segunda-feira, 14 de junho de 2021

BALANÇO MUSICAL - Maio de 2021


Olá! Seja bem-vindo ao meu projeto Balanço Musical, uma coluna mensal na qual falo sobre música, o que escutei no mês que se passou, o porquê das escolhas, o que me influenciou nesses dias, e publico uma playlist com uma faixa referente a cada dia do período. O objetivo não é nada além de escrever um pouco mais sobre música no blog, apresentar algumas coisas diferentes e dar às pessoas a oportunidade de conhecer novos artistas e canções. As postagens são publicadas sempre na primeira segunda-feira útil de cada mês (exceto quando ela coincide com o primeiro dia do mês - ou quando eu simplesmente me esqueço).

O que foi maio? É uma pergunta sincera, porque eu honestamente não me lembro, tirando alguns pontos muito específicos. Acho que esse foi um dos meses mais esquecíveis que já vivi recentemente, não tendo nada de muito marcante. Quer dizer, teve futebol, CPI, dia das mães, manifestação contra o presidente... Mas o que mais me impactou mesmo foi ter terminado Parks and Recreation. E eu gostaria de ter incluído Persona 5 Strikers aqui, mas não consegui terminar o jogo, lançado no final de fevereiro, ATÉ AGORA. No fim, acabou sendo definido por muito trabalho e video-game nas horas vagas mesmo.

E, claro, música, minha grande parceira de todas as horas - quase literalmente. Segundo meu last.fm, foram 3.370 reproduções realizadas nos últimos 31 dias (média de 108/dia), que incluíram 751 artistas, 1.106 álbuns e 3.003 faixas diferentes. Números altos e semelhantes aos vistos em abril, mantendo a tendência que já venho tendo desde o ano passado, que pode ou não vir a se manter para os próximos meses, vamos ver.

E devo dizer que esse foi possivelmente o mês mais eclético que tive recentemente. Além de todo Rock, Metal e Pop Oitentista que sempre aparecem na coluna, houve um espacinho para encaixar uma pitada de Rap entre minhas audições também. Por outro lado, acabou ficando mais limitado a trabalhos mais antigos, ainda que conte com alguns dos lançamentos que pude conferir.  É possível confirmar tudo isso e muito mais em meus DESTAQUES DO MÊS logo abaixo:

ARTISTAS DO MÊS:


- Wings (Rock, Pop Rock): o que dizer sobre o Wings que já tenha sido dito? O grupo comandado por Paul e Linda McCartney, formado pouco após a dissolução dos Beatles, fez história nos anos 1970 com seus inúmeros hits. Mas acho que o principal motivo para receberem o destaque aqui é que muitos de seus trabalhos fizeram aniversário durante o mês, o que me fez querer conferi-los mais uma vez.

Destaco também:

- Bruce Dickinson (Metal, Hard Rock)

- Testament (Thrash Metal)

- Rush (Rock Progressivo, Hard Rock)

- Primus (Rock Alternativo)

ÁLBUNS DO MÊS:


- Royal Blood - Typhoons (Rock, Hard Rock; 2021): já fazia 4 anos desde o How Did We Get So Dark?, álbum que particularmente gosto, mas fez algumas pessoas se questionarem sobre o Royal Blood após sua avassaladora estreia. Parece que todo esse tempo fez bem à dupla, que voltou com uma nova abordagem, mais dançante, que caiu como uma luva e fez de Typhoons um dos grandes destaques do ano até agora.

Destaco também:

- Kings of Leon - When You See Yourself (Indie Rock; 2021) -- algumas músicas lembram o grupo em seus melhores momentos, mas é bem mediano no geral

- The Offspring - Let The Bad Times Roll (Punk Rock, Pop Punk; 2021) -- achei que gostaria mais desse

- Evile - Hell Unleashed (Thrash Metal; 2021) -- desde 2013 sem novidades, voltaram repaginados, chutando pra longe as semelhanças com Metallica e fazendo um álbum pesado de respeito

- Marty Friedman - Tokyo Jukebox 3 (Metal, J-Folk; 2021) -- recomendado para quem gosta de instrumental, ritmos japoneses ou ambos

- Far From Alaska - Modehuman (Hard Rock; 2014) -- brasileiro e de qualidade, precisa dizer mais?

- Sixx A.M. - This Is Gonna Hurt (Hard Rock; 2011)

- The Dead Weather - Sea Of Cowards (Rock, Blues Rock; 2010) -- segundo trabalho de um dos projetos paralelos de Jack White, aqui ao lado da vocalista Alisson Mosshart. Não sei como não conhecia antes e agora quero mais

- Heat - H.E.A.T. (Hard Rock; 2008) -- como eu também desconhecia esse grupo???

- Shaman - Ritual (Heavy Metal, Metal Sinfônico; 2002) -- verdadeiramente arrependido de não conhecer antes de o André Matos falecer

- Nightwish - Century Child (Metal Sinfônico; 2002)

- Savatage - Poets and Madman (Metal, Hard Rock; 2001) -- mais um discaço que ouço dos caras

- No Doubt - Return of Saturn (Punk Rock, Rock Alternativo, Ska; 2000)

- Soundgarden - Down On The Upside (Grunge, Hard Rock, Rock; 1996) -- trabalho mais subestimado da banda

- Anthrax - Sound of White Noise (Thrash Metal; 1993) -- o primeiro trabalho do grupo com John Bush como vocalista é um grande clássico

- Lynch Mob - Lynch Mob (Hard Rock; 1992) -- incrível como quase tudo que tem George Lynch

- Ice-T - O.G. Original Gangster (Rap; 1991) -- CURIOSIDADE: ouvi isso no dia em que o Pazuello depôs na CPI. Outra curiosidade é que esse trabalho tem o embrião do que viria a ser o Body Count, além de ser um clássico

- Public Enemy - Fear Of  A Black Planet (Rap; 1990) -- outro clássico incontestável do gênero

- Journey - Raised On Radio (Hard Rock, AOR; 1986) -- espetacular

- Stevie Ray Vaughan - Couldn't Stand The Weather (Blues Rock; 1984) -- um mestre eterno

- Men At Work - Cargo (Post Punk, Pop Rock, New Wave; 1983) -- um velho conhecido dessa coluna

- Jimi Hendrix - Are You Experienced? (Rock, Blues Rock, Rock Psicodélico; 1967) -- outro mestre eterno

FAIXAS DO MÊS:


- Traveling Wilburys - End Of The Line (Rock; 1988): essa música tocou ao final do último episódio de Parks and Recreation e é uma das minhas favoritas do lendário supergrupo. Nada mais justo do que encerrar o mês com ela, poucos dias depois de terminar de ver a série.

Destaco também:

- Cracker - Teen Angst (What The World Needs Now) (Rock; 1992) -- um clássico noventista

- Queen - Tie Your Mother Down - Live (Rock; 1981) -- para o Dia das Mães

Confira, por fim, a playlist feita por mim durante maio de 2021:


segunda-feira, 3 de maio de 2021

BALANÇO MUSICAL - Abril de 2021

(arte por John Cassaday e Laura Martin)

Olá! Seja bem-vindo ao meu projeto Balanço Musical, uma coluna mensal na qual falo sobre música, o que escutei no mês que se passou, o porquê das escolhas, o que me influenciou nesses dias, e publico uma playlist com uma faixa referente a cada dia do período. O objetivo não é nada além de escrever um pouco mais sobre música no blog, apresentar algumas coisas diferentes e dar às pessoas a oportunidade de conhecer novos artistas e canções. As postagens são publicadas sempre na primeira segunda-feira útil de cada mês (exceto quando ela coincide com o primeiro dia do mês).

O que foi abril? Por dias, achei que tudo vinha se arrastando, caminhando muito lentamente, num ritmo indesejável para qualquer um. Mas, quando percebi, o mês já havia se encerrado. Sabe, depois de tantos meses de pandemia, acabei bolando uma teoria sobre como o tempo passa no isolamento: "dias longos, meses breves", que foi exatamente o que aconteceu. Mesmo assim, foi um mês atribulado, com trabalho, filmes, séries (especialmente Falcão e Soldado Invernal e Invencível), aniversário da minha mãe, pequenas reformas na casa e muito mais. No fim, o saldo foi mais que positivo.

E o mesmo pode ser dito quanto à música. Consegui conferir vários dos trabalhos que foram lançados no ano até aqui (e ainda faltou coisa), conhecer álbuns menos recentes que me haviam passado despercebidos e também relembrar de alguns clássicos no tempo livre. Acabou sendo o mês que mais ouvi música em 2021 até agora. Segundo meu last.fm, foram 3.408 reproduções feitas em abril (uma média de 113/dia), que contou com 743 artistas, 1.282 álbuns e 3.010 faixas diferentes. Um resultado que até esperava, mas não a esse ponto. Veremos como se darão as coisas em maio.

Conferindo o que ouvi nesse último mês, impossível dizer que não esteve dentro do padrão. Aliás, foi um dos meses mais "eu" que já vi, e que acabou por resultar em uma bela playlist repleta de Rock, Metal, Pop, Pop Rock e tudo mais. Você pode entender o que estou falando em meus DESTAQUES DO MÊS logo abaixo.

ARTISTAS DO MÊS:


- David Bowie (Rock): já perdi as contas de quantas vezes ele já figurou por aqui, seja como destaque principal, seja como menção, ou álbum, ou até mesmo com uma faixa. Mas cá está o camaleão mais uma vez, e não consigo evitar, sou fã incondicional da música do cara e seus trabalhos impecáveis. Felizmente sei que não estou sozinho nessa.

Destaco também:

- Iron Maiden (Metal)

- Savatage (Metal, Hard Rock)

- Sepultura (Thrash Metal, Groove Metal)

- Duran Duran (Pop Rock, Pop)

ÁLBUM DO MÊS:


- Greta Van Fleet - The Battle At Garden's Gate (Rock, Hard Rock; 2021): Greta Van Fleet é uma banda que já nasceu grande só por sua inegável similaridade com o som do Led Zeppelin, motivo que os levou a angariar uma legião de fãs ao mesmo tempo que levantou inúmeras críticas de vários lados. O fato, porém, era um só: eles não poderiam viver para sempre apenas nessa semelhança com o lendário grupo. Felizmente, eles e o produtor de seu mais novo trabalho entenderam isso. The Battle At Garden's Gate traz o quarteto bem mais maduro que em seus lançamentos anteriores, afastando-se do lugar comum do Zep e buscando uma identidade própria em uma sonoridade moderna sem deixar de soar retrô. A inspiração ainda é perceptível, mas primeiro passo já foi dado.

Destaco também:

- Gojira - Fortitude (Death Metal, Groove Metal, Metal Progressivo; 2021) -- considerei colocar esse como destaque, mas como lançou no último dia do mês, acho que ainda preciso ouvir mais vezes

- Sweet Oblivion feat. Geoff Tate - Relentless (Hard Rock; 2021) -- mais um ótimo trampo do novo grupo do ex-vocalista do Queensrÿche

- The End Machine - Phase2 (Hard Rock; 2021) -- o supergrupo formado por integrantes do Dokken e do Warrant ataca novamente com outro grande registro

- Blaze Bayley - War Within Me (Metal; 2021) -- carreira solo do ex-vocalista do Iron Maiden não para de me surpreender, especialmente nos lançamentos mais recentes

- The Vintage Caravan - Monuments (Rock, Hard Rock; 2021) -- no mesmo nível do disco de 2018, mas acho que também preciso ouvir esse um pouco mais

- Paul Stanley's Soul Station - Now and Then (Soul, Funk; 2021) -- quem diria que o eterno vocalista do Kiss teria um projeto desses? O pior é que realmente é bom

- The Outfield - Final Innings (Rock, Pop Rock; 2021) -- não sabia que o grupo se mantinha na ativa, mas entregaram um registro bem bacana e gostoso de se ouvir

- Evanescence - The Bitter Truth (Metal, Hard Rock; 2021) -- traz o grupo explorando novos caminhos sem esquecer do passado em uma audição muito boa

- Ulthima - Symphony Of The Night (Death Metal; 2021) -- conheci por recomendações do Spotify. Interessante, tem potencial e um bom espaço para desenvolvimento. Vale dar uma chance

- Smith/Kotzen - Smith/Kotzen (Hard Rock; 2021)

- Foo Fighters - Wasting Light (Rock; 2011) -- ainda sem acreditar que já faz 10 anos do lançamento desse que é o melhor álbum do grupo

- Kings of Leon - Because Of The Times (Garage Rock, Indie Rock; 2007) -- bom DEMAIS

- Blur - Parklife (Rock, Britpop; 1994)

- Lenny Kravitz - Mama Said (Hard Rock, Funk Rock; 1991) -- 30 anos de um dos mais marcantes trabalhos do homem

- Ace Frehley - Frehley's Comet (Hard Rock; 1987) -- ótimo registro do guitarrista original do Kiss

- Alice Cooper - Welcome To My Nightmare (Rock, Glam Rock; 1975)

- Elvis Presley - Elvis Presley (Rock, Rockabilly, Soul; 1956) -- 65 anos do lançamento que mudou tudo para sempre, o resto é história

FAIXAS DO MÊS:


- Paramore - Ain't It Fun (Rock, Pop Rock; 2013): conhecia essa música há tempos, mas o autointitulado do Paramore fez aniversário de lançamento recentemente, e acabei pegando ele para ouvir. A partir daí, foi vício absoluto em Ain't It Fun que, convenhamos, é uma excelente faixa de um excelente disco que sabe dosar muito bem a melancolia com seu lado mais Pop.

Destaco também:

- Helloween - Skyfall -- já no hype pelo novo álbum dos caras com a atual formação

- Blackberry Smoke - Flesh and Bone (Rock, Southern Rock; 2017)

- St. Vincent - Birth In Reverse (Indie Rock; 2015)

- Muse - Unnatural Selection (Rock; 2009)

Confira, por fim, a playlist feita por mim durante abril de 2021:

segunda-feira, 5 de abril de 2021

BALANÇO MUSICAL - Março de 2021

(arte por Ron Garney e David Baron)

Olá! Seja bem-vindo ao meu projeto Balanço Musical, uma coluna mensal na qual falo sobre música, o que escutei no mês que se passou, o porquê das escolhas, o que me influenciou nesses dias, e publico uma playlist com uma faixa referente a cada dia do período. O objetivo não é nada além de escrever um pouco mais sobre música no blog, apresentar algumas coisas diferentes e dar às pessoas a oportunidade de conhecer novos artistas e canções. As postagens são publicadas sempre na primeira segunda-feira útil de cada mês (exceto quando ela coincide com o primeiro dia do mês).

Qual o valor de uma vida?

OK, sei que essa uma pergunta complicada (e bastante filosófica) para se iniciar uma coluna que foca, majoritariamente, em música, mas é a que ficou em minha mente nesse último março, que começou com uma nota ruim e se encerrou com uma nota triste. Com a escalada brutal de mortes por SarS-CoV-19 (ou Covid-19, ou novo coronavírus) durante as últimas semanas até a péssima notícia do falecimento de um amigo ao final do mês, não houve quase nada a se comemorar nos dias que se passaram, e mesmo o comemorável acabou ofuscado por tantas tragédias. O Brasil parece está em um ponto sem volta, já imortalizado em nossa desgraçada história, e que nos fará sentir vergonha sempre que olharmos para trás.

No meio disso tudo, a música, minha inseparável companheira, sempre por perto quando mais preciso. Não foi meu mês mais prolífico musicalmente, mas foi suficiente para me fazer ouvir o que eu precisava e quando eu mais precisava, o que fica bem claro em minha playlist ao fim do post. Tratando-se de números, segundo meu last.fm, foram 3.066 músicas ouvidas em março (média de 98/dia), incluindo 514 artistas, 911 álbuns e 2.494 faixas diferentes. Apesar de quase todos os valores estarem distantes daqueles de fevereiro, acabei errando minha previsão quanto ao número absoluto. E agora fico curioso para saber como se dará abril, mas vou evitar dar qualquer palpite dessa vez.

E sem novidades acerca do que ouvi nesses 31 dias que se passaram, apenas o Rock, Metal, Blues e experimentalismo de sempre. O que talvez seja uma surpresa são os artistas que estiveram em meus ouvidos recentemente, o que pode ser conferido em meus DESTAQUES DO MÊS logo a seguir.

ARTISTAS DO MÊS:


- Creedence Clearwater Revival (Rock, Southern Rock): não foi o artista que mais ouvi, mas vale o destaque para comentar que terminei de ouvir a discografia do grupo, simplesmente impecável, repleta de originalidade e que influencia diversos outros artistas contemporâneos em muitos aspectos. Quem não conhece, faça um favor a si mesmo e procure.

Destaco também:

- Depeche Mode (Pop, Pop Rock, Rock, Industrial)

- Gary Moore (Hard Rock, Rock, Blues)

- Metallica (Thrash Metal, Heavy Metal, Hard Rock)

- Marillion (Rock Progressivo)

- Bruce Springsteen (Rock)

ÁLBUNS DO MÊS:


- Smith/Kotzen - Smith/Kotzen (Hard Rock; 2021): de um lado, o dono de uma carreira extensa, seja solo ou em bandas, que já experimentou e inovou muito na vida, sempre com excelência. Do outro, o grande guitarrista e um dos principais compositores de uma das maiores banda de Heavy Metal, e que também possui um currículo invejável. Una os dois e temos um trabalho riquíssimo, repleto de influências, em que os dois artistas se alternam nos vocais, arranjos e solos, e mostram que um dos mais aguardados lançamentos do ano não ficou devendo em nada.

Destaco também:

- shame - Drunk Tank Pink (Post-Punk; 2021) -- grande evolução em relação ao trabalho de 2018

- Architects - For Those Who Wish To Exist (Metalcore, Metalcore Progressivo; 2021)

- Evergray - Escape The Phoenix (Metal Progressivo; 2021)

- Transatlantic - The Absolute Universe: The Breath of Life (Metal Progressivo; 2021)

- Iggy Pop - Post Pop Depression (Art Rock, Hard Rock; 2016)

- The Mars Volta - Frances The Mute (Rock Progressivo, Experimental; 2005) -- explosão de experimentalismo

- Silverchair - Neon Ballroom (Rock Alternativo, Art Rock; 1999)

- Angra - Holy Land (Heavy Metal, Symphonic Metal; 1996) -- obra-prima que completou 25 anos no último mês

- Elton John - Made In England (Rock, Pop Rock; 1995) -- um dos melhores trabalhos do mestre

- David Lee Roth - Your Filthy Little Mouth (Rock; 1994)

- Living Colour - Stain (Hard Rock, Heavy Metal; 1993)

- Lenny Kravitz - Are You Gonna Go In My Way (Hard Rock, Funk Rock; 1993)

- Sepultura - Arise (Thrash Metal, Groove Metal; 1991)

- R.E.M. - Out of Time (Rock Alternativo; 1991)

- Accept - Metal Heart (Heavy Metal; 1985)

- Asia - Asia (Rock, New Wave; 1982)

- Allman Brothers Band - Eat a Peach (Southern Rock; 1972)

FAIXAS DO MÊS:


- Pixies - Debaser (Rock Alternativo; 1988): a música que inspirou o título da minha playlist e acabou por dar o tom ao mês (procurem pelo significado da palavra). E, claro, é ótima.

Destaco também:

- Steve Vai - Knappsack (Hard Rock; 2021)

- Yumi Kawamura - Kimi no Kioku (Memories of You) (J-Pop; 2006)

- Bikini Kill - Rebel Girl (Punk Rock, Grunge; 1991) -- agradeçam ao filme Moxie (inclusive, assistam na Netflix)

- Titãs - Lugar Nenhum (Rock; 1987)

- Eurythmics - Here Comes The Rain Again (Pop; 1983)

Confira, por fim, minha playlist feita durante março de 2021:


segunda-feira, 8 de março de 2021

BALANÇO MUSICAL - Fevereiro de 2021

(Arte por lonehero)

Olá! Seja bem-vindo ao meu projeto Balanço Musical, uma coluna mensal na qual falo sobre música, o que escutei no mês que se passou, o porquê das escolhas, o que me influenciou nesses dias, e publico uma playlist com uma faixa referente a cada dia do período. O objetivo não é nada além de escrever um pouco mais sobre música no blog, apresentar algumas coisas diferentes e dar às pessoas a oportunidade de conhecer novos artistas e canções. As postagens são publicadas sempre na primeira segunda-feira útil de cada mês (exceto quando ela coincide com o primeiro dia do mês).

Fevereiro foi complicado. Não que os outros meses desde março de 2020 já não venham sendo, mas dessa vez eu senti para valer. Se mês passado reclamei de fatiga e estresse, nesse acabei sentindo as consequências disso tudo. Estive bem longe do meu melhor, de uma forma que teve reflexos em diversos aspectos da minha vida, principalmente no profissional. E olha que, não fosse por isso, o mês nem seria dos piores, com mudanças muito bem vindas em meu quarto, "Carnaval" (entre aspas por conta de pandemia, cancelamento do ponto facultativo - ainda que tenha conseguido um dia de folga - e toda a ausência de qualquer resquício de diversão como deveria ser), WandaVision e o lançamento de Persona 5 Strikers. Seja como for, só me resta perseverar, corrigir meus erros e seguir em frente.

Como já falei por aqui, momentos como esse costumam ser aqueles em que mais consumo música, e dessa vez não foi diferente, resultando em meu segundo melhor fevereiro, atrás apenas do último. Segundo meu last.fm, foram 3.114 reproduções nesse último mês (média de 111/dia), que incluíram 714 artistas, 1.292 artistas e 2.726 faixas diferentes. Apesar de um total ligeiramente menor, acabei por exceder janeiro em todo resto. Duvido que volte a repetir esses números nesse março, mas veremos.

Mais uma vez, fevereiro foi reservado para ouvir um álbum ainda desconhecido por a cada dia e montar uma playlist com uma faixa de cada um deles, seguindo o costume que criei desde (o hoje longínquo) 2016. E após muito refletir em como abordar a postagem nesse ano, decidi por tomar um caminho diferente da última e não resenhar tudo, mas sim apenas fazer breves comentários pontuais sobre minhas escolhas do último mês, em que conferi muitos dos lançamentos do ano até agora, como possível observar abaixo.


- Steven Wilson - The Future Bites (Rock, Rock Progressivo, Rock Alternativo; 2021): parece não haver limites para a criatividade e excelência de Steven Wilson.

- The Dead Daisies - Holy Ground (Hard Rock; 2021): a entrada de Glenn Hughes (e a troca de outros músicos) fez muito bem ao grupo em comparação ao trabalho de 2018.


- Soen - Imperial (Metal, Metal Progressivo; 2021): tão bom quanto o excelente Lotus, de 2019.

- Nervosa - Perpetual Chaos (Thrash Metal, Death Metal; 2021): a nova formação fez com que esse grupo feminino de origem brasileira desse um passo adiante em sua sonoridade.

- Accept  - Too Mean To Die (Metal; 2021): talvez o menos inspirado dos álbuns com Mark Tornillo nos vocais, mas segue sendo muito acima da média.


- Foo Fighters - Medicine At Midnight (Rock; 2021): a volta da banda à sua melhor forma depois de alguns tropeços recentes.


- Creedence Clearwater Revival - Cosmo's Factory (Rock, Southern Rock; 1970): um clássico atemporal dessa banda que me arrependo de não te conhecido a fundo antes.

- Pearl Jam - Yield (Grunge, Hard Rock; 1998): um ótimo registro do Pearl Jam nos anos 1990 já era algo rotineiro para eles naquela época.


- The Jam - Sound Affects (New Wave, Post-Punk; 1980): um dos trabalhos que moldaram o som da década de 1980.

- Public Image Ltd. - Album (New Wave, Post-Punk; 1986): um dos discos mais famosos do grupo de John Lydon pós-Sex Pistols, traz a qualidade esperada.

- Cream - Goodbye (Rock; 1969): bom, mas claramente o trio já estava de saco cheio e só cumpriu tabela com esse trabalho.

- Bruce Springsteen - Working On A Dream (Rock; 2006): grande trabalho do Boss em sua fase mais atual.

- Run-D.M.C. - King of Rock (Rap; 1985): misturou Rap com Rock com maestria e fez história.


- Public Enemy - It Takes A Nation Of Millions To Hold Us Back (Rap; 1985): um clássico incontestável do estilo, com letras políticas, agressivas e que seguem atuais.

- Joe Strummer & The Mescaleros - Rock, Art And The X-Ray Style (Rock, Rock Alternativo; 1999): bem diferente de tudo que o frontman do Clash fez com sua antiga banda, mas longe de ser ruim.

- Hayley Williams - Flowers for Vases / descansos (Pop Rock, Acústico; 2021): distante da sonoridade do Paramore, aqui a vocalista entrega um registro bem mais intimista.


- The Pretty Reckless - Death by Rock and Roll (Hard Rock; 2021): o grupo liderado por Taylor Momsen trouxe som da mais alta qualidade em seu mais recente registro.


- Inglorious - We Will Ride (Hard Rock; 2021): um disco bem definido, alinhado e que traz uma banda muito em sintonia para apresentar um ótimo Hard Rock com ares modernos.

- Judas Priest - Stained Class (Metal, Hard Rock; 1978): um clássico do Priest que em muito ajudou a moldar a sonoridade pela qual ficaram conhecidos.


- Sepultura - A-Lex (Thrash Metal, Death Metal; 2009) : um grande trabalho conceitual recente do Sepultura baseado em Laranja Mecânica.

- Blaze - Tenth Dimension (Metal; 2002): o segundo álbum solo de Blaze Bayley dá continuidade ao feito em Sillicon Messiah, ou seja, tudo aquilo que Steve Harris não o deixou mostrar no Iron Maiden.

- Delain - Apocalypse & Chill (Metal; 2020): um registro cujo título amaldiçoou o último ano. Uma pena a banda ter implodido, porque isso aqui é muito bom.

- King Diamond - Fatal Portrait (Metal; 1986): primeiro disco solo de King Diamond segue a linha do apresentado pelo Mercyful Fate à época, então esperem por Metal de qualidade.


- Loudness - Soldier Of Fortune (Hard Rock; 1989): uma das maiores bandas japonesas em seu melhor momento, ou seja não tinha como ser ruim.

- Slash's Snakepit - It's Five O'Clock Somewhere (Hard Rock; 1995): o primeiro trabalho de Slash após sua saída do Guns N' Roses tem um som sujo que encanta o ouvinte, ou seja, tudo que se esperava dele.

- Chicago - Chicago II (Rock; 1970): outro clássico, apresenta boas doses de experimentações entre o Rock e os sons clássicos das big bands de outrora.

- Alice Cooper - Detroit Stories (Hard Rock; 2021): não é o melhor momento do vocalista, mesmo em tempos mais recentes, mas possui alguns ótimos momentos.


- Moonspell - Hermitage (Metal, Doom Metal; 2021): a banda portuguesa optou por seguir por um som mais "limpo" e com um pouco menos de guturais, e acabou por entregar um de seus melhores álbuns.

Confira, por fim, a playlist feita em fevereiro de 2021:


segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021

BALANÇO MUSICAL - Janeiro de 2021

(Arte por Ruminate)

Olá! Seja bem-vindo ao meu projeto Balanço Musical, uma coluna mensal na qual falo sobre música, o que escutei no mês que se passou, o porquê das escolhas, o que me influenciou nesses dias, e publico uma playlist com uma faixa referente a cada dia do período. O objetivo não é nada além de escrever um pouco mais sobre música no blog, apresentar algumas coisas diferentes e dar às pessoas a oportunidade de conhecer novos artistas e canções. As postagens são publicadas sempre na primeira segunda-feira útil de cada mês (com exceção de hoje porque estava muito ocupado nas semanas anteriores).

2021 já começou com os dois pés na porta. Por algum motivo, tenho a percepção de que janeiro costuma ser mais leve que o resto do ano mas, olhando minhas postagens do Balanço Musical sobre esse mês, percebo que isso já deixou de ser verdade há pelo menos 4 anos. Esse último não foi exceção, com um verdadeiro bombardeio de tarefas vindas de todos os lados que só aumentaram minha fatiga e meu estresse. Por outro lado, foi possível ver uma longínqua e fraca luz ao fim do túnel com o início da vacinação contra o coronavírus no Brasil, mas é difícil crer que tudo se resolverá em breve, considerando todas ações tomadas para condução da questão nesse último ano.

Quanto a música, algo de bom aconteceu: a Atlus liberou as trilhas sonoras dos jogos de Persona no Spotify! Não todas, mas uma boa parte. E eu, obviamente, fiquei escutando. Mais do que isso, deixei uma playlist com todas as músicas adicionadas no aleatório e fiquei ouvindo por dias a fio. O problema é que isso acabou por bagunçar todas as estatísticas do mês (talvez até do ano) no meu last.fm, mas acho que esse é um pequeno preço a se pagar por finalmente ter isso nos streamings. Seja como for, terminei janeiro com 3.136 reproduções (média de 101 por dia), que incluíram 654 artistas, 1.094 álbuns e 2.442 faixas diferentes. Também acabei superando meu recorde de reproduções em um único dia em 5 de janeiro, quando atingi o pico de 214 faixas (e cheguei perto desse número novamente no dia 13, com 211).

E esse início com o pé no acelerador foi marcado, além das trilhas de Persona, por muito Rock, Metal e experimentalismo, extremamente adequado para o Balanço Musical nessa data especial, em que a coluna completa 4 ANOS DE EXISTÊNCIA. Não imaginava que chegaria tão longe, mas é um prazer escrever sobre música e um pouquinho da minha vida todos os meses. E nesse ano não tem mudanças no formato das postagens, estou 100% satisfeito com o atual. Inclusive, nada melhor do que conferir os DESTAQUES DO MÊS para celebrar.

ARTISTAS DO MÊS:


- Atlus Sound Team (J-Rock, J-Pop, J-Rap, J-Everything): bom, não tinha como ser outro. Os compositores da Atlus criaram alguns dos melhores temas da história dos videogames, não apenas na série Persona, mas em todos os jogos da empresa. Sem dúvida vale a pena conferir os trabalhos dos caras.

Destaco também:

- David Bowie (Rock) -- 5 anos de seu falecimento

- Bruce Springsteen (Rock)

- Rush (Rock Progressivo, Hard Rock) -- 1 ano do falecimento do mestre Neil Peart

- Pearl Jam (Grunge, Hard Rock, Rock)

- Aerosmith (Rock, Hard Rock)

ÁLBUNS DO MÊS:


- Creedence Clearwater Revival - Willy And The Poor Boys (Rock, Southern Rock; 1969): esse clássico do Rock completou 51 anos de seu lançamento em novembro último, quando criei vergonha na cara e resolvi conferi-lo. E ele não saiu da minha mente durante esse tempo todo, ao ponto de finalmente começar a conferir a discografia completa do Creedence no último mês. A continuação disso vocês verão no próximo post, mas digo que Willy And The Poor Boys é um trabalho incrível, genuíno, de sonoridade ricas e repleta de nuances, que deve ser conferido por todos os amantes de música com urgência.

Destaco também:

- Sepultura - Machine Messiah (Thrash Metal, Groove Metal; 2017)

- Steven Wilson - To The Bone (Rock, Rock Progressivo, Pop Rock, Experimental; 2017)

- Savatage - Gutter Ballet (Metal, Hard Rock; 1989)

- Deep Purple - The House Of Blue Light (Rock, Hard Rock, Blues Rock; 1987)

- The Bangles - Different Light (Rock, New Wave; 1985)

- Frank Zappa - Zoot Allures (Rock, Experimental; 1976)

- Bob Dylan - Blood On The Tracks (Rock, Folk Rock; 1975)

- Elton John - Don't Shoot Me I'm Just The Piano Man (Rock; 1973)

- Janis Joplin - Pearl (Blues Rock, Blues; 1971)

- Led Zeppelin - Led Zeppelin I (Rock, Hard Rock, Blues Rock; 1969)

- The Doors - The Doors (Rock Psicodélico, Blues Rock; 1967)

FAIXAS DO MÊS:


 - Lyn - Life Will Change (J-Rock; 2016): novamente, não tinha como ser outra. A música que fez com que nada mais fosse o mesmo desde quando a ouvi no início de Persona 5. "Now you know your life will change".

Destaco também:

- Moonspell - All or Nothing (Metal; 2021)

- Foo Fighters - No Son Of Mine (Rock; 2021)

- Europe - Doghouse (Hard Rock, Metal; 2011)

Por fim, confiram a playlist feita durante o mês de janeiro de 2021: