segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Crítica de UM parágrafo sobre "STAR TREK: SEM FRONTEIRAS"!


Otimista, divertido, cativante. Esses são apenas alguns dos adjetivos que servem para definir "Star Trek: Sem Fronteiras", terceiro instalamento da franquia desde seu reboot em 2009. Enquanto o roteiro, capitaneado por Simon Pegg (que também interpreta Scotty), apresenta um equilíbrio entre as participações dos personagens e diversos conceitos dignos dos melhores produtos da ficção científica, a direção de Justin Lin nos presenteia com cenas de ação frenéticas, um espetáculo visual em perfeita sincronia com a trilha sonora de Michael Giacchino. Apesar de uma ou outra falha (especialmente nas cores - o filme é muito escuro em alguns momentos e não recomendo ver em 3D), esse é o melhor blockbuster de 2016, com uma trama redonda e um vilão bem construído, que possui motivações interessantes e relevantes para a atualidade. A série está em boas mãos, e, em algum lugar, Gene Roddenberry sorri.

NOTA: 9,3

Trailer:

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Crítica (desanimadora) sobre "Esquadrão Suicida"


Quem me conhece sabe o quão empolgado eu estava para ver "Esquadrão Suicida". Trailers empolgantes, divertidos e a premissa de reunir vilões para bancarem o papel de heróis me faziam apostar nesse filme como a surpresa do ano. Não é difícil imaginar, então, a minha surpresa ao vê-lo ser massacrado pelas resenhas, tal qual "Batman vs Superman: A Origem da Justiça" foi há alguns meses. Seria possível que a DC acumulasse dois vexatórios fracassos de crítica no mesmo ano?

A resposta é sim. Esse não é o longa que me foi vendido. E não haveria problema nenhum nisso caso ele seguisse outro caminho e fosse bom. Mas não foi o que aconteceu. Uma trama genérica para personagens rasos e tão cativantes quanto um pedaço de tijolo, com um desenvolvimento sem ritmo de uma química forçada. Um filme que tenta ser sério e descolado ao mesmo tempo, tentando mostrar alguma maldade de seus protagonistas enquanto tenta encaixar algumas poucas piadas totalmente fora de contexto. Antagonistas que ninguém dá a mínima. Jared Leto dando ao Coringa sua pior representação nas telas, não transmitindo loucura, psicopatia, medo, falta de noção ou um sendo de humor deturpado, resumindo-se a um gangster comum que se acha muito mais do que realmente é. E, claro, o Capitão Bumerangue de Jai Courtney, chato, irritante e com uma pseudo-tentativa de humor que falha miseravelmente.

Há o que mereça destaque, porém. A Arlequina beira a perfeição, Will Smith convence como Pistoleiro, a Amanda Waller feita por Viola Davis é fria e manipuladora como nas HQs, e até mesmo a Katana agrada. O visual dos personagens é acertado, assim como a da adaptação em si. A trilha sonora, apesar de não tão bem utilizada (e que reutiliza, quase que no mesmo contexto, uma música presente em "Guardiões da Galáxia"), é muito boa. As breves aparições de certos heróis da DC empolgam, especialmente as do Batman, curiosamente melhor caracterizado aqui do que em "Batman vs Superman". E a ação é OK, embora não fuja do comum e desperdice seus protagonistas.

"Esquadrão Suicida" poderia ter sido inovador, empolgante e divertido. Mas não passa de, no máximo, um filme mediano, sem identidade, sem carisma e que tem seus momentos, só que esses não são o suficiente para salvá-lo por completo. O futuro da DC no cinema é preocupante, e só resta esperar que Geoff Johns consiga arrumar a casa e orquestrar adaptações que apresentem alguns dos melhores personagens já criados de maneira digna.

NOTA: 5,0

TRAILER (pelo menos o que mais se assemelha ao tom do filme): 

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Crítica de UM parágrafo sobre "ZOOTOPIA"!


O melhor filme do ano até agora. Uma aventura fantástica que trata muito bem de temas como preconceito, desigualdade e inclusão, ao mesmo tempo em que diverte, emociona e cativa. Tudo isso aliado a uma qualidade de animação que só a Disney pode fazer, ótimo time de dubladores (NOTA: eu vi em inglês) e trilha sonora competente. Só não recebe nota máxima por basicamente copiar uma cena importante de "Monstros S.A.", o que não interfere no valor da mensagem que é transmitida. E há quem diga que longas animados são "coisa de criança", quando muitas vezes eles tem mais valor que vários "filmes maduros"... E viva a Disney!

NOTA: 9,5

TRAILER:

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Crítica de TRÊS parágrafos para "X-MEN: APOCALIPSE"


Não estava tão animado para ver o novo X-Men (ao menos, não tanto quanto estava para "Batman vs Superman" e "Capitão América: Guerra Civil"). Embora os trailers tenham me agradado, a repercussão do filme na mídia internacional não tem sido além de mediana. Alie isso a certas críticas reiteradas de alguns Youtubers (mesmo sem sequer ver o filme) e, assim, minha expectativa foi minada. Um homem, porém, recuperou um pouco de minha esperança com um singelo tweet. Seu nome? Mark Millar. Sim, o mesmo que escreveu "Os Supremos", "Guerra Civil" e outras HQs memoráveis. Eis o que ele disse na última sexta-feira:


E não é que esse escocês louco tinha razão? "X-Men: Apocalipse" funciona. Tem uma história bem amarrada, e que conserta algumas das muitas pontas soltas da louca cronologia da franquia. Tem um tom acertado, equilibrando diversão e comicidade com drama e grandiloquência. Apocalipse é um vilão de respeito, embora seu visual não agrade em 100% do tempo e um determinado momento de seu plano não faça sentido. O grande trunfo, porém, é a (re)apresentação de personagens como Ciclope, Jean Grey, Noturno, Tempestade e Psylocke, assim como o modo como foram retratados, seja por suas personalidades ou suas relações, capturadas com um êxito jamais alcançado anteriormente. E nem preciso citar nomes conhecidos dos últimos dois filmes, como Professor Xavier, Magneto (Fassbender simplesmente destruindo), Fera, Mística (que infelizmente se apresenta como Jennifer Lawrence em 70% do tempo), Mercúrio (em outra cena divertidíssima), e, claro, Wolverine, em uma de suas melhores cenas de toda a saga.

O que mais me deixa feliz com o filme é que ele não deixa aquele sentimento de ser apenas de um ou outro personagem, mas de todo o time. Souberam dividir o tempo de cada membro em tela, além de trabalharem a união da equipe durante as batalhas. Uma ou outra decisão podem deixar alguns fãs desconfortáveis, mas não é algo que me incomodou, especialmente ao levar em consideração tudo o que vem sendo feito desde "Primeira Classe". Mas de uma coisa estou certo: este é um longa que merece ter "X-Men" no título. Desde já um dos meus filmes de herói favoritos do ano. E mais um ponto positivo para a Fox (pois é, quem diria...).

NOTA: 8,8

TRAILER:

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Crítica de QUATRO parágrafos sobre "CAPITÃO AMÉRICA: GUERRA CIVIL"!


É louvável o que a Marvel vem fazendo com seu universo nos cinemas. Criar filmes divertidos, repletos de ação, que sabem aproveitar os personagens que apresenta e ainda se entrelaçar com o que foi feito no passado e o que está por vir no futuro não é uma tarefa fácil, tanto é que a própria empresa já falhou vez ou outra, mas aprendeu com seus erros, vem entregando uma sequência de longas muito bons e não a toa se tornou a maior referência quando se fala em adaptação de quadrinhos. 

"Capitão América: Guerra Civil" é mais um bom exemplo de êxito no trabalho do estúdio. Cenas de ação maravilhosas, no nível da série do Demolidor. Uma boa trama, alimentada pela devastação internacional causada pelas ações dos Vingadores e os reflexos disso na política, na vida dos civis e na consciência dos próprios personagens. A melhor representação do Homem-Aranha que o público já viu. Uma excelente introdução ao Pantera Negra, um personagem muito interessante que tem tudo para ter um ótimo filme solo. E uma atuação espetacular de Robert Downey Jr., intensa e com uma grande carga dramática, como o filme pede. Mas ele também tem seus momentos de comédia (muito bons, aliás), mantendo o equilíbrio que o Marvel Studios faz como ninguém atualmente.

E embora eu prefira evitar comparações, dessa vez é necessário: sim, "Guerra Civil" é melhor que "Batman vs Superman". Muito mais redondo, fechado e bem definido, sem problemas de ritmo e sem subtramas complicadas e mal-explicadas. Contudo, apesar de eu ter saído do cinema extremamente satisfeito na última sexta-feira, o longa da DC, mesmo com todos os seus problemas, me deixou mais empolgado após seu término. Talvez por ser uma novidade, enquanto a Marvel já está em seu 13º lançamento, mas uma coisa é certa: ele foi mais corajoso do que o terceiro "Capitão América". Mas não é só de empolgação ou coragem que se faz um filme, e é justamente por isso que um supera o outro.

Ao mesmo tempo, acho válido ressaltar: não, "Capitão América: Guerra Civil" não é o melhor filme de herói de todos os tempos. Ele não é nem o melhor filme da Marvel, embora se encontre no meu top 5 até o momento. Mas a gente não pode simplesmente ignorar grandes nomes como "Batman: O Cavaleiro das Trevas", o primeiro "Vingadores", "Guardiões da Galáxia", "Homem-Aranha 2", "X-Men: Primeira Classe" ou os clássicos "Superman - O Filme" ou "Batman" de Tim Burton, marcos para o gênero e que possuem inegável importância. Considero até mesmo "Capitão América: O Soldado Invernal" um longa mais interessante, talvez porque sua abordagem foi inédita na época (além, claro, de sua inegável qualidade). Não que eu esteja desmerecendo o lançamento, só acho um pouco precipitado fazer esse tipo de afirmação. Ainda assim, é uma adaptação muito boa, um espetáculo visual que merece ser visto na melhor qualidade possível.

NOTA: 8,5

PS: acho válido afirmar, levando em conta o que disse nesse texto, que diminuo minha nota de "Batman vs Superman: A Origem da Justiça" para 7,25. Ainda mantenho o que escrevi em minha crítica (exceto sobre o Luthor) e continuo a gostar do filme, mas é impossível negar seus problemas hoje.

TRAILER: