quarta-feira, 11 de novembro de 2020

BALANÇO MUSICAL - Outubro de 2020

(Arte por Daniel Warren Johnson)

Olá! Seja bem-vindo ao meu projeto Balanço Musical, uma coluna mensal na qual falo sobre música, o que escutei no mês que se passou, o porquê das escolhas, o que me influenciou nesses dias, e publico uma playlist com uma faixa referente a cada dia do período. O objetivo não é nada além de escrever um pouco mais sobre música no blog, apresentar algumas coisas diferentes e dar às pessoas a oportunidade de conhecer novos artistas e canções. As postagens são publicadas sempre na primeira segunda-feira útil de cada mês (exceto hoje, porque prioridades).

Tenho sentimentos conflitantes quanto a outubro. O mês parece que se passou num estalar de dedos, mas também foi pesado, cansativo. Olho para trás e acho que não fiz nada mas, pensando em retrospecto de forma mais minuciosa, vejo fiz VÁRIAS coisas. E aumentando ainda mais esse dualismo, começou com um enorme calor e terminou mais frio que o Inverno. Foi um período realmente louco e estranho desse ano, que contou com alegrias, tranquilidade, preocupação, estresse, decepções e uma enorme tristeza pela morte de Eddie Van Halen. Sabe-se lá qual o propósito disso tudo, só espero ter resposta nos próximos capítulos dessa história repleta de reviravoltas e emoções.

Em meio a isso tudo, claro que eu só poderia buscar refúgio na música. E como eu já havia dito na publicação anterior, outubro marcaria um novo pico de presença musical em minha vida. Não deu outra: segundo meu last.fm, foram 3.478 reproduções nos últimos 31 dias (uma média de 112 por dia), que incluíram 595 artistas, 1.099 álbuns e 3.010 faixas diferentes, fazendo com que o mês se tornasse o meu segundo maior até o momento. Mas esses números elevados devem voltar a cair nesse novembro, nem que seja um pouco (ou pode ser outra queda drástica como a de setembro).

Quanto ao que eu ouvi, foi aquilo de sempre: Rock, Metal, com talvez uma ou outra surpresa, mas não dá pra dizer que foi de baixa qualidade. Inclusive, conferi vários lançamentos incríveis em outubro, assim como trabalhos que não conhecia. E tudo isso pode ser conferido em meus DESTAQUES DO MÊS logo abaixo:

ARTISTAS DO MÊS:


 - Van Halen (Hard Rock): não tinha como ser outro. A morte de Eddie me abalou profundamente e fez com que eu repassasse toda a discografia da banda nos dias subsequentes. Não que isso já não seja fato, mas que guitarrista fantástico ele foi, alguém que sabia entreter seu público, com uma presença de palco invejável. Fique em paz, lenda, e obrigado por tudo.

Destaco também:

- U2 (Rock, Pop Rock)

- Black Sabbath (Metal, Hard Rock)

- INXS (Pop Rock)

ÁLBUNS DO MÊS:


- Joe Bonamassa - Royal Tea (Rock, Hard Rock, Blues; 2020): Joe Bonamassa é incrível e parece nunca cansar de surpreender. O guitarrista procurou se inspirar no Rock britânico em seu mais recente trabalho e acabou por demonstrar, mais uma vez, toda sua versatilidade, em uma tracklist que consegue soar coesa ao mesmo tempo que o mostra muito à vontade, explorando quase todos os gêneros que ele mais gosta. Um dos grandes trabalhos do ano, sem dúvida.

Destaco também:

- Bruce Springsteen - Letter To You (Rock; 2020) -- quase coloquei esse como destaque principal por motivos de: The Boss em um trabalho leve e prazeroso de se ouvir

- Fontaines D.C. - A Hero's Death (Rock, Indie Rock, Post-Punk; 2020)

- Bon Jovi - 2020 (Rock, Pop Rock; 2020) -- um trabalho recente do Bon Jovi que não foi uma porcaria completa merece destaque

- Jon Anderson - 1000 Hands (Rock Progressivo, Pop, World Music; 2020)

- The Struts - Strange Days (Rock, Pop Rock; 2020) -- outro dos grandes do ano

- Corey Tayler - CMFT (Rock, Hard Rock, Metal, Country, Rap; 2020) -- mais um destaque de peso

- Northward - Northward (Metal Sinfônico, Hard Rock; 2018)

- At The Drive-In - Relationship of Command (Rock, Post-Hardcore; 2000) -- o álbum que definiu a sonoridade da década de 2000 completou 20 anos

- Ozzy Osbourne - Ozzmosis (Metal; 1995) -- 25 anos de um dos últimos grandes trabalhos do Príncipe das Trevas

- No Doubt - Tragic Kingdom (Rock, Ska, Punk; 1995) -- um dos melhores trabalhos da década de 1990 também completou 25 anos desde seu lançamento

- Savatage - Hall of the Mountain King (Metal; 1987)

- Warlock - Triumph And Agony (Metal; 1987)

- Dokken - Tooth And Nail (Hard Rock; 1984)

- Talking Heads - Remain in Light (Rock, New Wave; 1980) -- 40 anos desse trabalho maravilhoso

- Blondie - Parallel Lines (Rock, Pop Rock, New Wave; 1978)

- Otis Redding & Carla Thomas - King & Queen (Soul, Blues, R&B; 1967) -- façam um favor e ouçam isso aqui

FAIXAS DO MÊS:


- AC/DC - Shot In The Dark (Rock; 2020): o AC/DC pegou todo mundo de assalto com a divulgação de seu novo álbum, PWR UP, e lançou essa faixa que não poderia soar mais AC/DC do que isso, e é justamente o final desse ano tão atípico precisava -- alguma sensação (reconfortante) de normalidade.

Destaco também:

- Steven Wilson - Eminent Sleaze (Pop Progressivo, Rock; 2020) -- sonoridade deliciosa que em muito me lembrou da trilha sonora de Persona 5

- Greta Van Fleet - My Way, Soon (Rock; 2020) -- a música que veio pra mostrar para o mundo que eles, definitivamente, não são mera cópia do Led Zeppelin

Confira, por fim, a playlist feita durante outubro de 2020:

segunda-feira, 5 de outubro de 2020

BALANÇO MUSICAL - Setembro de 2020

(Arte pertencente a Atlus Co., Ltd. e Sega Corporation, todos os direitos reservados)

Olá! Seja bem-vindo ao meu projeto Balanço Musical, uma coluna mensal na qual falo sobre música, o que escutei no mês que se passou, o porquê das escolhas, o que me influenciou nesses dias, e publico uma playlist com uma faixa referente a cada dia do período. O objetivo não é nada além de escrever um pouco mais sobre música no blog, apresentar algumas coisas diferentes e dar às pessoas a oportunidade de conhecer novos artistas e canções. As postagens são publicadas sempre na primeira segunda-feira útil de cada mês (exceto quando ela coincidir com o primeiro dia).

Setembro foi OK. Quer dizer, não foi muito diferente dos meses anteriores, não foi memorável, e também não foi horroroso. Completei seis meses em quarentena (mais uma vez, meus irônicos agradecimentos às autoridades políticas e a sociedade civil) e, embora esteja um tanto quanto acostumado a ficar em casa por longos períodos após mais de um ano de desemprego entre 2018 e 2019, a rotina de estar na rua e o contato com outros seres humanos está fazendo falta. Mas como já disse no último mês e repito aqui, Persona 5 me ajudou. Terminei o jogo no último dia 24 (com 150 HORAS INVESTIDAS) e toda sua dinâmica de simulação social, seus personagens fantásticos e trama envolvente - fora, claro, todos os elementos de RPG - não substituíram as relações reais, mas foi o mais próximo que cheguei desde março. Espero conseguir escrever mais sobre isso em breve.

Claro que tanto tempo jogando me fez dedicar menos dos meus períodos livres para outras atividades, inclusive a música (e não, eu não iria ouvir músicas pelo Spotify enquanto jogava, pois a trilha sonora de Persona 5 é fantástica e, sinceramente, torço para um dia chegar nos serviços de streaming no ocidente). Então, setembro acabou tendo uma queda e tanto em relação ao resto do ano: segundo meu last.fm, foram 2.560 reproduções (uma média de 85 por dia), que incluíram 562 artistas, 794 álbuns e 2.283 faixas diferentes. Foi o menor número absoluto desde dezembro de 2019, algo que já havia previsto em minha postagem anterior, mas acredito que torne a subir no mês corrente.

Apesar dessa baixa nos números, setembro ainda contou com bons lançamentos, boas descobertas e só música de qualidade. Novamente, não teve muito espaço para pluralidade de gênero, novamente se concentrando no Rock e no Metal, mas há uma ou outra surpresa entre minhas escolhas, e você pode saber mais sobre elas nos meus DESTAQUES DO MÊS logo baixo:

ARTISTA DO MÊS:


- Iron Maiden (Metal, Metal Progressivo): foi uma surpresa mesmo para mim, pois já tem um tempo que não vinha escutando a banda com a mesma frequência. Devem ter sido os vários álbuns da Donzela de Ferro que fizeram aniversário no último mês (inclusive meu favorito, Somewhere In Time). De qualquer forma, nada mais justo que uma das bandas que mais ouvi na vida ocupar a posição.

Destaco também:

- Rush (Rock, Rock Progressivo, Hard Rock)

- Paul McCartney (Rock, Pop Rock)

- David Bowie (Rock)

- Guns N' Roses (Hard Rock)

- Steely Dan (Rock, Jazz Fusion)

ÁLBUNS DO MÊS:


- Talisman - Life (Hard Rock; 1995): Talisman foi uma das minhas melhores descobertas musicais de 2020 - já havia mencionado em minha publicação de maio - e retornou nesse setembro com o aniversário de 25 anos de Life, um trabalho consistente de ritmo frenético que te faz ouvir repetidas vezes (e ainda conta com um ótimo cover da música Crazy, do Seal).

Destaco também:

- Fantastic Negrito - Have You Lost Your Mind Yet? (Blues, R&B, Funk, Rock; 2020)

- Lamb of God - Lamb of God (Thrash Metal, Groove Metal; 2020)

- John Petrucci - Terminal Velocity (Metal Progressivo; 2020)

- Metallica - S&M2 (Thrash Metal, Metal, Hard Rock; 2020)

- Volbeat - Beyond Hell / Above Heaven (Metal, Thrash Metal, Hard Rock; 2010) -- completou 10 anos recentemente

- Stone Sour - Audio Secrecy (Hard Rock, Metal; 2010) -- também completou 10 anos

- Dream Theater - Falling Into Infinity (Metal, Metal Progressivo; 1997)

- Oasis - Definitely Maybe (Rock, Pop Rock; 1994)

- Bad Religion - Stranger Than Fiction (Punk Rock, Hardcore; 1994)

- Fates Warning - Perfect Symmetry (Metal; 1989)

- Saxon - Strong Arm of the Law (Metal; 1980) -- 40 anos dessa pedra fundamental da NWOBHM

- The Rolling Stones - Goats Head Soup (Rock; 1973) -- ganhou uma belíssima versão de luxo no dia de seu aniversário de 47 anos

- Black Sabbath -  Paranoid (Metal; 1970) -- o maior clássico do Metal em todos os tempos completou 50 ANOS!

FAIXAS DO MÊS:


- The Hellacopters - By The Grace Of God (Hard Rock; 2002): adoro essa música, e aí aproveitei a recente "maioridade" de seu álbum homônimo para inclui-la em minhas escolhas. Não me arrependo de nada.

Destaco também:

- Muse - Stockholm Syndrome (Rock, Hard Rock; 2003)

- U2 - Elevation (Rock; 2000)

- Michael Jackson - Smooth Criminal (Pop; 1987)

- INXS - Listen Like Thieves (Pop Rock; 1985) -- mais que adequado para encerrar o mês em que os Phantom Thieves roubaram meu coração, não? (quer dizer, só a trilha sonora oficial seria melhor)

Confira, por fim, a playlist elaborada durante setembro de 2020:

segunda-feira, 14 de setembro de 2020

BALANÇO MUSICAL - Agosto de 2020

 
(Arte por Frank Quitely)

Olá! Seja bem-vindo ao meu projeto Balanço Musical, uma coluna mensal na qual falo sobre música, o que escutei no mês que se passou, o porquê das escolhas, o que me influenciou nesses dias, e publico uma playlist com uma faixa referente a cada dia do período. O objetivo não é nada além de escrever um pouco mais sobre música no blog, apresentar algumas coisas diferentes e dar às pessoas a oportunidade de conhecer novos artistas e canções. As postagens são publicadas sempre na primeira segunda-feira útil de cada mês (exceto quando ela coincidir com o primeiro dia).

Se em minha última postagem disse que gostava de julho, o mesmo não posso dizer de seu sucessor. Agosto é um mês que quase nunca me agradou, e isso tenho certeza de já ter falado outras vezes. E nesse ano poderia ter sido diferente, porque esses 31 dias foram agradáveis, tiveram acontecimentos muito bacanas, mas as mortes de duas figuras conhecidas do meio dos quadrinhos, o Harald Stricker e o Felipe Morcelli (motivo pelo qual o Superman é a capa da postagem), acabaram fazendo com que o período, no fim das contas, deixasse um gosto amargo na boca. Fora que a reta final foi um tanto quanto puxada, mas felizmente tive Persona 5 para me divertir e confortar.

Quanto à música, após dois meses de números gritantes e absurdos, meu consumo musical parece ter retornado a patamares "humanos", ainda que bastante elevados. Segundo meu last.fm, foram 3.180 reproduções (uma média de 102 por dia), que incluíram 625 artistas, 997 álbuns e 2.558 faixas diferentes. A queda pode até parecer surpreendente, mas já era esperada por mim, e creio que se mostrará ainda maior quando setembro vier a acabar. Faz parte, acho.

E também posso dizer que, se tratando do que eu ouvi, foi tudo dentro do esperado. Mais uma vez, aquela mistura já conhecida de Rock e Metal, sem pôr nem tirar, marcou o meu mês, em um bom equilíbrio entre nomes clássicos e algumas novidades mais que bem vindas, que podem ser conferidas em meus DESTAQUES DO MÊS logo abaixo.

ARTISTAS DO MÊS:


- The White Stripes (Rock): tenho que confessar que a dupla que tomou de assalto o mundo da música durante os anos 2000 era uma lacuna em meus conhecimentos musicais. Por isso mesmo, resolvi que iria conferir toda a discografia deles, do início até o fim, um trabalho por dia. E olha, que jornada fantástica, que álbuns e músicas espetaculares que saíram dessa colaboração. O renome é totalmente merecido e acho que ganhei uma nova banda favorita.

Destaco também:

- Metallica (Metal)

- Dio (Rock, Metal)

- Steely Dan (Rock, Jazz Fusion)

- The Beatles (Rock)

ÁLBUNS DO MÊS:


- Deep Purple - Whoosh (Rock; 2020): vocês acharam que uma banda veterana como o Deep Purple, que se consagrou principalmente durante os anos 1970, não teria mais nada de relevante para gravar após de tantas décadas na ativa, e ainda por cima sem o guitarrista Ritchie Blackmore? Pois não é bem assim. O grupo, em sua formação atual, mostrou que ainda tem lenha para queimar ao apresentar um som da mais alta qualidade, calcado em uma sonoridade clássica, mas sem soar datado e, ainda por cima, repleto de energia. Uma das mais gratas surpresas do ano.

Destaco também:

- Thundermother - Heat Wave (Hard Rock; 2020) -- fiquei em dúvida entre falar sobre o Whoosh e esse, que também é fantástico

- Gathering of Kings - Discovery (Hard Rock; 2020)

- FM - Synchronized (Rock, Hard Rock, AOR; 2020)

- Ryders Creed - Lost Souls (Rock, Hard Rock; 2020)

- The Killers - Imploding The Mirage (Rock, Pop Rock, Indie Rock; 2020) -- outro que também caberia como principal destaque

- Blue Pills - Holy Moly! (Rock, Hard Rock; 2020) -- idem ao anterior

- Porcupine Tree - In Absentia (Rock Progressivo; 2002)

- Type O Negative - Bloody Kisses (Metal; 1993)

- Living Colour - Time's Up (Rock, Hard Rock; 1990) -- essa obra prima completou 25 anos no último mês

- Extreme - Extreme II: Pornograffitti (Hard Rock; 1990) -- também completou 25 anos em agosto

- Europe - Out Of This World (Rock, Hard Rock, AOR; 1988)

- Black Sabbath - Born Again (Metal; 1983)

- The Who - Who's Next (Rock; 1971)

FAIXAS DO MÊS:


- Echo & The Bunnymen - The Killing Moon (Rock; 1984): a música que me apresentou ao Echo & The Bunnymen retornou a minha vida no último mês, não lembro exatamente por quê. Mas ela merece esse destaque por ser uma das melhores já feitas pelo homem.

Destaco também:

- Iron Maiden - Only The Good Die Young (Metal; 1988) -- pelos motivos que relatei no início do post

- The Cure - Inbetween Days (Rock, Pop Rock; 1985)

Por fim, confira a playlist elaborada durante o mês de agosto de 2020:

terça-feira, 4 de agosto de 2020

BALANÇO MUSICAL - Julho de 2020


(Arte por Simone Bianchi)

Olá! Seja bem-vindo ao meu projeto Balanço Musical, uma coluna mensal na qual falo sobre música, o que escutei no mês que se passou, o porquê das escolhas, o que me influenciou nesses dias, e publico uma playlist com uma faixa referente a cada dia do período. O objetivo não é nada além de escrever um pouco mais sobre música no blog, apresentar algumas coisas diferentes e dar às pessoas a oportunidade de conhecer novos artistas e canções. As postagens são publicadas sempre na primeira segunda-feira útil de cada mês (exceto quando ela coincidir com o primeiro dia).

Eu gosto de julho. Não sei se já havia falado isso aqui nos anos anteriores, mas é verdade. Não só por ser o mês do meu aniversário (embora isso colabore bastante), mas porque tem um clima bom. Talvez por conta da nostalgia das férias escolares, das viagens que costumava fazer quando criança, das festas que costumava ter quando mais novo, do aniversário do meu saudoso avô apenas dois dias antes do meu... Difícil explicar, mas dessa vez não foi diferente: mesmo na quarentena (sim, ainda estamos nessa... obrigado pela colaboração, Brasil), essa sensação se manteve. E sou mais que grato por isso.

Foi bom no quesito "música" também, caso esteja se perguntando. Julho é conhecido como "Mês do Rock" por conta do Dia "Internacional" do Rock (que só existe por aqui -- também fiquei surpreso quando descobri isso), então aproveitei a semana do dia 13 e parte da seguinte para fazer uma retrospectiva dos meus lançamentos favoritos de cada década, o que acabou rendendo uma boa dose de audições. No fim, segundo meu last.fm, foram 3.450 reproduções ao longo dos últimos 31 dias (uma média de 111 por dia), que incluíram 617 artistas, 959 álbuns e 2.935 faixas diferentes. Sem recordes nem nada, é verdade, mas os números permanecem muito altos.

E o que teve em julho? Bom, muito, mas muito Rock ("Mês do Rock", duh), que predominou em 90% das minhas escolhas, ao lado de um pouquinho de Metal, Jazz e Soul em ocasiões muito específicas. Acabei conferindo poucos lançamentos devido à minha citada retrospectiva, mas ainda achei um espaços para alguns novos sons. E tudo isso você confere em meus DESTAQUES DO MÊS logo abaixo.

ARTISTA DO MÊS:


- Dio (Rock; Metal): A voz do Rainbow. A melhor voz do Black Sabbath. E dono de uma carreira solo marcante. É inegável a importância de Ronnie James Dio para o Rock e o Metal, de modo que o baixinho segue sendo influência para muitos até hoje, inclusive este que vos escreve. E como completou 10 anos que o homem partiu desse plano em maio, nada mais justo que homenageá-lo, ainda que de forma singela e tardiamente.

Destaco também: 

- The Doors (Rock)

- The Beatles (Rock)

- Deep Purple (Rock, Hard Rock)

- Rush (Rock, Rock Progressivo, Hard Rock)

ÁLBUM DO MÊS:


- The Stooges - Funhouse (Rock, Art Rock; 1970): esse petardo sem precedentes completou 50 anos nesse último mês. O que falar de Funhouse? Um trabalho experimental, agressivo e que deu vida ao "proto-Punk" consolidado em seu sucessor, Raw Power, é um álbum que todos deveriam conhecer por sua genialidade.

Destaco também:

- Bob Dylan - Rough and Rowdy Ways (Rock, Blues, Folk Rock; 2020)

- The Pretenders - Hate for Sale (Rock, Post-Punk; 2020)

- Avenged Sevenfold - Nightmare (Metal, Hard Rock; 2010) -- completou 10 anos!

- Muse - Supermassive Black Hole (Rock; 2006)

- Foo Fighters - Foo Fighters (Rock; 1995) -- 25 anos desde seu lançamento!

- Helloween - Master of the Rings (Power Metal; 1994)

- Blind Guardian - Somewhere Far Beyond (Power Metal; 1992)

- Queen - The Game (Rock; 1980) -- lançado há 40 anos!

FAIXA DO MÊS:


- Dire Straits - Brothers In Arms (Rock; 1985): desde maio, quando o álbum completou 35 anos, que eu queria falar dessa faixa em uma postagem. Aproveitei e a inclui nesse mês por ser uma das mais belas músicas já compostas pelo grupo de Mark Knopfler, com suas passagens certeiras de guitarra e melodia que toca a alma de qualquer um.

Destaco também:

- Los Coast feat. Gary Clark Jr. - A Change Is Gonna Come (Blues Rock; 2020)

- Pearl Jam - Rearviewmirror (Grunge, Rock; 1993)

- Etta James - I Got You Babe (Soul, Blues; 1968) -- obrigado, The Last of Us.

Confira, por fim, a playlist que fiz durante julho de 2020:

segunda-feira, 6 de julho de 2020

BALANÇO MUSICAL - Junho de 2020


(Arte por Mitch Gerads)

Olá! Seja bem-vindo ao meu projeto Balanço Musical, uma coluna mensal na qual falo sobre música, o que escutei no mês que se passou, o porquê das escolhas, o que me influenciou nesses dias, e publico uma playlist com uma faixa referente a cada dia do período. O objetivo não é nada além de escrever um pouco mais sobre música no blog, apresentar algumas coisas diferentes e dar às pessoas a oportunidade de conhecer novos artistas e canções. As postagens são publicadas sempre na primeira segunda-feira útil de cada mês (exceto quando ela coincidir com o primeiro dia útil).

Junho foi um mês cansativo, atribulado e longo. Só que também foi divertido, leve e se passou em um estralar de dedos. Parece contraditório, divergente, e é mesmo, mas essa é a sensação da passagem do tempo durante a quarentena. Aliás, ainda estamos aqui, e parabéns a todos os envolvidos, aqueles que quebraram o isolamento e, principalmente, prefeitos e governadores que estão reabrindo tudo enquanto o país registra mais de mil mortes diárias pela doença, querendo normalizar essa situação trágica em prol de tornar os poderosos ainda mais poderosos. Seja com for, não tive muitos destaques nas últimas semanas, tirando um ou outro momento que se ressaltou.

Na música, por outro lado... Meus Deus do céu. Depois de observar uma certa queda nos números em abril e maio, cheguei em junho e me superei em todos os sentidos. Segundo meu last.fm, foram 3.610 (!) reproduções feitas nos últimos 30 dias (uma média de 120 [!!] por dia), que incluiu 779 artistas, 1.330 álbuns e 3.009 (!!!) faixas diferentes. E eu juro que não era minha intenção, mas acabou que superei vários dos meus recordes pessoais. Eu culpo a quarentena por esse absurdo, mas tenho minhas dúvidas se ele tornará a se repetir.

E no meio disso tudo, claro, muita coisa boa. Como eu havia dito mês passado, pretendia ouvir alguns dos trabalhos lançados recentemente e acabei cumprindo, afinal, aproveitando até para conferir o que saiu no próprio período. Também aproveitei para conferir alguns petardos clássicos, como esperado, o que acabou por resultar em dias bem diversificados e repletos de qualidade, conforme é possível conferir em meus DESTAQUES DO MÊS logo abaixo.

ARTISTAS DO MÊS:


- The Beatles (Rock): uma banda que, assim como Rush, entra na classificação "cara, você só ouve isso?". Mas não é minha culpa se os Reis do Iê-Iê-Iê foram geniais e incansáveis em todas as suas fases. Nesse junho, porém, eles figuram no topo porque, além de álbuns seus fazerem aniversário (vide Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band e A Hard Day's Night), aproveitei para corrigir uma falha em meu caráter e conferi todos os três volumes da coletânea Anthology, que na época trouxe diversas raridades, inclusive músicas até então não lançadas, um prato cheio para qualquer fã.

Destaco também:

- Bruce Dickinson (Metal, Hard Rock)

- Rival Sons (Rock, Hard Rock)

- David Bowie (Rock)

- Black Sabbath (Metal)

ÁLBUNS DO MÊS:


- Paradise Lost - Obsidian (Doom Metal; 2020): esse álbum desperta sentimentos dissonantes. Por um lado, ele é pesado, agressivo, pesaroso e conta com vocais guturais na maior parte de suas faixas. Por outro, ele bonito de se ouvir, consistente e viciante. Eu não sei exatamente o que o Paradise Lost fez aqui, mas o resultado se sobressaiu e coloca Obsidian entre os melhores do ano.

Destaco também:

- Norah Jones - Pick Me Up Off The Floor (Jazz, Pop; 2020) -- outro lindíssimo trabalho, quase o coloquei como destaque principal.

- Neil Young - Homegrown (Rock; 2020)

- Cherie Currie - Blvds of Splendor (Rock; 2020)

- Rush - Permanent Waves (Rock Progressivo; 1980) -- completou 40 anos recentemente e lançaram uma edição especial cheia de extras que vale a penas conferir.

- Deep Purple - In Rock (Rock; 1970) -- um dos melhores discos de todos os tempos completou completou 50 anos no último mês.

FAIXAS DO MÊS:


- Steely Dan - Rikki Don't Lose That Number (Rock, Jazz Fusion; 1974): Steely Dan é extremamente viciante e essa música grudou na minha mente durante esse mês. É uma faixa simples, mas rica de influências e acho difícil alguém não gostar.

Destaco também:

- Beastie Boys (feat. Q-Tip) - Get It Together (Rap; 1994) -- uma das minhas favoritas deles.

- Titãs - Polícia (Rock; 1986) -- impossível não pensar nessa música após toda a repressão nos protestos antirracistas e antifas.

- Lynyrd Snynyrd - Tuesday's Gone (Southern Rock; 1973)

Confira, por fim, a playlist feita durante junho de 2020: