alguns problemas, mas nada comparado ao que aconteceu em janeiro -- foram impressionantes 3.184 scrobbles realizados, o que inclui 722 artistas, 1.319 álbuns e 2.425 faixas diferentes. Foi, disparado, meu melhor fevereiro desde a criação do Balanço Musical, se não da vida, ainda que não tenha vindo acompanhado da quebra de nenhum recorde pessoal meu. De qualquer forma, superou muitos dos meses "normais" anteriores.

Como já é tradição por aqui, fevereiro é um mês que tiro para ouvir um álbum ainda desconhecido por mim a cada dia e, como resultado, crio uma playlist apenas com músicas deles. Foi algo que iniciei em 2016, ainda pré-Balanço Musical (e que foi o embrião para a coluna), e que chegou a sua quinta edição nesse ano, mais uma vez se dando em um ano bissexto, que impulsionou tudo isso por conta de seu dia extra. E seguindo outro costume do projeto, listo e resenho rapidamente todos os registros escutados, conforme você pode conferir logo abaixo.

- John Lennon/Yoko Ono - Double Fantasy (Rock, Avant-Garde; 1980): fui ouvir sem prestar atenção na capa ou simplesmente no nome do trabalho. É um belo trabalho de despedida (involuntária) do John, mas infelizmente tem a Yoko e suas loucuras no pacote...

- Steve Winwood - Arc of a Diver (Rock, Soul; 1980): um artista praticamente para o grande público, mas que faz música da mais alta qualidade, com uma leveza e ritmo que poucos tem a capacidade de alcançar.

- Poppy - I Disagree (Metal, Pop; 2020): parabéns, EUA, vocês tem seu próprio BabyMetal. E é tão bom quanto.

- Jeff Parker - Suite For Max Brown (Jazz Fusion; 2020): uma audição agradável e repleta de experimentação, o que só a enriquece. Vale a conferida.

- Richie Kotzen - 50 for 50 (Rock, Soul; 2020): um dos músicos mais prolíficos do gênero comemorou 50 anos no último dia 5 e, para celebrar, lançou um álbum com 50 faixas. E é difícil absorver todo o conteúdo em uma tacada só, mas a impressão geral é que o trabalho é muito bom.

- Tigran Hamasyan - Mockroot (Jazz; 2015): mais som agradável e também com experimentação, como é da natureza do estilo. Também vale a escutada.

- Green Day - Father of All... (Pop Rock; 2020): a banda reinventou sua sonoridade nesse novo registro, com uma pegada (ainda mais) Pop e ágil. Agrada, mas resta saber para onde vão a partir disso.

- My Chemical Romance - Three Cheers for Sweet Revenge (Emo; 2004): não tem a sofisticação de The Black Parade, mas apresenta um som mais cru, próximo ao Hardcore e repleto de sentimento. Não a toa, é uma das pedras primordiais do estilo e também projetou a banda para o público.

- Michael Jackson - Dangerous (Pop; 1991): o álbum que definiu a sonoridade da década de 1990, para o bem ou para o mal. Não é meu disco favorito do Rei do Pop, mas tem vários ótimos momentos.


- Echo & The Bunnymen - Echo & The Bunnymen (Rock, Post-Punk; 1987): o grupo refinou o apresentado em Ocean Rain e adicionou um pouco de leveza em sua sonoridade, resultando em um trabalho viciante e rico.

- Anderson Bruford Wakeman Howe - Anderson Bruford Wakeman Howe (Rock Progressivo; 1989): a reunião da formação clássica do Yes sem o baixista Chris Squire provou que os envolvidos, afinal, ainda sabiam como fazer Rock Progressivo de qualidade, com ecos de Fragile e Close to the Edge.

- Jenny Lewis - On The Line (Pop Rock; 2019): lembro que o disco anterior da cantora havia me encantado, mas seu mais recente lançamento não teve esse mesmo impacto. Talvez minha opinião mude com mais algumas audições.

- Thin Lizzy - Black Rose (Hard Rock; 1979): a banda em sua melhor fase, ainda que com menos reconhecimento que deveria, era uma das melhores da época. Esse registro é prova disso.


- Sepultura - Quadra (Metal; 2020): o quarteto demorou para retomar sua melhor forma, mas vinha conseguindo nos últimos anos. Quadra é a coroação do trabalho que foi desenvolvido, sendo agressivo, pesado e experimental como não se ouvia desde Chaos A.D. e Roots. Brilhante.

- Carcass - Heartwork (Death Metal; 1993): um socão na cara. Acho que não há elogio melhor para um dos clássicos do gênero.

- The Stone Roses - The Stone Roses (Rock, Britpop; 1989): um belo e gostoso trabalho de uma banda que parecia ter um caminho promissor, mas que nunca se confirmou de fato. Pelo menos abriu as portas para várias outras.

- Duran Duran - Notorious (Pop; 1986): Duran Duran + Nile Rodgers na produção, uma combinação que resultou em um trabalho rico e viciante.


- New Order - Technique (Pop, Eletrônico; 1989): o melhor do grupo depois de Low-Life, consolidou como a música eletrônica seria nos anos seguintes e ainda traz uma sonoridade acessível e grudenta.

- Dire Straits - Communiqué (Rock; 1979): os comandados de Mark Knopfler deram sequência à estreia com um trabalho forte que só ressaltou as principais qualidade de sua sonoridade, complexa e leve ao mesmo tempo, o que faz dela maravilhosa de ouvir.

- Bruce Springsteen - Nebraska (Rock; 1982): eu jurava que esse trabalho seria um intermédio entre o escutado em The River e Born in the USA, até por ficar entre o lançamento dos dois, mas o Boss seguiu por um caminho diferente e fez de Nebraska um álbum introspectivo e quase todo acústico. Um choque para mim, mas tenho que reconhecer sua inegável qualidade.


- Demons & Wizards - III (Metal; 2020): a inusitada parceria entre Jon Schaffer e Hansi Krüsch voltou a dar as caras após 15 anos, mas a espera valeu a pena, pois III é um trabalho forte, completo e que ressalta as principais características da dupla, que nem parece ter ficado tanto tempo sem gravar junta.

- Ozzy Osbourne - Ordinary Man (Metal; 2020): não é segredo para ninguém que o Madman se encontra mal de saúde, e talvez isso seja o que faz de seu mais recente registro tão impressionante, recheado de bons momentos e algumas letras emocionantes (vide a faixa-título). Espero que não, mas se for, essa é uma despedida digna do vocalista.

- Death - Spiritual Healing (Death Metal; 1990): outro soco na cara, mas esse com mais nuances além da agressividade esperada, além de um teor sociopolítico em suas músicas. Um belo trabalho.

- Body Count - Body Count (Rap Metal; 1992): críticas sociais válidas até hoje em um CD pesado, agressivo e que transpira toda a revolta com a situação da população negra nos EUA (e na maior parte do mundo). Ótima estreia da banda do rapper Ice-T.

- Alanis Morissette - Jagged Little Pill (Rock Alternativo; 1995): muita influência de Grunge aliada a toques de Pop Rock fazem da estreia de Alanis agradável e divertida, ainda que tenha uma ou outra música abaixo dos grandes hits.

- Jamiroquai - Travelling Without Moving (Funk, Jazz Fusion; 1996): o trabalho que consolidou o Jamiroquai como uma força global na década de 1990, é dançante e inteligentemente pensado, sabendo equilibrar o experimental com o Pop.

- The B-52's - Wild Planet (Pop Rock; 1980): é um álbum do B-52's, ou seja, tem um som muito agradável ao lado de várias maluquices nas letras, mas ainda estava um pouco longe da forma atingida em Cosmic Thing.


- The Night Flight Orchestra - Aeromantic (Hard Rock, AOR; 2020): e eles fizeram de novo: um grupo que deveria ser apenas um projeto paralelo dos músicos envolvidos gravou um dos possíveis melhores discos do ano. Acertando ainda mais a mão em suas influências oitentistas e adicionando algumas outras à mistura, Aeromantic soa como o mais redondo e conciso trabalho do Night Flight Orchestra até o momento, tendo uma qualidade muito próxima à de Amber Galactic.

- Electric Light Orchestra - Discovery (Pop Rock; 1979): confesso que me decepcionei um pouco com este disco, que mais soou como uma reunião de músicas para preencher espaço ao lado de grandes sucessos como Don't Bring Me Down e Last Train to London. Ainda assim, a sonoridade contagiante do ELO se destaca, independente do que eles façam.

Confira, por fim, a playlist feita por mim durante fevereiro de 2020:

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

BALANÇO MUSICAL - Janeiro de 2020


Olá! Seja bem-vindo ao meu projeto Balanço Musical, uma coluna mensal na qual falo sobre música, o que escutei no mês que se passou, o porquê das escolhas, o que me influenciou nesses dias, e publico uma playlist com uma faixa referente a cada dia do período. O objetivo não é nada além de escrever um pouco mais sobre música no blog, apresentar algumas coisas diferentes e dar às pessoas a oportunidade de conhecer novos artistas e canções. As postagens são publicadas sempre na primeira segunda-feira útil de cada mês.

Janeiro foi arrastado. Uma mudança em relação ao últimos meses -- cuja sensação foi de que desapareceram diante de meus olhos --, é verdade, mas os últimos 31 dias foram atribulados, atarefados, cansativos e, para piorar, assombrados pelas mortes de personalidades importantes e admiráveis. Apesar disso tudo, não foi ruim. Na verdade, foi até bem divertido, interessante e, em alguns aspectos, um tanto importante. E acredite no que digo, pois já tive minha cota de janeiros ruins, então se digo que não foi, é porque não foi.

E sabe qual é o maior indicativo para isso? Música (para mim, pelo menos). Já comecei 2020 com os dois pés na porta nesse quesito, consumindo em níveis elevados, conhecendo muita coisa boa e me superando de forma inesperada. Mas infelizmente não posso confiar 100% no reportado pelo meu last.fm nesse mês, pois ele parou de funcionar várias vezes e eu acredito que tenha deixado de registrar pelo menos umas 200 execuções entre as duas primeiras semanas (ele simplesmente não pegou NADA do que ouvi no dia 5). Seja como for, o resultado final acusado pelo site ficou com 3.298 scrobbles, os quais incluem 749 artistas, 1.456 álbuns e 2.311 faixas diferentes. Números altíssimos, é verdade, mas apenas imaginem se tudo realmente tivesse sido incluso... Extraoficialmente, dá para dizer que esse foi o período em que mais ouvi música em toda minha vida, algo evidenciado pelo fato de que bati meu recorde diário (158) DUAS VEZES, uma no dia 19 (169) e outra em 25 de janeiro (174). E acho que não tem como superar essa última marca.

Mas é engraçado pensar que tudo isso se deu em um momento especial: no ANIVERSÁRIO DE TRÊS ANOS DO BALANÇO MUSICAL. Eu adoro meu projeto, pois eu amo música, amo escrever, e amo escrever sobre música. Só que, ultimamente, eu não estou exatamente escrevendo sobre música aqui, apenas falando um pouco da minha vida pessoal, jogando meus números de consumo no texto e fazendo (várias) indicações. As mudanças feitas no último ano não me deixaram completamente satisfeito, afinal, então me vejo obrigado a novamente mexer nos DESTAQUES DO MÊS. Dessa vez, o que tenho em mente é continuar com o formato atual de recomendações, mas escrever sobre uma delas em cada categoria de forma mais detalhada, além de mencionar os gêneros e subgêneros, bem como incluir algumas imagens (sempre que possível). Acho que esse é o formato que sempre procurei para os posts e espero que funcione bem.

Como eu disse antes, muita coisa boa passou pelos meus ouvidos nesse janeiro último, e tive a oportunidade de conhecer várias novidades interessantes. O predomínio foi, em geral, do Rock mas, como sempre, dando espaço para alguns outros estilos (e acho que vale destacar que, comparado aos meses anteriores, o Metal teve uma participação consideravelmente menor nesses últimos 31 dias). Você pode conferir isso por si mesmo a seguir:

ARTISTAS DO MÊS:


- Rush (Rock Progressivo): o mundo perdeu o baterista e compositor Neil Peart no último dia 07 de janeiro (a notícia de seu falecimento só foi divulgada no dia 10), algo que mexeu comigo profundamente. O trio canadense é uma das minhas bandas favoritas não apenas pelo seu som, mas também pelas letras de suas músicas, que contam desde histórias épicas calcadas em ficção científica até relatos pessoais com os quais muito me identifico, sendo elas, em sua vasta maioria, de responsabilidade do falecido percussionista. Descanse em paz, Neil, você merece por tudo o que aconteceu em sua vida, e obrigado por tantas obras maravilhosas.

Também destaco:

- David Bowie (Rock)

- Queen (Rock)

- Blind Guardian (Power Metal)

- Metallica (Thrash Metal)

- Demons & Wizards (Metal)

ÁLBUNS DO MÊS:


 - Sons of Apollo - MMXX (Hard Rock, Metal Progressivo; 2020): é engraçado pensar que, com apenas 17 dias, 2020 já ganhou um forte candidato a melhor álbum do ano. Sucessor do já avassalador Psychotic Symphony (2017), o grupo formado por Jeff Scott Soto (vocal), Ron "Bumblefoot" Thal (guitarra), Billy Sheehan (baixo), Derek Sherinian (teclado) e Mike Portnoy (bateria) vem ainda mais afinado e ressaltando suas qualidades em um disco para ninguém botar defeito. Mais que recomendado.

Também destaco: 

- Anika Nilles / Nevell - For a Colorful Soul (Pop Progressivo; 2020): apesar de não ser meu principal destaque, fica meu apelo para também conferirem esse, que vale MUITO a pena!

- Rage - Wings of Rage (Thrash Metal; 2020)

- British Lion - The Burning (Hard Rock; 2020)

- Magnum - The Serpent Rings (Rock; 2020)

- Petshop Boys - Hotspot (Pop, Eletrônico; 2020)

- Blackbird & Crow - Ailm (Folk Rock; 2020)

- My Chemical Romance - The Black Parade (Emo, Hard Rock; 2006)

- Judas Priest - Defenders Of The Faith (Metal; 1984)

- Duran Duran - Seven and the Ragged Tiger (Pop; 1983)

- Jon & Vangelis - The Friends Of Mister Cairo (Pop Progressivo; 1981)

FAIXAS DO MÊS:

 - Marillion - Slàinte Mhath (Rock Progressivo; 1987): já não é de hoje que estou viciado no álbum Clutching At Straws e, depois do que foi esse janeiro, achei que essa música, que retrata pessoas falando de suas histórias até aquele momento e um ouvinte que nada pode fazer a não ser desejar "saúde" a elas, parecia a forma adequada de encerrar o primeiro mês do ano.

Também destaco:

- The Night Flight Orchestra - Divinyls (Rock, AOR; 2020)

- Avenged Sevenfold - Set Me Free (Hard Rock; 2020)

- Noel Gallagher's High Flying Birds - Dream On (Rock; 2011)

- Huey Lewis And The News - Heart and Soul (Pop Rock; 1983)

- Lionel Richie - All Night Long (All Night) (Pop; 1983)

- Bruce Springsteen - Hungry Heart (Rock; 1980)

- Elvis Costello - What's So Funny About Peace, Love and Understanding? (Rock; 1979)

Por fim, confira a playlist que elaborei durante janeiro de 2020: